Teste de DNA-HPV chega às 59 UBS das regiões Oeste e Sudoeste do DF e já fez 9,2 mil exames
A SES-DF informa que o exame que busca o vírus do câncer de colo do útero está em 59 UBS das regiões Oeste e Sudoeste; quem pode fazer e como fica o Papanicolau.

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O teste de DNA-HPV, que procura o vírus causador do câncer de colo do útero em vez de esperar a célula mudar, já está nas 59 unidades básicas de saúde (UBS) das regiões Oeste e Sudoeste do Distrito Federal. Até setembro, a Secretaria de Saúde (SES-DF) fez mais de 9,2 mil exames, a maioria em mulheres de 25 a 64 anos. Os números constam de nota publicada pela pasta em 27 de outubro, dentro da campanha Outubro Rosa.
A oferta começou de forma gradual em março de 2026, quando o SUS incorporou o método ao rastreamento. Foi o que o SB noticiou em junho, na matéria sobre a chegada do exame à rede pública. Agora há dado de uso: 9,2 mil procedimentos em cerca de sete meses.
Qual a diferença para o Papanicolau?
O exame de DNA-HPV detecta 14 genótipos do papilomavírus humano associados a alto risco de câncer. O Papanicolau lê a célula do colo do útero depois que ela já se alterou. A médica de família e comunidade Aline Dias, da UBS 11 de Samambaia, resumiu a diferença à SES-DF: o Papanicolau identifica "a célula já em modificação", enquanto o DNA-HPV "é capaz de identificar o vírus causador da doença, antes que ela esteja manifestada".
Para a paciente, a consulta é a mesma. "A coleta permanece sendo feita da mesma forma", disse a médica; muda a análise feita no laboratório. Segundo a SES-DF, o Papanicolau passará aos poucos a ser usado só para confirmar os casos em que o DNA-HPV vier positivo.
Quem pode fazer e onde
- Público do rastreamento: mulheres de 25 a 64 anos, a faixa padrão citada pela SES-DF.
- Onde: nas 59 UBS das regiões de saúde Oeste e Sudoeste, segundo a nota. A pasta não informou, no texto, quando as demais regiões receberão o teste.
Quem mora fora dessas duas regiões deve perguntar na UBS de referência se o teste já é oferecido ou se o rastreamento segue pelo Papanicolau.
E a vacina contra o HPV?
A nota lembra que a vacina é a medida mais eficaz de prevenção. No DF, a dose está liberada até 31 de dezembro para adolescentes de 15 a 19 anos que nunca se vacinaram, em mais de 100 salas de vacinação da rede pública. A faixa regular é de 9 a 14 anos.
A cobertura vacinal no DF é de 85% entre as meninas e de 70,8% entre os meninos, e a meta da SES-DF é chegar a 90% dos jovens ainda não vacinados. Sobre a ampliação para 15 a 19 anos, o SB publicou a cobertura da medida; o prazo vai até o fim do ano.
A transmissão do HPV ocorre por via sexual, por lesões microscópicas na mucosa ou na pele da região anogenital. A camisinha protege só em parte do contágio, segundo a SES-DF. As informações vêm da nota da Secretaria de Saúde do DF, lida em 27/10/2026.






