Câmara e Senado entram na reta final antes do recesso parlamentar, marcado para começar em 18 de julho, e líderes articulam uma força-tarefa para destravar propostas travadas nas áreas econômica, fiscal e social. A pressa tem motivo de calendário: 2026 é ano eleitoral, e a tendência é que as votações mais duras fiquem concentradas no primeiro semestre, já que a campanha de outubro esvazia o plenário no segundo.
Entre os projetos citados para a semana está o PL 5.122/2023, que cria mecanismos de renegociação de dívidas de produtores rurais atingidos por dificuldades econômicas e por eventos climáticos, tema sensível para o agronegócio depois de safras castigadas pelo clima no Sul. Também aparece na fila o PLP 114/2026, que trata da tributação de combustíveis.
O que está em jogo antes da pausa
A pauta mistura interesses do governo e da oposição, e depende de acordo entre os presidentes das duas Casas. Os principais pontos:
- Renegociação de dívidas de produtores rurais (PL 5.122/2023)
- Mudanças na tributação de combustíveis (PLP 114/2026)
- Aposentadoria especial de agentes de saúde e o fim da escala 6×1, no Senado
- Uma nova sessão do Congresso para analisar vetos presidenciais
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, projetou que a sessão de vetos ocorra entre 15 e 17 de julho. Mais de 30 vetos aguardam análise, entre eles o que trata da renegociação da dívida dos estados e o que endurece regras para o Benefício de Prestação Continuada.
“Sem acordo de líderes, nada avança. É a semana em que se define o que fica para agosto e o que sai antes das férias parlamentares”, descreve o clima nos bastidores das duas Casas.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, confirmou a intenção de marcar a sessão de vetos ainda antes do recesso. Se as votações não saírem no prazo, os temas voltam à mesa em agosto, quando o Congresso retoma os trabalhos sob a pressão do calendário eleitoral e da definição de candidaturas.
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