qui, 29 out

Rede de Frio do DF faz 25 anos e coordena 51 vacinas e medicamentos

Central da SES-DF que guarda as vacinas do DF completa 25 anos: são 51 imunobiológicos, 18 câmaras a +2 °C a +8 °C e quase 3 milhões de doses por ano.

Por Redação Sou Brasília 2 min de leitura
Mãos de luvas azuis manuseiam frascos de vacina sobre uma superfície lisa (foto ilustrativa)
Foto: Thirdman/Pexels

A Rede de Frio Central, unidade da Secretaria de Saúde (SES-DF) que guarda e controla as vacinas usadas no Distrito Federal, completa 25 anos de implantação. A pasta informou nesta quinta-feira, 29, que hoje a central coordena 51 imunobiológicos, entre vacinas e medicamentos de alta precisão, e quase 3 milhões de doses aplicadas por ano.

A unidade é uma gerência da Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS). Além de armazenar, ela escreve os boletins e as normas de imunização do DF e treina os servidores das salas de vacina. Também atua nas campanhas antirrábicas e na distribuição de soros, como os antivenenosos.

Como as vacinas são guardadas

Na sede da Rede de Frio Central há 18 câmaras científicas e uma câmara frigorífica de 63 metros cúbicos, todas mantidas entre +2 °C e +8 °C. Quatro refrigeradores científicos chegam a -90 °C.

Os equipamentos têm controle digital e geram relatórios com as temperaturas registradas, as aberturas de porta e eventuais falhas ou picos no fornecimento de energia. A SES-DF informa que a estrutura passa por manutenção preventiva e preditiva.

A enfermeira Karine Araújo, da Rede de Frio, explica o motivo da vigilância: “O imunobiológico é termolábil. Isso significa que pode ser degradado se ficar em um ambiente inadequado ou com grandes variações. Por isso, temos equipamentos para garantir a preservação e planos de contingência caso o sistema falhe”.

Termolábil, no jargão da saúde, quer dizer sensível à temperatura: uma dose que passa tempo demais fora da faixa de +2 °C a +8 °C pode perder o efeito. Os relatórios digitais, que incluem porta aberta e queda de energia, mostram se isso aconteceu, e não só a leitura do termômetro.

Quem trabalha na central

São 31 servidores efetivos: motoristas, analistas de políticas públicas, médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e farmacêuticos. Segundo a SES-DF, o modelo integrado do DF já foi observado pelo Ministério da Saúde e começa a servir de exemplo para estados e municípios que buscam gerir a política de vacinação de forma integrada.

A nota da secretaria fala em 25 anos de implantação e, em outro trecho, cita 2011 como o ano de criação da gerência. A pasta não explica a diferença entre as datas.

Quem aplica a dose ao público são as salas de vacina, cujos servidores a central capacita. Quem quer saber o que está disponível na rede pública pode consultar a matéria sobre as vacinas contra meningite no SUS do DF, com idades e doses e a que trata da segunda dose pendente da vacina da dengue. As notícias de vacinação da secretaria ficam em saude.df.gov.br.

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