seg, 5 out
Política

426 mil eleitores não votaram no DF; abstenção de 18,99% é a 11ª menor do país

Dados do TSE: 18,99% dos eleitores do DF faltaram no 1º turno, abaixo da média nacional de 21,08%. Veja o ranking dos estados e como justificar.

Por Redação Sou Brasília 3 min de leitura
Arte com o número de 426 mil eleitores que não votaram no Distrito Federal
Arte: Sou Brasília, com dados do TSE
Neste texto4 tópicos
  1. Como o DF ficou em relação aos outros estados?
  2. Quantos votos foram brancos e nulos no DF?
  3. Quem não votou precisa justificar?
  4. Por que a abstenção importa?

Cerca de 426 mil eleitores do Distrito Federal não foram às urnas no primeiro turno das eleições de 2026. Segundo o resultado totalizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 426.067 dos 2.243.988 eleitores aptos faltaram, uma abstenção de 18,99%.

O índice deixou o DF abaixo da média nacional. Para o país inteiro, incluindo os eleitores no exterior, o TSE registrou abstenção de 21,08%, com 33.469.244 eleitores ausentes. Somadas só as 27 unidades da federação, sem o exterior, a taxa foi de 20,86%. Compareceram às seções eleitorais da capital 1.817.921 pessoas, o equivalente a 81,01% do eleitorado.

Como o DF ficou em relação aos outros estados?

O Distrito Federal teve a 11ª menor abstenção do país. O Ceará registrou a menor taxa, de 15,53%, seguido por Roraima (17,14%) e Piauí (17,15%). Na outra ponta, Mato Grosso do Sul teve a maior abstenção, com 23,88%, à frente de Rio de Janeiro (23,33%) e Minas Gerais (22,82%).

São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, ficou com 22,56%: foram mais de 7,6 milhões de eleitores paulistas que não votaram. O ranking completo está no gráfico abaixo.

Para dar uma dimensão do número: só os eleitores do DF que faltaram, 426.067, superam todo o eleitorado de Roraima, que tem 400.603 pessoas aptas a votar. Na prática, quase um em cada cinco eleitores da capital não apareceu nas seções no domingo.

Gráfico de barras com a abstenção no primeiro turno de 2026 em cada estado, com o DF destacado
O DF teve a 11ª menor abstenção entre as 27 unidades da federaçãoGráfico: Sou Brasília, com dados do TSE

Quantos votos foram brancos e nulos no DF?

Entre os que compareceram, parte preferiu não escolher candidato. O percentual de votos em branco e nulos mudou bastante de um cargo para outro, de acordo com os dados do TSE para o Distrito Federal:

CargoBrancosNulos
Governador74.774 (4,11%)81.454 (4,95%)
Senador200.921 (5,53%)198.041 (5,62%)
Deputado federal99.027 (5,45%)46.814 (2,58%)
Deputado distrital77.934 (4,29%)39.956 (2,22%)

A disputa para o Senado concentrou a maior proporção de brancos e nulos. Os números do Senado são maiores em valor absoluto porque cada eleitor tinha dois votos para o cargo neste ano. Na eleição para a Câmara Legislativa, que definiu os 24 deputados distritais eleitos, os nulos ficaram em 2,22%.

Quem não votou precisa justificar?

Sim. O voto é obrigatório para quem tem entre 18 e 70 anos. O eleitor que faltou ao primeiro turno tem até 60 dias para justificar a ausência, o que leva o prazo a 3 de dezembro de 2026. A justificativa pode ser feita pelo aplicativo e-Título, pelo site do TSE ou em um cartório eleitoral, com documento que comprove o motivo.

  • Prazo: até 60 dias depois de cada turno, contados separadamente
  • Onde: aplicativo e-Título, site do TSE ou cartório eleitoral
  • Sem justificativa: é preciso pagar multa à Justiça Eleitoral para regularizar o título
  • Três ausências seguidas sem justificativa ou multa paga podem levar ao cancelamento do título

Quem perdeu o primeiro turno ainda pode votar no segundo, marcado para 25 de outubro, quando o DF escolhe entre Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT) para o governo. O local de votação continua o mesmo do primeiro turno; quem tiver dúvida pode seguir o passo a passo para consultar o local de votação no DF.

Por que a abstenção importa?

A abstenção não entra na conta dos votos válidos, que é a base para definir quem vence no primeiro turno. No DF, a disputa pelo governo foi decidida por uma margem estreita: Celina Leão terminou com 49,93% dos válidos e ficou a 168 votos de vencer sem segundo turno. Os 426 mil ausentes representam um contingente muito maior do que essa diferença.

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