IPCA-15 de outubro em Brasília fica em 0,28%; tomate sobe 29,5% e passagem aérea cai 14,7%
Prévia da inflação em Brasília ficou em 0,28% em outubro, abaixo do país (0,32%); em 12 meses, o DF está em 4,76%, acima da média nacional.

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A prévia da inflação de outubro em Brasília ficou em 0,28%, abaixo dos 0,32% do país, segundo o IPCA-15 divulgado pelo IBGE na sexta-feira, 23. No acumulado de 12 meses, porém, o DF está acima da média nacional: 4,76%, contra 4,62%.
O IPCA-15 mede a variação de preços de uma amostra de 367 produtos e serviços em 11 localidades, entre elas Brasília e Goiânia. A coleta deste resultado foi de 16 de setembro a 14 de outubro. O IPCA cheio de outubro sai em 12 de novembro.
O que pesou no bolso do brasiliense
Alimentação e bebidas subiu 0,88% no DF, o mesmo índice do país, e a alimentação em casa, 1,14% (1,01% no Brasil). O tomate liderou a pressão: +29,48% em Brasília, contra +24,54% no Brasil. Também ficaram mais caros a cebola (+12,43%) e o arroz (+6,06%).
Nos combustíveis, o DF registrou alta de 0,74% na gasolina, 4,29% no etanol e 5,15% no diesel. O grupo transportes caiu 0,59% em Brasília. Entre os itens, as passagens aéreas ficaram 14,69% mais baratas, queda mais forte que a média nacional (9,24%).
A energia elétrica residencial recuou 1,07% na capital, com a volta da bandeira verde em outubro, que zerou a cobrança extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh da bandeira amarela. Mesmo assim, o grupo habitação subiu 0,30% no DF, enquanto caiu 0,10% no país.
Grupo a grupo: Brasília e Brasil
| Grupo | Brasília | Brasil |
|---|---|---|
| Índice geral | 0,28% | 0,32% |
| Alimentação e bebidas | 0,88% | 0,88% |
| Habitação | 0,30% | -0,10% |
| Artigos de residência | -0,17% | 0,28% |
| Vestuário | 0,46% | 0,53% |
| Transportes | -0,59% | 0,05% |
| Saúde e cuidados pessoais | 0,58% | 0,15% |
| Despesas pessoais | 0,91% | 0,55% |
| Educação | 0,07% | 0,09% |
| Comunicação | 0,19% | 0,43% |
Os valores vêm da tabela 7062 do Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra), consultada na API do instituto. As despesas pessoais, com 0,91%, tiveram a maior alta entre os grupos no DF, e saúde e cuidados pessoais (0,58%) subiram quase quatro vezes a taxa nacional.
Acima do teto da meta no acumulado
No ano, o IPCA-15 acumula 4,10% no DF e 4,15% no país. Em 12 meses, o índice nacional chegou a 4,62%, acima do teto de 4,5% da meta de inflação (3%, com tolerância de 1,5 ponto), segundo a Agência Brasil. O DF, com 4,76%, está 0,26 ponto acima do teto.
Em Brasília, o IPCA-15 de setembro tinha sido de 0,76% (0,70% no país), e o de outubro de 2025, 0,26%. No índice nacional, a Agência Brasil liga a desaceleração à luz: a conta de energia subiu 7,42% em setembro, com o fim do bônus de Itaipu, e recuou em outubro com a bandeira verde.
Quem quiser conferir item por item pode abrir a tabela 7062 no Sidra, escolher "Brasília (DF)" na lista de localidades e o período outubro de 2026. A tabela traz os 367 produtos e serviços, com variação mensal, acumulada no ano e em 12 meses.
Para comparar com meses anteriores, veja o IPCA-15 de junho e o de maio. A Selic, que o Banco Central define com base na inflação, está na página sobre a decisão do Copom de setembro. O próximo número de Brasília será o IPCA de outubro, em 12 de novembro.






