‘Se Eu Fosse Vivo… Vivia’ vence o 59º Festival de Brasília

setembro 20, 2026
Fachada do Cine Brasília com o cartaz do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

O longa mineiro ‘Se Eu Fosse Vivo… Vivia’, de André Novais Oliveira, venceu o Troféu Candango de melhor filme na noite de sábado (19), no encerramento da 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, realizada no Cine Brasília.

Além do prêmio principal do júri oficial, o filme levou as estatuetas de melhor roteiro e melhor figurino. Os protagonistas Conceição Evaristo e Norberto Novais Oliveira receberam menção honrosa do júri.

Ambientado no interior de Minas Gerais na década de 1970, o longa acompanha o casal Gilberto e Jacira. Depois de 50 anos de casamento, a internação de Jacira leva Gilberto a viver uma sequência de acontecimentos fora do comum.

Os outros premiados da mostra competitiva

O prêmio de melhor direção ficou com Daniel Nolasco, por ‘Pequenas Tragédias’, que também levou os troféus de melhor montagem e melhor trilha sonora, além do prêmio da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine). Guilherme Théo, do mesmo filme, foi escolhido melhor ator.

  • Melhor longa (júri oficial): ‘Se Eu Fosse Vivo… Vivia’, de André Novais Oliveira
  • Melhor longa (júri popular): ‘Tudo é Tempo’, de Marcos Guttmann
  • Melhor direção: Daniel Nolasco, por ‘Pequenas Tragédias’
  • Melhor atriz: Martha Nowill, por ‘Privadas de Suas Vidas’
  • Melhor ator: Guilherme Théo, por ‘Pequenas Tragédias’
  • Melhor curta (júri oficial): ‘Cana’, de Daniel Rone e Guilherme Xavier Ribeiro
  • Melhor curta (júri popular): ‘Lagoa do Abandono’, de Diego Maia

Entre os curtas, ‘Cana’ foi o mais premiado: levou o troféu principal do júri oficial, a melhor trilha sonora e o prêmio de melhor ator, para Gerin Black. O filme também recebeu o prêmio Abraccine da categoria.

Mostra Brasília e prêmios especiais

Na Mostra Brasília, que distribui o 29º Troféu Câmara Legislativa, ‘Onde Moram os Irmãos’, de Marisa Mendonça, venceu como melhor longa nos dois júris. ‘Dora’, de Murilo Abreu, foi o melhor curta do júri oficial, e Micheli Santini levou o prêmio de melhor atriz pelo mesmo filme.

O prêmio da Federação Internacional da Imprensa Cinematográfica (Fipresci) ficou com ‘Os Fantasmas Gentis’, de Caetano Gotardo. O Troféu Saruê, entregue pelo Correio Braziliense, foi para Marcos Guttmann.

Balanço da edição

A 59ª edição recebeu cerca de 2 mil inscrições, recorde na história do evento, e selecionou mais de 70 filmes entre mostras competitivas, paralelas e sessões especiais. O festival é o mais antigo em atividade no país.

A programação de 2026 chegou a ficar em dúvida por causa do repasse de recursos. Em agosto, a confirmação do aporte pelo governo local garantiu a realização da edição nas datas previstas.

A partir desta segunda-feira (21), o Cine Brasília exibe os vencedores da mostra competitiva. ‘Se Eu Fosse Vivo… Vivia’ tem sessão gratuita às 20h.

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