Varejo do DF cresce 1,2% em agosto e tem o 2º melhor resultado do país no ano
Vendas do comércio do DF subiram 1,2% em agosto e 7,6% no ano, contra 1,7% do Brasil; só Pernambuco cresce mais em 2026, aponta o IBGE.

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As vendas do comércio varejista do Distrito Federal cresceram 1,2% em agosto na comparação com julho, já descontados os efeitos sazonais, e 7,6% frente a agosto de 2025, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do IBGE divulgada nesta quinta-feira, 15. No país, o varejo variou só 0,1% no mês e 0,4% no ano a ano.
Com o resultado, o DF tem o segundo melhor desempenho entre as 27 unidades da Federação no acumulado do ano (+7,6%) e nos últimos 12 meses (+6,4%). Só Pernambuco fica à frente nos dois recortes, com +10,0% e +7,4%.
DF contra o Brasil: os números lado a lado
A PMC, no recorte do varejo restrito, mede lojas que vendem ao consumidor, como supermercados, farmácias, lojas de roupas, móveis e combustíveis. O chamado varejo ampliado, que inclui veículos, material de construção e atacado de alimentos, bebidas e fumo, é calculado à parte pelo IBGE e variou -0,2% no país em agosto.
Os índices abaixo medem o volume de vendas, isto é, o quanto se vendeu depois de retirado o efeito da inflação. Os dados do DF vêm da tabela 8880 do Sidra, o banco de dados do IBGE; os do Brasil estão também na cobertura da Agência Brasil.
| Recorte (volume de vendas) | Distrito Federal | Brasil | Posição do DF |
|---|---|---|---|
| Agosto sobre julho (com ajuste sazonal) | +1,2% | +0,1% | 5º |
| Agosto sobre agosto de 2025 | +7,6% | +0,4% | 6º |
| Acumulado em 2026 | +7,6% | +1,7% | 2º |
| Últimos 12 meses | +6,4% | +1,6% | 2º |
No mês, as maiores altas foram em Rondônia (+5,8%), Amapá (+5,3%), Mato Grosso do Sul (+2,7%) e Acre (+1,3%). O DF, com +1,2%, aparece logo atrás.
O que mudou nos meses anteriores
O resultado de agosto interrompe duas quedas seguidas no DF: o volume de vendas recuou 1,1% em junho e 0,2% em julho na série dessazonalizada. O índice de volume subiu de 115,29 em julho para 116,65 em agosto, na base 2022 = 100, ou seja, o comércio da capital vende cerca de 17% mais que a média de 2022.
A receita nominal, que não desconta a inflação, avançou mais: +1,4% sobre julho, +11,2% sobre agosto do ano passado e +10,4% no acumulado do ano. A distância entre os 11,2% da receita e os 7,6% do volume mostra que parte do ganho vem de preços mais altos, e não de mais mercadoria vendida.
Por que o varejo do DF vai melhor que a média do país
O IBGE não explica a diferença por unidade da Federação, e a pesquisa não separa as causas. O que os dados permitem dizer é que o comércio do DF cresce em ritmo muito acima da média nacional há pelo menos três meses: em junho, a alta sobre o mesmo mês de 2025 foi de 9,1%; em julho, de 6,6%; em agosto, de 7,6%.
No Brasil, o quadro é mais fraco. O varejo nacional acumula alta de 1,7% em 2026, e a média móvel do trimestre encerrado em agosto ficou em -0,1%. Móveis e eletrodomésticos recuaram 4,2% no mês, e supermercados e produtos alimentícios, 0,3%. Os destaques positivos foram equipamentos de escritório e informática (+6,3%) e combustíveis (+1,1%).
O que vem a seguir
O varejo é o termômetro do consumo das famílias, e o fim de ano costuma concentrar as vendas. A expectativa da Fecomércio-DF de 4,5 mil vagas temporárias nas lojas da capital indica que as lojas esperam movimento no fim do ano. Já o setor de serviços do DF, divulgado na quarta-feira, 14, teve a maior alta do país em agosto, de 9,1%.
O comércio acompanha agora o consumo e o crédito para fechar o ano. A próxima divulgação da PMC trará os dados de setembro, e o resultado do DF mostrará se a alta de agosto, a primeira depois de duas quedas, se sustenta.





