A inflacao oficial do pais subiu 0,58% em maio, segundo o IPCA divulgado pelo IBGE na sexta-feira (12). No acumulado de 12 meses, o indice chegou a 4,72%, a maior taxa para um mes de maio em cinco anos.
O resultado ficou acima das expectativas do mercado, que projetava alta de 0,53% no mes. Com isso, o indice ultrapassou o teto da meta de inflacao perseguida pelo Banco Central, fixada em 3% com tolerancia de ate 4,5%.
Alimentos e energia puxaram a conta
O grupo de alimentos e bebidas respondeu por cerca de metade do resultado do mes, com alta de 1,33%. Em seguida veio o grupo habitacao, que subiu 1,22%. A energia eletrica residencial foi o item de maior impacto individual, com avanco de 3,67%.
O unico grupo com variacao negativa no mes foi transportes, que recuou 0,46% e ajudou a segurar uma alta ainda maior do indice geral.
Como o brasiliense sente no dia a dia
O peso dos alimentos e da conta de luz atinge diretamente o orcamento das familias do Distrito Federal, onde o custo de moradia ja e elevado. A energia mais cara tambem pressiona o comercio e os servicos.
- Compras do mes: alimentos seguem entre os maiores viloes da inflacao.
- Conta de luz: a tarifa de energia teve o maior impacto individual em maio.
- Aluguel: indices de inflacao servem de base para reajustes de contratos.
O que vem pela frente
O numero acima do teto da meta entra direto no radar do Copom, que decide a taxa de juros nesta quarta-feira, 17 de junho. A pressao dos precos torna mais dificil a continuidade dos cortes na Selic.
O IBGE divulga mensalmente o IPCA, considerado a inflacao oficial do Brasil por medir a variacao de precos para familias com renda de 1 a 40 salarios minimos.








