Idosos de 85 anos ou mais podem tomar vacina contra pneumonia nas UBS do DF sem receita
A VPC20 chega a todas as salas de vacina do DF para quem tem 85 anos ou mais. Veja quem toma dose única, o intervalo após outras vacinas e o que levar.

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A Secretaria de Saúde do DF passou a oferecer a vacina pneumocócica 20-valente (VPC20) em todas as salas de vacina da rede pública para idosos de 85 anos ou mais. Segundo a Agência Saúde-DF, divulgada nesta sexta-feira (6), "não é necessária a apresentação de prescrição médica, bastando comparecer a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) com documento oficial que comprove a idade".
A mudança acompanha as orientações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e faz parte da transição do DF para a VPC20. As vacinas VPC13 e VPP23, usadas até aqui contra o pneumococo, já não estão disponíveis para aplicação geral na rede pública.
As siglas indicam o tipo e o número de sorotipos cobertos: VPC é vacina pneumocócica conjugada, e o número que vem depois (10, 13, 15, 20) mostra quantos tipos da bactéria ela abrange. A VPP23 é a vacina polissacarídica de 23 tipos, aplicada até então em idosos. Para o idoso que já se vacinou, o que vale é o registro na caderneta: ela diz qual vacina foi tomada e quando, e é com esses dados que a equipe calcula o intervalo.
Quantas doses o idoso de 85 anos ou mais toma
A equipe da UBS consulta a caderneta de vacinação antes de decidir. A secretaria descreve quatro situações:
- sem nenhuma dose anterior: dose única de VPC20;
- com uma dose prévia de VPC13 ou VPC15: uma dose de VPC20, com intervalo mínimo de dois meses;
- com uma dose prévia de VPP23: uma dose de VPC20, com intervalo mínimo de um ano;
- com duas doses de VPP23, ou uma de VPC13/15 mais uma de VPP23: sem indicação de nova dose.
Para quem tem entre 60 e 84 anos, a vacina continua restrita a pessoas ainda não vacinadas que estejam acamadas ou vivam em instituições, como casas de repouso.
O que muda para crianças e pacientes com doenças crônicas
No esquema infantil, a primeira dose de VPC20 é aplicada aos 2 meses de idade. A segunda, aos 4 meses, ainda é com a VPC10, vacina que segue no calendário durante a transição. O reforço volta a ser VPC20, aos 12 meses, e o intervalo recomendado entre as doses do esquema básico é de 60 dias.
Crianças com o esquema atrasado podem se atualizar até os 4 anos, 11 meses e 29 dias, conforme as doses já recebidas. Quem completou o esquema básico e o reforço com as vacinas anteriores não precisa de dose adicional de VPC20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS), informa a secretaria.
A VPC20 também integra a Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (RIE), voltada a quem tem imunossupressão, cardiopatia, doença pulmonar crônica, asma moderada ou grave, diabetes e certas condições neurológicas. Nesses casos, a aplicação depende de avaliação clínica e, quando necessário, de autorização prévia do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie). A vacina também está indicada para indígenas a partir de 5 anos sem vacinação pneumocócica conjugada anterior.
Contra o que a vacina protege
A vacina cobre 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, causadora de doenças que vão de otite e sinusite a pneumonia, meningite e sepse. A secretaria afirma que a tecnologia conjugada reduz complicações, internações e óbitos.
Como se vacinar
Leve um documento oficial com foto e a caderneta de vacinação à UBS mais próxima. Aproveite a ida para conferir as demais vacinas do Calendário Nacional de Vacinação do Idoso e do Adulto. Sobre a estrutura que guarda essas doses, veja a matéria sobre a Rede de Frio do DF; para outra vacina em oferta no SUS, leia sobre a vacina contra o HPV.
A secretaria não informou, na nota, se há prazo para a ampliação ou quantidade de doses distribuídas à rede. Quem tiver dúvida sobre o próprio histórico deve levar a caderneta e pedir a avaliação da equipe da sala de vacina.






