qui, 5 nov

DF tem a menor proporção de partos de adolescentes do país: 7,48% contra 11,3%

Dado do Ministério da Saúde mostra 7,48% de partos de mães até 19 anos no DF, contra 11,3% no país. Veja o que a UBS oferece e como ter atendimento.

Por Redação Sou Brasília 2 min de leitura
Médica de jaleco branco com estetoscópio no pescoço sentada à mesa de consultório, foto de arquivo
Foto: cottonbro studio/Pexels

O Distrito Federal tem a menor proporção de partos de mães adolescentes do país. Nos quatro primeiros meses de 2026, 7,48% dos partos na capital foram de mães de até 19 anos, contra 11,3% na média nacional, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados pela Secretaria de Saúde (SES-DF) nesta quinta-feira, 5.

A pasta trabalha para chegar a 5,93%. O caminho passa por duas frentes: método contraceptivo de graça nas unidades básicas de saúde (UBSs) e conversa com estudante dentro da escola.

O que a UBS oferece a adolescentes

Nas UBSs, o preservativo fica à disposição na entrada, sem que a pessoa precise pedir a um profissional. A rede também fornece pílula e injeção anticoncepcional, dispositivo intrauterino (DIU) e o implante contraceptivo Implanon, que o SB já detalhou em reportagem sobre a oferta do implante.

Em 2026, mais de 30 mil implantes foram colocados no DF, e mais de 6 mil deles em adolescentes. Na consulta, a equipe explica como cada método funciona, os possíveis efeitos colaterais e o jeito certo de usar. A escolha é compartilhada, de acordo com a necessidade da paciente e a avaliação clínica.

O atendimento tem sigilo profissional. Pode incluir teste para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e o início do pré-natal, quando for o caso. Meninos também recebem orientação sobre saúde sexual e planejamento reprodutivo. As regras de funcionamento das unidades estão na página fixa do SB sobre UBS, UPAs e Samu.

Projeto Escolhas, em Ceilândia

Parte do trabalho acontece fora do posto de saúde. Em Ceilândia, o projeto Escolhas, ligado ao Programa Saúde na Escola (PSE), leva informação sobre saúde sexual e reprodutiva aos estudantes, incluindo os que nem sempre procuram uma UBS.

Os encontros tratam de métodos contraceptivos, prevenção de ISTs, consentimento, violência, higiene íntima e uso de álcool, cigarro e outras drogas. Servidores jovens e universitários da área da saúde participam das rodas, com linguagem acessível e espaço para perguntas sem julgamento.

Segundo Viviane Tobias, responsável pela área técnica de saúde da mulher na Atenção Primária da SES-DF, as equipes recebem orientação para atender as necessidades específicas da adolescência, o que inclui informações de prevenção e atenção a situações de vulnerabilidade.

Quem quer atendimento deve procurar a UBS mais próxima de casa. O dado de 7,48% cobre só janeiro a abril de 2026, e a SES-DF não informou quando o índice do ano fechado sai nem divulgou a proporção por região administrativa. Os números e as ações citadas aqui constam da nota da Agência Saúde DF, publicada em 5 de novembro.

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