seg, 5 out
Saúde

Sintomas de infarto além da dor no peito que atrasam o diagnóstico

Falta de ar, palpitação, tontura, náusea e dor irradiada para o braço ou a mandíbula também indicam infarto. Veja os sinais menos óbvios e quando acionar o Samu no DF.

Por Redação Sou Brasília 5 min de leitura
Estetoscópio sobre fundo azul, símbolo de atendimento cardiológico
Foto: Pexels
Neste texto7 tópicos
  1. Quais sintomas de infarto além da dor no peito merecem atenção?
  2. Por que a demora em reconhecer os sintomas é tão perigosa?
  3. Quem tem mais risco de infarto?
  4. O que fazer diante de suspeita de infarto no DF?
  5. Como prevenir um infarto
  6. Perguntas frequentes
  7. Leia também

Dor no peito é o sintoma mais lembrado de um ataque cardíaco, mas não é o único e, em muitos casos, nem é o primeiro a aparecer. Falta de ar, palpitação, tontura, náusea, suor frio e dor irradiando para o braço, a mandíbula ou o estômago também indicam alteração cardiovascular, segundo cardiologistas, e a demora em reconhecer esses sinais atrasa o atendimento e piora o prognóstico.

  • O infarto é hoje a principal causa de morte em todos os estados brasileiros.
  • Doenças cardiovasculares mataram cerca de 400 mil pessoas no Brasil em 2022, segundo o Ministério da Saúde.
  • As internações por infarto no SUS subiram de 81,5 mil em 2016 para mais de 100 mil em 2022, alta de 25% em seis anos.
  • Suspeita de infarto é emergência: ligar para o Samu (192) ou ir direto a um hospital com UTI e centro cirúrgico.
  • No DF, UPA não é a porta de entrada correta para dor no peito com suspeita de infarto: o caso precisa de hospital.

Quais sintomas de infarto além da dor no peito merecem atenção?

A dor ou aperto no peito continua sendo o sintoma mais associado ao infarto, mas cardiologistas alertam que o quadro pode se manifestar de formas menos óbvias, principalmente em mulheres, idosos e diabéticos. Os sinais que costumam passar despercebidos incluem:

  • Falta de ar sem esforço físico que justifique, inclusive em repouso.
  • Palpitação ou sensação de coração acelerado e descompassado.
  • Tontura ou sensação de desmaio iminente.
  • Náusea e suor frio excessivo, às vezes confundidos com mal-estar gástrico.
  • Dor irradiada para o braço esquerdo, a mandíbula, o pescoço ou a boca do estômago, sem necessariamente passar pelo centro do peito.

A combinação de mais de um desses sinais, mesmo sem a dor clássica, já é motivo para buscar atendimento de emergência. Quanto mais cedo o paciente chega ao hospital, maior a chance de reverter a obstrução da artéria sem sequela grave.

Por que a demora em reconhecer os sintomas é tão perigosa?

No infarto, o músculo cardíaco para de receber sangue por causa de uma obstrução nas artérias coronárias. A partir desse momento, cada minuto sem desobstrução significa mais tecido cardíaco morrendo, o que define a gravidade da sequela e a chance de sobrevivência.

Pacientes que atribuem os sintomas a cansaço, ansiedade ou problema digestivo tendem a esperar mais para procurar ajuda, principalmente quando falta a dor intensa no peito. Esse atraso é um dos fatores que explica por que o infarto segue como a principal causa de morte em todos os estados do país, apesar de os tratamentos hospitalares terem avançado.

O impacto aparece nos números. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 400 mil brasileiros morreram em 2022 por um conjunto de doenças cardiovasculares, e as internações por infarto no Sistema Único de Saúde (SUS) subiram 25% em seis anos, de 81,5 mil em 2016 para mais de 100 mil em 2022.

Quem tem mais risco de infarto?

Alguns fatores aumentam de forma comprovada a chance de um evento cardiovascular agudo:

  • Hipertensão arterial não controlada
  • Diabetes
  • Colesterol alto, principalmente o LDL elevado
  • Tabagismo, incluindo cigarro eletrônico
  • Obesidade e sedentarismo
  • Histórico familiar de infarto precoce
  • Estresse crônico e privação de sono

A Sociedade Brasileira de Cardiologia tem registrado também aumento da incidência de infarto em mulheres mais jovens, o que reforça que o quadro não está restrito a homens de meia-idade com fatores de risco clássicos.

O que fazer diante de suspeita de infarto no DF?

Diante de dor no peito associada a qualquer um dos sintomas citados, a orientação da rede de saúde é não esperar para ver se passa. Os passos recomendados são:

  1. Ligar imediatamente para o Samu, no 192, informando os sintomas com clareza.
  2. Se o deslocamento for mais rápido que a espera pela ambulância, ir direto a um hospital com estrutura de UTI e centro cirúrgico, nunca a uma UPA.
  3. Evitar dirigir sozinho: o risco de perda de consciência no trajeto é real.
  4. Não tomar medicação por conta própria antes da avaliação médica, incluindo aspirina, sem orientação do socorrista.

No Distrito Federal, casos de alta complexidade como infarto, AVC e trauma grave são direcionados a hospitais, enquanto as UPAs atendem urgências de complexidade intermediária, sem risco imediato de morte. Veja o passo a passo completo em hospitais e UPAs do DF: quando procurar cada um e entenda quando acionar o socorro em Samu 192: quando chamar e como funciona.

Como prevenir um infarto

A prevenção passa por controlar os fatores de risco modificáveis, com acompanhamento médico regular:

  • Medir a pressão arterial periodicamente e tratar a hipertensão
  • Controlar glicemia e colesterol com exames de rotina
  • Parar de fumar
  • Praticar atividade física regular, com liberação médica
  • Manter peso adequado e alimentação com menos sal, açúcar e gordura saturada
  • Tratar apneia do sono e reduzir o estresse crônico

Cardiologistas reforçam que o diagnóstico precoce depende de o próprio paciente reconhecer sintomas atípicos e procurar atendimento sem demora, já que a decisão de buscar ajuda rápido é o fator que mais influencia o desfecho do infarto.

Perguntas frequentes

Infarto sempre dói no peito?

Não necessariamente. A dor no peito é o sintoma mais comum, mas falta de ar, palpitação, tontura, náusea e dor irradiada para o braço, a mandíbula ou o estômago também podem indicar infarto, mesmo sem dor intensa no centro do peito.

O que fazer ao suspeitar de infarto?

Ligar para o Samu, no 192, ou ir diretamente a um hospital com UTI e centro cirúrgico. Suspeita de infarto não deve ser levada a uma UPA, que atende urgências de complexidade intermediária.

Quais os principais fatores de risco para infarto?

Hipertensão não controlada, diabetes, colesterol alto, tabagismo, obesidade, sedentarismo, histórico familiar de infarto precoce e estresse crônico.

Quantas pessoas morrem de problema cardiovascular no Brasil por ano?

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 400 mil brasileiros morreram em 2022 por doenças cardiovasculares, e o infarto é hoje a principal causa de morte em todos os estados do país.

Mulheres têm sintomas diferentes de infarto?

Mulheres costumam apresentar com mais frequência sintomas atípicos, como náusea, cansaço extremo e dor nas costas ou no estômago, em vez da dor clássica no peito, o que atrasa o diagnóstico nesse grupo.

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