SUS registra 9.904 testes positivos para HPV de alto risco desde que o DNA-HPV substituiu o Papanicolau
Exame molecular está em 26 estados e antecipou em 10 anos a detecção do câncer de colo do útero em estudo da Unicamp.

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O Sistema Único de Saúde (SUS) já registrou 9.904 testes positivos para HPV de alto risco desde que o exame de DNA-HPV começou a ser oferecido a mulheres, no início de 2026. O número foi divulgado pelo Ministério da Saúde e publicado pela Agência Brasil na sexta-feira (30).
O resultado positivo não é diagnóstico de câncer. Ele indica que a mulher tem um dos tipos do vírus ligados ao risco de câncer do colo do útero e precisa de acompanhamento na rede, antes que apareça qualquer lesão.
O que é o exame de DNA-HPV
O teste molecular procura o material genético do vírus. O Papanicolau, usado até então no rastreamento, examina células do colo do útero em busca de alterações que já aconteceram. A Organização Mundial da Saúde indica o exame de DNA desde 2013, e o SUS passou a usá-lo no lugar do Papanicolau neste ano.
Até agora, 26 estados adotam o novo protocolo. O Espírito Santo, que ainda não fez a troca, deve receber os testes ainda em 2026, segundo o ministério.
Quanto tempo o teste antecipa a descoberta
Um estudo do Centro de Atenção à Saúde Integral da Mulher da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), feito com mulheres atendidas em um programa em Indaiatuba (SP), mostrou que o exame antecipou em cerca de 10 anos a detecção do câncer de colo do útero. A média de idade do diagnóstico no rastreamento por Papanicolau foi de 49,3 anos. Com o teste de DNA, caiu para 39,6 anos.
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) projeta cerca de 19,3 mil casos novos por ano até 2028. É o terceiro tumor mais comum entre as brasileiras. Descoberto cedo, passa de 95% a chance de cura.
E no Distrito Federal?
A Secretaria de Saúde (SES-DF) anunciou a incorporação do teste de DNA-HPV à rede pública em junho. Na ocasião, a pasta informou que o exame é pedido pelo médico, conforme a avaliação clínica de cada paciente, e que ainda detalharia os pontos de atendimento. Quem quiser saber onde a coleta é feita deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência ou ligar para o 136, o Disque Saúde.
O DF também amplia a prevenção pelo lado da vacina. A vacina contra o HPV foi estendida a adolescentes de 15 a 19 anos, e, segundo uma reportagem do SouBrasília sobre dados do SUS, as consultas por lesões do colo do útero caem 78% entre adolescentes depois da imunização.
A divulgação do ministério não traz o recorte por unidade da federação, então não é possível dizer quantos dos 9.904 positivos estão no DF.






