O Pix vai ganhar novas funções ainda neste ano. O Banco Central detalhou a agenda evolutiva do sistema para 2026, com mudanças que afetam desde a cobrança de mensalidades até o combate a fraudes. Boa parte das novidades tem prazo para outubro.
A principal aposta do BC para pagamentos recorrentes é o Pix Automático, que permite às empresas agendar cobranças periódicas, como mensalidades escolares, planos de saúde e serviços por assinatura, com débito direto na conta do cliente após um único consentimento. A ferramenta já está em produção e passa por ampliação.
O que chega até o fim do ano
A agenda definida pelo Banco Central prevê marcos concretos:
- A partir de outubro, contas salário poderão ser usadas para pagamentos via Pix Automático e para portabilidade salarial
- A cobrança híbrida, que reúne boleto e Pix no mesmo QR Code, tem lançamento e adequação obrigatória previstos para outubro
- O MED 2.0, mecanismo de rastreio de fraudes, entrou em produção em maio e ganha melhorias de autoatendimento também em outubro
A cobrança híbrida tende a simplificar a vida de quem recebe e de quem paga. Em vez de escolher entre gerar um boleto ou uma cobrança Pix, o lojista passa a emitir um único código que aceita as duas formas de pagamento. Para o consumidor, o ganho é a liberdade de decidir na hora como quitar a conta.
O Drex, versão digital da moeda emitida pelo Banco Central, também avança em 2026. A primeira etapa será de uso interno por bancos, cartórios e corretoras, com foco na reconciliação de garantias, e não substitui o Pix nem os depósitos tradicionais.
O pano de fundo dessas mudanças é a consolidação do Pix como principal meio de pagamento do país. Grátis para pessoas físicas e instantâneo, o sistema já movimenta a maior parte das transferências e agora avança sobre territórios antes dominados por boleto, débito automático e cartão.
Para pequenos negócios, o Pix Automático e a cobrança híbrida podem reduzir inadimplência e custo de cobrança, já que automatizam o recebimento e diminuem a chance de o cliente esquecer o pagamento. Para o consumidor, o cuidado passa a ser com a gestão dos consentimentos, para não autorizar débitos recorrentes e depois perder o controle das assinaturas ativas.
O BC trabalha ainda no reforço de segurança, tema sensível diante do crescimento de golpes que usam o nome do Pix. O MED 2.0 amplia o rastreio de recursos em casos de fraude e tenta acelerar a devolução ao cliente lesado. Veja também [como se proteger de golpes em pagamentos digitais](/economia/golpes-pix-como-evitar).
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