Serviços no DF crescem 9,1% no ano, maior alta do país, e sobem 3,7% em agosto
Volume de serviços no DF subiu 3,7% em agosto e acumula 9,1% em 2026, a maior alta entre os estados, enquanto o Brasil recuou 0,1% no mês.

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O volume do setor de serviços no Distrito Federal subiu 3,7% em agosto em relação a julho e acumula alta de 9,1% em 2026, a maior entre as 27 unidades da federação, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE, divulgada nesta quarta-feira, 14. No país, o mesmo indicador ficou em queda de 0,1% no mês e em 1,7% no acumulado do ano.
A divulgação nacional, repercutida pela Agência Brasil, destacou o recuo do setor. Os dados por estado, consultados na tabela 5906 do Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra), mostram que o DF foi na direção oposta e que a distância para a média brasileira é grande.
Quanto o setor de serviços do DF cresceu em 2026
A PMS acompanha o volume de serviços e a receita nominal das empresas formais do setor, sem incluir os serviços financeiros. O volume desconta a inflação e mede a quantidade de serviço prestada; a receita nominal é o faturamento em reais correntes. Os números de agosto de 2026 para o DF e para o Brasil:
| Comparação | DF (volume) | Brasil (volume) | DF (receita nominal) | Brasil (receita nominal) |
|---|---|---|---|---|
| Variação mensal (ajuste sazonal) | +3,7% | -0,1% | +2,5% | +0,2% |
| Contra o mesmo mês de 2025 | +9,0% | +0,6% | +13,9% | +6,1% |
| Acumulado de janeiro a agosto | +9,1% | +1,7% | +14,4% | +7,4% |
| Acumulado em 12 meses | +9,0% | +2,2% | +13,8% | +7,5% |
Em julho, o volume do DF tinha recuado 0,6% na comparação mensal. O avanço de agosto, portanto, recupera a perda e deixa o setor 3,7% acima do patamar do mês anterior, já descontada a sazonalidade.
Onde o DF aparece no ranking dos estados
O Distrito Federal lidera dois dos quatro recortes de volume: o acumulado do ano (9,1%, contra 6,5% de Roraima e do Amapá, que vêm em seguida) e o acumulado em 12 meses (9,0%, contra 6,5% de Rondônia). Nas outras duas comparações o DF fica em segundo lugar.
- Na variação mensal: Rondônia teve alta de 5,6%, o DF de 3,7% e Alagoas de 3,5%.
- Contra agosto do ano passado: o Acre cresceu 16,2% e o DF, 9,0%. O Amapá aparece em terceiro, com 8,4%.
Ou seja, o DF não teve a maior alta do país em todas as medidas. Nas comparações de prazo mais longo, que pesam mais na leitura da tendência, o resultado é o melhor entre os estados.
Goiás, estado vizinho, registrou queda de 0,5% em agosto. Em São Paulo, o volume ficou em -0,1%, igual à média nacional, e em Minas Gerais subiu 0,8%.
O que os números não dizem
Um mês de alta, sozinho, não define tendência: o próprio DF teve queda em julho. O que dá sustentação ao resultado é a sequência de 12 meses, na qual o volume cresce 9,0% e a receita nominal, 13,8%.
A tabela por estado não traz a abertura por segmento, então não é possível atribuir o resultado do DF a transporte, tecnologia, serviços às famílias ou outro ramo. Na divulgação nacional, a quebra por segmento mostra que, em agosto, apenas os serviços prestados às famílias cresceram (2,1%), enquanto o índice de atividades turísticas avançou 2,5% no mês.
A PMS também não mede emprego nem renda. Para quem procura trabalho na capital, as vagas abertas nas unidades do Sine são um retrato mais direto, e o SouBrasília reúne as 751 vagas das Agências do Trabalhador desta quarta-feira. Quem trabalha no comércio e nos serviços também deve acompanhar as regras de pagamento nos dias de eleição, já que o segundo turno é em 25 de outubro.
Para o leitor que quer conferir, os dados por estado ficam abertos para consulta na tabela 5906 do Sidra, no site do IBGE, e permitem comparar o DF com qualquer outra unidade da federação mês a mês. Os números do Brasil usados aqui conferem com os divulgados pelo instituto e reproduzidos pela Agência Brasil.





