A rede pública do Distrito Federal recebeu mais 12 mil unidades do implante contraceptivo subdérmico Implanon, distribuídas às unidades básicas de saúde (UBSs). Somado a lotes anteriores enviados pelo Ministério da Saúde, o estoque disponível chega a 15,6 mil dispositivos. O método é oferecido de graça a meninas e mulheres de 14 a 49 anos.
O Implanon libera o hormônio etonogestrel e é classificado como contraceptivo reversível de longa duração, o chamado LARC. O bastonete, do tamanho aproximado de um palito, é inserido sob a pele do braço e protege contra a gravidez por pelo menos três anos. A colocação é feita em todas as UBSs da rede, sem necessidade de encaminhamento a serviço especializado.
Quem pode receber
O implante está disponível para mulheres em idade fértil cadastradas na rede. Mais de 7 mil usuárias já receberam o dispositivo desde o início da oferta, e o novo lote amplia o alcance do programa em todas as regiões administrativas.
- Voltado a meninas e mulheres de 14 a 49 anos
- Proteção contra gravidez por pelo menos três anos
- Inserção em qualquer UBS do DF, sem custo
- Estoque total de 15,6 mil dispositivos após o novo lote
O LARC é considerado um dos métodos mais eficazes justamente por não depender do uso diário. Depois de inserido, o implante age de forma contínua e pode ser retirado a qualquer momento por profissional de saúde, quando a mulher decide engravidar ou trocar de método.
Planejamento reprodutivo na atenção básica
A oferta faz parte da estratégia de ampliar o planejamento reprodutivo dentro da atenção básica, aproximando o serviço da casa das usuárias. A ideia é que a mulher resolva a demanda na própria UBS do bairro.
O objetivo é garantir que a mulher tenha autonomia para escolher o método e consiga o atendimento perto de casa, informou a Secretaria de Saúde ao detalhar a distribuição.
Segundo a pasta, a distribuição do novo lote considera a procura registrada em cada região. As UBSs orientam sobre indicações, contraindicações e acompanhamento, e a inserção é feita por equipe treinada. O implante se soma ao DIU e a outros métodos já disponíveis na rede, ampliando as opções oferecidas dentro do SUS no Distrito Federal.
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