Voluntários do Hospital de Base: 61 anos, 52 pessoas e 3,7 mil acolhimentos por mês
O Serviço Auxiliar de Voluntários do Hospital de Base completa 61 anos com 52 integrantes e média de 3,7 mil acolhimentos por mês. Veja o que fazem e como entrar.

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O Serviço Auxiliar de Voluntários do Hospital de Base, o SAV, completa 61 anos de atividade em 2026. São 52 voluntários e uma média de 3,7 mil acolhimentos a pacientes por mês desde 2010, segundo o Governo do Distrito Federal.
- Criado em 1965, para atender a pediatria do então Hospital Distrital de Brasília.
- 52 voluntários atuam hoje em nove frentes, do apoio ao leito ao corte de cabelo.
- 3,7 mil acolhimentos por mês, em média, desde 2010.
- O bazar beneficente é a principal fonte de recursos do serviço.
- Para entrar, basta procurar o escritório do SAV no hospital à tarde e passar por uma entrevista.
Os números estão na nota publicada pela Agência Brasília em 19 de setembro. O hospital completou 66 anos, e o SAV acompanha quase toda a trajetória da unidade.
Quem criou o SAV e por que ele nasceu na pediatria
O serviço foi fundado pelo médico Oscar Mendes Moren e começou restrito à ala pediátrica. Em 1981 foi registrado como entidade de prestação de serviços sem fins lucrativos e passou a atuar em todo o hospital. A página do IgesDF sobre o SAV o descreve como a associação voluntária mais antiga do Distrito Federal.
A presidente do SAV, Vandelícia Dias, diz que não é preciso ter experiência para participar. "O primordial é o acolhimento, é ceder seu tempo para ouvir a outra pessoa. Pode ser que ele precise de alguém para conversar", afirmou à Agência Brasília.
O que os voluntários fazem no hospital
A atuação vai além da visita de rotina. O IgesDF lista nove frentes de trabalho, e cada voluntário escolhe onde entra. Duas delas chamam atenção por não existirem em quase nenhuma outra entidade hospitalar do DF: o corte de cabelo e barba dos internos e a chamada Tarde da Beleza, com unhas e massagem em mãos e pés.

A psiquiatria virou uma das áreas de maior presença. As atividades acontecem no pátio da ala e reúnem artesanato, música, apoio ao leito e reiki. O material do serviço é explícito em um ponto: os voluntários não fazem o trabalho da enfermagem.
De onde vem o dinheiro do serviço
O SAV não recebe repasse mensal do hospital. O sustento vem do bazar beneficente permanente, abastecido por doações, de campanhas de arrecadação e de repasses do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. O dinheiro é usado para comprar itens doados a pacientes indicados pelos assistentes sociais da unidade.

A lista do que o serviço aceita em doação é específica: material de higiene para a montagem dos kits, material hospitalar e ortopédico como andadores e cadeiras de rodas, medicamentos de uso emergencial e dinheiro para despesas como passagem urbana e interurbana de quem vem do entorno para se tratar.
Como entrar para o SAV
São dois caminhos. O primeiro é ir ao escritório do serviço dentro do Hospital de Base, de segunda a sexta, sempre no período da tarde, e passar por uma entrevista. O segundo é fazer o cadastro pelo site da entidade e aguardar o contato da equipe.
| Informação | Detalhe |
|---|---|
| Onde fica | Escritório do SAV, dentro do Hospital de Base do DF |
| Quando ir para a entrevista | De segunda a sexta, no período da tarde |
| Horário de atendimento | De segunda a sexta, das 8h30 às 12h e das 14h às 17h |
| Telefone | (61) 3550-8900, ramal 9030 |
| Cadastro pela internet | Site savdf.com, indicado pelo IgesDF |
| Redes sociais | Instagram @sav.hb.df |
| Experiência exigida | Nenhuma |
O Hospital de Base não é a única porta de entrada para quem quer ajudar na unidade. O IgesDF mantém outras três entidades de voluntariado no mesmo endereço: a Associação Amigos do Hospital de Base, o Movimento de Apoio ao Paciente com Câncer e a Rede Feminina de Combate ao Câncer, esta última responsável pelo banco de perucas que atende de graça pacientes em tratamento de câncer.
O que a lei garante a quem é voluntário
O trabalho voluntário no Brasil é regulado pela Lei 9.608, de 1998. Três pontos do texto interessam a quem pensa em se inscrever:
- Não existe vínculo. O parágrafo único do artigo 1º diz que o serviço voluntário não gera vínculo empregatício nem obrigação de natureza trabalhista, previdenciária ou afim.
- Tem de haver termo de adesão. Pelo artigo 2º, a atividade é exercida mediante termo assinado entre a entidade e o voluntário, com o objeto e as condições do trabalho.
- Despesa comprovada pode ser ressarcida. O artigo 3º permite o ressarcimento de gastos feitos no desempenho da atividade, desde que autorizados antes pela entidade.
Quem procura atendimento no maior hospital público do DF encontra em outra reportagem nossa o caminho da regulação e dos encaminhamentos: veja como o paciente chega ao Hospital de Base pela rede pública.
Quem quiser doar itens para os kits de higiene ou material ortopédico pode levar diretamente ao escritório do SAV, no horário de atendimento, ou ligar antes para confirmar o que está em falta no momento.






