Sintomas de infarto além da dor no peito que atrasam o diagnóstico
Falta de ar, palpitação, tontura, náusea e dor irradiada para o braço ou a mandíbula também indicam infarto. Veja os sinais menos óbvios e quando acionar o Samu no DF.

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Dor no peito é o sintoma mais lembrado de um ataque cardíaco, mas não é o único e, em muitos casos, nem é o primeiro a aparecer. Falta de ar, palpitação, tontura, náusea, suor frio e dor irradiando para o braço, a mandíbula ou o estômago também indicam alteração cardiovascular, segundo cardiologistas, e a demora em reconhecer esses sinais atrasa o atendimento e piora o prognóstico.
- O infarto é hoje a principal causa de morte em todos os estados brasileiros.
- Doenças cardiovasculares mataram cerca de 400 mil pessoas no Brasil em 2022, segundo o Ministério da Saúde.
- As internações por infarto no SUS subiram de 81,5 mil em 2016 para mais de 100 mil em 2022, alta de 25% em seis anos.
- Suspeita de infarto é emergência: ligar para o Samu (192) ou ir direto a um hospital com UTI e centro cirúrgico.
- No DF, UPA não é a porta de entrada correta para dor no peito com suspeita de infarto: o caso precisa de hospital.
Quais sintomas de infarto além da dor no peito merecem atenção?
A dor ou aperto no peito continua sendo o sintoma mais associado ao infarto, mas cardiologistas alertam que o quadro pode se manifestar de formas menos óbvias, principalmente em mulheres, idosos e diabéticos. Os sinais que costumam passar despercebidos incluem:
- Falta de ar sem esforço físico que justifique, inclusive em repouso.
- Palpitação ou sensação de coração acelerado e descompassado.
- Tontura ou sensação de desmaio iminente.
- Náusea e suor frio excessivo, às vezes confundidos com mal-estar gástrico.
- Dor irradiada para o braço esquerdo, a mandíbula, o pescoço ou a boca do estômago, sem necessariamente passar pelo centro do peito.
A combinação de mais de um desses sinais, mesmo sem a dor clássica, já é motivo para buscar atendimento de emergência. Quanto mais cedo o paciente chega ao hospital, maior a chance de reverter a obstrução da artéria sem sequela grave.
Por que a demora em reconhecer os sintomas é tão perigosa?
No infarto, o músculo cardíaco para de receber sangue por causa de uma obstrução nas artérias coronárias. A partir desse momento, cada minuto sem desobstrução significa mais tecido cardíaco morrendo, o que define a gravidade da sequela e a chance de sobrevivência.
Pacientes que atribuem os sintomas a cansaço, ansiedade ou problema digestivo tendem a esperar mais para procurar ajuda, principalmente quando falta a dor intensa no peito. Esse atraso é um dos fatores que explica por que o infarto segue como a principal causa de morte em todos os estados do país, apesar de os tratamentos hospitalares terem avançado.
O impacto aparece nos números. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 400 mil brasileiros morreram em 2022 por um conjunto de doenças cardiovasculares, e as internações por infarto no Sistema Único de Saúde (SUS) subiram 25% em seis anos, de 81,5 mil em 2016 para mais de 100 mil em 2022.
Quem tem mais risco de infarto?
Alguns fatores aumentam de forma comprovada a chance de um evento cardiovascular agudo:
- Hipertensão arterial não controlada
- Diabetes
- Colesterol alto, principalmente o LDL elevado
- Tabagismo, incluindo cigarro eletrônico
- Obesidade e sedentarismo
- Histórico familiar de infarto precoce
- Estresse crônico e privação de sono
A Sociedade Brasileira de Cardiologia tem registrado também aumento da incidência de infarto em mulheres mais jovens, o que reforça que o quadro não está restrito a homens de meia-idade com fatores de risco clássicos.
O que fazer diante de suspeita de infarto no DF?
Diante de dor no peito associada a qualquer um dos sintomas citados, a orientação da rede de saúde é não esperar para ver se passa. Os passos recomendados são:
- Ligar imediatamente para o Samu, no 192, informando os sintomas com clareza.
- Se o deslocamento for mais rápido que a espera pela ambulância, ir direto a um hospital com estrutura de UTI e centro cirúrgico, nunca a uma UPA.
- Evitar dirigir sozinho: o risco de perda de consciência no trajeto é real.
- Não tomar medicação por conta própria antes da avaliação médica, incluindo aspirina, sem orientação do socorrista.
No Distrito Federal, casos de alta complexidade como infarto, AVC e trauma grave são direcionados a hospitais, enquanto as UPAs atendem urgências de complexidade intermediária, sem risco imediato de morte. Veja o passo a passo completo em hospitais e UPAs do DF: quando procurar cada um e entenda quando acionar o socorro em Samu 192: quando chamar e como funciona.
Como prevenir um infarto
A prevenção passa por controlar os fatores de risco modificáveis, com acompanhamento médico regular:
- Medir a pressão arterial periodicamente e tratar a hipertensão
- Controlar glicemia e colesterol com exames de rotina
- Parar de fumar
- Praticar atividade física regular, com liberação médica
- Manter peso adequado e alimentação com menos sal, açúcar e gordura saturada
- Tratar apneia do sono e reduzir o estresse crônico
Cardiologistas reforçam que o diagnóstico precoce depende de o próprio paciente reconhecer sintomas atípicos e procurar atendimento sem demora, já que a decisão de buscar ajuda rápido é o fator que mais influencia o desfecho do infarto.
Perguntas frequentes
Infarto sempre dói no peito?
Não necessariamente. A dor no peito é o sintoma mais comum, mas falta de ar, palpitação, tontura, náusea e dor irradiada para o braço, a mandíbula ou o estômago também podem indicar infarto, mesmo sem dor intensa no centro do peito.
O que fazer ao suspeitar de infarto?
Ligar para o Samu, no 192, ou ir diretamente a um hospital com UTI e centro cirúrgico. Suspeita de infarto não deve ser levada a uma UPA, que atende urgências de complexidade intermediária.
Quais os principais fatores de risco para infarto?
Hipertensão não controlada, diabetes, colesterol alto, tabagismo, obesidade, sedentarismo, histórico familiar de infarto precoce e estresse crônico.
Quantas pessoas morrem de problema cardiovascular no Brasil por ano?
Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 400 mil brasileiros morreram em 2022 por doenças cardiovasculares, e o infarto é hoje a principal causa de morte em todos os estados do país.
Mulheres têm sintomas diferentes de infarto?
Mulheres costumam apresentar com mais frequência sintomas atípicos, como náusea, cansaço extremo e dor nas costas ou no estômago, em vez da dor clássica no peito, o que atrasa o diagnóstico nesse grupo.





