seg, 19 out

Fila às 17h no 2º turno: quem já está na fila vota, com senha da mesa

Às 17h de 25 de outubro, quem já está na fila vota: a mesa distribui senhas. Veja a regra do TSE, o que levar e como fica quem não tem biometria.

Por Redação Sou Brasília 4 min de leitura
Eleitores em fila diante de uma seção eleitoral no 1º turno de 4 de outubro de 2026, foto de arquivo
Foto: Agência Senado/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
Neste texto4 tópicos
  1. Como funciona a senha na fila depois das 17h?
  2. O que levar para votar sem perder tempo na mesa?
  3. Quem faltou ao 1º turno ou mudou de local ainda vota?
  4. O que acontece depois que a seção fecha?

Quem estiver na fila de votação quando der 17h do domingo, 25 de outubro, vota. O horário de encerramento do 2º turno não expulsa ninguém que já chegou à seção: a mesa distribui senhas e atende todos que estavam na fila, de acordo com a Resolução TSE 23.751/2026, que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) citou em nota publicada nesta segunda-feira (19).

A votação começa às 8h e termina às 17h no horário de Brasília, valendo para o DF, onde o eleitor escolhe presidente e governador. Quem chega depois das 17h, sem ter entrado na fila antes, não vota.

Terminal do mesário da urna eletrônica, com teclado numérico e leitor de digital
O terminal do mesário é onde o CPF ou o título é digitado e a foto do eleitor aparece para conferência (modelo UE2009, foto de arquivo)Foto: Kleiner/Wikimedia Commons (domínio público)

Como funciona a senha na fila depois das 17h?

Quando o relógio marca 17h e ainda há gente esperando, a seção não fecha na hora. Os mesários distribuem senhas para quem já está na fila, e só esse grupo entra para votar. É a forma de separar quem chegou a tempo de quem chegou tarde, sem discussão na porta.

O processo não se resume a entregar a senha. Os fiscais de partidos, federações e coligações podem acompanhar o encerramento da seção, e a mesa registra o que acontece em ata. As duas últimas pessoas a votar são convidadas a assistir ao fim da votação e receber uma via do Boletim de Urna, o papel que traz a soma dos votos daquela seção. Se alguém recusar o convite, a recusa também vai para a ata, conforme o artigo 160, parágrafo 1º, da resolução.

O que levar para votar sem perder tempo na mesa?

Quanto mais rápido a identificação, mais curta a fila para quem vem atrás. O TSE exige um documento oficial com foto. O mesário digita o CPF ou o número do título no terminal, e a fotografia do eleitor, guardada na base da Justiça Eleitoral, aparece na tela para conferência visual. Só então entra a biometria, se houver cadastro.

O cadastro biométrico não é condição para votar. Hoje 141,3 milhões de eleitores o têm, 89,01% dos 158,7 milhões do país, segundo o TSE. Para os demais, o procedimento é alternativo e um pouco mais demorado:

  • se a digital não for reconhecida, o mesário pode repetir a leitura até quatro vezes;
  • persistindo a falha, ou se não há biometria cadastrada, o mesário pede o ano de nascimento, que precisa bater com o cadastro;
  • nesse caso o mesário registra a própria digital para liberar a urna, e o eleitor assina o Caderno de Votação.

O TSE ressalva que a assinatura no caderno, sozinha, não libera a urna.

Quem faltou ao 1º turno ou mudou de local ainda vota?

Vota. O tribunal trata cada turno como uma eleição independente, e a ausência em 4 de outubro não impede o voto no dia 25, desde que o título não esteja cancelado nem suspenso. Já o local pode ter mudado: a Justiça Eleitoral trocou o endereço de algumas seções para o 2º turno, por causa de chuvas, reformas e acessibilidade. A conferência é feita no aplicativo e-Título, no Autoatendimento Eleitoral ou no assistente ChatVote, antes de sair de casa. Já publicamos o passo a passo em como consultar a seção e justificar a ausência no e-Título.

As mudanças de endereço não saem de Brasília: cada zona eleitoral decide o que trocar, conforme a realidade do município. O TSE afirma que transferir uma seção para outro prédio não reduz o número de seções nem prejudica o eleitor. O presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, pediu aos tribunais regionais ampla divulgação das alterações para evitar deslocamento errado no dia, e o corregedor-geral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, orientou que mudanças de última hora passem por avaliação criteriosa de segurança, acessibilidade e impacto no trajeto do eleitor. As atualizações que os cartórios fazem no sistema aparecem de imediato nos canais oficiais, segundo o TSE.

O 2º turno tem uma cédula mais enxuta que a do dia 4: presidente e, no DF e em seis estados, governador. O TSE espera, por isso, filas menores e atendimento mais rápido. A expectativa é do tribunal e não garante ausência de fila em nenhuma seção.

O que acontece depois que a seção fecha?

A fiscalização continua. Pelo cronograma da Resolução TSE 23.750/2026, a Justiça Eleitoral cruza os registros de comparecimento nas urnas com os de justificativa eleitoral para achar inconsistências. Quem não votar tem até 8 de janeiro de 2027 para justificar a ausência no 2º turno, pelo e-Título, pelo Autoatendimento Eleitoral ou em cartório eleitoral, com documento que comprove o motivo. Sobre os horários de transporte gratuito no dia, veja ônibus e metrô grátis no 2º turno no DF.

Resumo prático para o domingo

  • Horário: das 8h às 17h, no horário de Brasília.
  • Fila às 17h: quem já está nela recebe senha e vota.
  • Documento: oficial, com foto, obrigatório.
  • Biometria: não é obrigatória; há identificação alternativa.
  • Fonte: nota do TSE de 19/10/2026, o que acontece nas seções após as 17h.

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