sex, 23 out

Inflação em Brasília desacelera a 0,28%, mas tomate sobe 29,48% no DF

Prévia da inflação na capital fica em 0,28%, abaixo dos 0,32% do país. Tomate sobe 29,48%, limão 28,41% e batata 21,89%; energia recua 1,07%.

Por Redação Sou Brasília 4 min de leitura
Pilha de tomates vermelhos maduros vistos de cima
Foto: Morris Lowery Jr/Pexels (ilustrativa)
Neste texto5 tópicos
  1. Quais alimentos ficaram mais caros no DF
  2. O que ficou mais barato
  3. Como o DF se compara ao Brasil
  4. Quanto cada grupo acumulou em 12 meses
  5. Para que serve o IPCA-15

A prévia da inflação em Brasília ficou em 0,28% em outubro, abaixo dos 0,32% do país, segundo o IPCA-15 divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira, 23. A comida pesou: tomate subiu 29,48% na capital, limão 28,41% e batata-inglesa 21,89%.

O índice desacelera em relação a setembro, quando a prévia na capital tinha ficado em 0,76%. A alta daquele mês veio da conta de luz, que subiu 8,78%. Em outubro a energia elétrica residencial recuou 1,07% no DF e tirou pressão do resultado.

Quais alimentos ficaram mais caros no DF

O grupo alimentação e bebidas subiu 0,88% em Brasília, o mesmo ritmo nacional e bem acima dos 0,20% de setembro. Entre os itens que mais pesaram no bolso, segundo a tabela do IBGE para a capital:

  • tomate: alta de 29,48%;
  • limão: 28,41%;
  • batata-inglesa: 21,89%;
  • cebola: 12,43%;
  • melão: 8,39%;
  • arroz: 6,06%;
  • café moído: 2,14%.

Na comparação com o país, a capital teve altas maiores em tomate, limão, batata-inglesa e arroz (5,80% no país). Só a cebola subiu menos aqui: 13,63% no Brasil. O limão subiu 17,36% no Brasil, contra 28,41% no DF. A batata-inglesa avançou 10,96% no país e 21,89% aqui, e o tomate, 24,54% e 29,48%. O café moído seguiu na direção oposta: caiu 1,16% na média nacional e subiu 2,14% em Brasília.

O IBGE mede a variação do preço médio entre as duas coletas, de modo que o resultado do tomate ou da cebola pode ser diferente do que o morador viu na feira ou no mercado do bairro.

O que ficou mais barato

Algumas frutas e hortaliças foram na direção contrária. A manga caiu 16,67% (13,48% no país) e a cenoura, 15,85% (10,67%). Banana-prata (9,99%), mamão (9,40%), alho (9,32%) e melancia (9,27%) também recuaram. A carne de porco ficou 3,36% mais barata, e o conjunto das carnes teve queda de 0,40%.

No grupo transportes, que caiu 0,59% na capital, a passagem aérea teve a maior queda: 14,69%, contra 9,24% no Brasil. Já o combustível subiu: gasolina 0,74% (0,92% no país), etanol 4,29% e óleo diesel 5,15%.

Como o DF se compara ao Brasil

No acumulado de 12 meses, Brasília está acima do país: 4,76% contra 4,62%. Em setembro a distância era de 0,27 ponto percentual (4,74% contra 4,47%); em outubro caiu para 0,14 ponto. No ano, o índice da capital soma 4,10%, e o nacional, 4,15%.

GrupoBrasília (%)Brasil (%)
Índice geral0,280,32
Alimentação e bebidas0,880,88
Habitação0,30-0,10
Transportes-0,590,05
Saúde e cuidados pessoais0,580,15
Despesas pessoais0,910,55
Educação0,070,09

Habitação teve comportamento diferente: subiu 0,30% no DF e caiu 0,10% no país. Despesas pessoais lideraram a alta na capital, com 0,91%, puxadas por cinema, teatro e concertos, que ficaram 10,99% mais caros. O plano de saúde subiu 0,42%.

Quanto cada grupo acumulou em 12 meses

Na janela de um ano, a conta mostra onde a capital pesa mais que o país. Habitação acumula 5,10% no DF contra 4,04% no Brasil, e transportes, 4,37% contra 3,49%. Saúde e cuidados pessoais é o grupo mais caro da capital, com 5,85%. Em compensação, alimentação e bebidas sobe menos aqui (4,79%) do que na média nacional (5,34%), e educação também (4,81% contra 5,96%).

Grupo, acumulado em 12 mesesBrasília (%)Brasil (%)
Alimentação e bebidas4,795,34
Habitação5,104,04
Transportes4,373,49
Saúde e cuidados pessoais5,855,66
Despesas pessoais4,966,19
Educação4,815,96

Outros itens que variaram no mês em Brasília: o acesso à internet subiu 4,84%, o aluguel residencial ficou estável (0,00%) e os artigos de maquiagem recuaram 3,56%.

Para que serve o IPCA-15

O IPCA-15 mede preços entre meados de um mês e meados do seguinte e funciona como prévia do IPCA, a inflação oficial do país. O IBGE deve divulgar o IPCA fechado de outubro em novembro. Nas matérias anteriores, o SouBrasília acompanhou o resultado da capital em agosto, quando os preços caíram 0,25%, e em setembro. A tabela completa, com todos os itens e regiões, está no Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra).

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