Câncer colorretal: Hospital de Base lista sinais de alerta e exames que detectam a doença
Capacitação no HBDF reforça sinais como sangue nas fezes e anemia e os exames FIT e colonoscopia; Inca estima 53,8 mil casos por ano no país.

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O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) fez na sexta-feira (30) uma capacitação para profissionais sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer colorretal, segundo a Agência Brasília. A palestra repassou os sinais que devem levar uma pessoa ao posto de saúde e os exames usados para achar a doença cedo.
O encontro foi conduzido pela fisioterapeuta Amanda Gomes de Araujo, residente do Programa de Residência Multiprofissional em Oncologia do IgesDF, instituto que administra o hospital.
Quais sinais pedem avaliação médica
A doença já atingiu personalidades conhecidas, como a cantora Preta Gil e o ator Chadwick Boseman, exemplos citados na divulgação do hospital para lembrar que muita gente demora a procurar atendimento por desconhecer os sinais. O câncer colorretal atinge o intestino grosso, que compreende o cólon e o reto. Em muitos casos começa com pólipos, pequenas alterações na parede do intestino que podem evoluir para tumor ao longo do tempo. A doença pode ficar sem sintoma nas fases iniciais, e é por isso que o rastreamento importa.
Segundo a apresentação feita no hospital, os principais sinais de alerta são:
- sangue nas fezes;
- mudança persistente no funcionamento do intestino;
- dor abdominal;
- anemia;
- perda de peso sem causa aparente.
Sedentarismo, obesidade, tabagismo e consumo excessivo de bebida alcoólica e de carnes processadas aparecem entre os fatores associados ao aumento do risco. Quem tem um ou mais desses sinais deve procurar a UBS de referência, porta de entrada do SUS no DF.
“A doença pode passar muito tempo sem apresentar sintomas. Por isso, é importante estar atento aos sinais e realizar os exames de rastreamento quando indicados. Quanto mais cedo o câncer é identificado, maiores são as possibilidades de um tratamento bem-sucedido”, explicou Amanda.
Que exames detectam a doença
Dois exames foram apresentados na capacitação. O teste imunoquímico fecal (FIT) identifica pequenas quantidades de sangue nas fezes. A colonoscopia permite ver o interior do intestino, investigar alterações, retirar determinados pólipos e coletar material para biópsia.
O FIT já foi tema de uma matéria nossa sobre o teste imunoquímico fecal no SUS. Quem se enquadra nos critérios de rastreamento deve pedir orientação na UBS sobre como e onde coletar.
Quantos casos o Brasil espera
A palestra citou as estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca): o Brasil pode registrar cerca de 53,8 mil novos casos de câncer colorretal por ano entre 2026 e 2028. As estimativas do instituto para a capital estão na nossa matéria sobre os casos esperados no DF.
Um dos slides apresentados no hospital trazia os números de mortalidade de 2023: 23.953 óbitos no país, taxa de 11,31 por 100 mil habitantes, sendo 12.094 homens e 11.879 mulheres. A maior taxa regional é a do Sul (9,61 por 100 mil) e a menor é a do Norte (4,88 por 100 mil).
Cuidados paliativos desde o diagnóstico
A capacitação também tratou dos cuidados paliativos, que não se limitam à fase final da vida. Eles podem começar logo após o diagnóstico de uma doença grave, junto com os demais tratamentos, para aliviar sintomas, controlar o sofrimento e preservar a qualidade de vida. O cuidado inclui o sofrimento físico, psicológico, social e espiritual do paciente e o apoio à família e aos cuidadores.
A farmacêutica Andressa Garcez, também residente em oncologia do IgesDF, disse que o conteúdo se liga à rotina do Hospital de Base, que acompanha pacientes em diferentes fases do tratamento oncológico, no ambulatório e na internação.
Quem tem sinal de alerta deve ir à UBS mais próxima; o guia da Central de Serviços sobre UBS, UPA e Samu lista os canais da rede pública do DF.






