A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) ampliou o público-alvo da vacina contra o HPV. Até 30 de junho, adolescentes de 15 a 19 anos poderão se imunizar na rede pública, faixa antes restrita ao intervalo de 9 a 14 anos. A medida busca aumentar a cobertura e proteger mais jovens contra o vírus.
O HPV (papilomavírus humano) está associado ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer, especialmente o de colo do útero, além de verrugas genitais. A vacinação é considerada pela comunidade científica a forma mais eficaz de prevenção, sobretudo quando aplicada antes do início da vida sexual.
Quem pode se vacinar
Com a ampliação, o público apto a tomar a vacina contra o HPV na rede pública do DF passa a incluir:
- meninas e meninos de 9 a 14 anos, conforme o calendário regular;
- adolescentes de 15 a 19 anos, na janela ampliada até 30 de junho;
- grupos especiais previstos no calendário, mediante avaliação.
Para se vacinar, o adolescente deve comparecer a uma sala de vacina com documento de identificação e a caderneta de vacinação. Quando menor de idade, recomenda-se a presença de um responsável.
Importância da imunização
A SES-DF reforça que a vacina contra o HPV é segura e que a ampliação da faixa etária é uma oportunidade para que adolescentes que perderam a dose no calendário regular completem o esquema vacinal.
A iniciativa integra o conjunto de ações de imunização que levaram o DF a superar 1 milhão de doses aplicadas em 2026. A pasta mantém mais de 100 pontos de vacinação, além de ações extramuros e unidades móveis para facilitar o acesso da população.
O que é o HPV e por que vacinar
O papilomavírus humano é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. A maioria das pessoas entra em contato com o vírus em algum momento da vida, e parte das infecções é eliminada naturalmente pelo organismo. Em alguns casos, porém, o HPV persiste e pode evoluir para lesões que, ao longo dos anos, levam ao câncer — especialmente o de colo do útero, mas também os de boca, garganta, ânus e pênis.
A vacina disponível no SUS protege contra os tipos do vírus mais associados a esses cânceres e às verrugas genitais. A eficácia é maior quando a imunização ocorre antes do início da vida sexual, motivo pelo qual o público principal são adolescentes. A aplicação em meninos é igualmente importante, tanto para protegê-los quanto para reduzir a circulação do vírus na população.
Esquema vacinal e recomendações
Nos últimos anos, o Ministério da Saúde adotou estratégias para simplificar o esquema e ampliar a cobertura, que vinha abaixo do esperado. A ampliação da faixa etária no DF segue essa lógica, oferecendo uma nova oportunidade a quem perdeu a dose na idade recomendada. Especialistas reforçam que a vacina é segura e que os eventos adversos, quando ocorrem, costumam ser leves, como dor no local da aplicação.
Para se vacinar, o adolescente deve procurar a sala de vacina com documento e caderneta. A janela ampliada vai até 30 de junho, e a orientação é não deixar para a última hora, evitando filas e a perda do prazo.
O câncer de colo do útero está entre os mais frequentes entre as mulheres no Brasil e é também um dos mais evitáveis, justamente pela combinação de vacinação e exames preventivos, como o Papanicolau. Por isso, profissionais de saúde reforçam que a imunização na adolescência é um investimento de longo prazo, capaz de reduzir, ao longo das próximas décadas, o número de casos e mortes associados ao vírus.
O SouBrasília acompanha as campanhas de saúde pública no Distrito Federal. Veja também a matéria sobre o DF que superou 1 milhão de doses de vacinas em 2026. A orientação é que pais e responsáveis aproveitem a janela ampliada e procurem a unidade básica de saúde mais próxima antes do encerramento do prazo, em 30 de junho.








