Safra do DF em 2026: soja cresce 9,6%, trigo sobe 71% e milho cai 11,6%, aponta o IBGE
IBGE estima 905,2 mil toneladas de grãos no DF em 2026, quase igual a 2025. Soja e trigo crescem, milho e sorgo recuam. Veja a tabela por cultura.

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O Distrito Federal deve colher 905,2 mil toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026, segundo a estimativa de setembro do IBGE: praticamente o mesmo de 2025 (909,5 mil toneladas, queda de 0,5%). Por trás do número estável, a soja cresce 9,6%, o trigo sobe 71% e o milho recua 11,6%.
Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo IBGE nesta quinta-feira, 15. No país, o instituto estima uma safra recorde de 354,5 milhões de toneladas, alta de 2,4% sobre o ano anterior, como mostrou a Agência Brasil. Segundo o IBGE, a estimativa de setembro "é recorde para a série histórica" da pesquisa.
Quanto o DF deve produzir de cada cultura?
| Cultura | 2026 (estimativa de setembro) | 2025 (fechamento) | Variação |
|---|---|---|---|
| Soja | 360.393 t | 328.860 t | +9,6% |
| Milho (1ª safra) | 139.056 t | 162.000 t | -14,2% |
| Milho (2ª safra) | 235.200 t | 261.480 t | -10,1% |
| Sorgo | 84.000 t | 96.600 t | -13,0% |
| Trigo | 29.772 t | 17.400 t | +71,1% |
| Feijão (três safras somadas) | 51.330 t | 41.940 t | +22,4% |
| Girassol | 5.427 t | 1.260 t | 4,3 vezes mais |
| Café arábica | 901 t | 1.016 t | -11,3% |
A área colhida total de grãos do DF fica estável: 188,96 mil hectares, contra 190,1 mil em 2025 (-0,6%). Ou seja, a mudança indica escolha de cultura e variação de rendimento, não de mais ou menos terra. Os números de 2025 são os da última estimativa do ano, de dezembro. As cifras de 2026 ainda podem mudar nas próximas rodadas do levantamento.
Por que a soja cresceu e o milho caiu?
A soja responde por cerca de 40% do volume de grãos do DF. A área colhida deve passar de 87 mil para 89,65 mil hectares (+3,0%). O rendimento médio estimado sobe de 3,78 para 4,02 toneladas por hectare, alta de 6,4%. Foi o ganho de produtividade, mais que a área, que puxou o resultado.
No milho, a área da segunda safra encolheu de 44,3 mil para 38 mil hectares, queda de 14,2%. A primeira safra perdeu cerca de 500 hectares, e a produção recuou bem mais do que a área. O IBGE não detalha, no levantamento, o motivo da redução por unidade da federação.
A conta por hectare explica parte do desenho. O milho de segunda safra rende 6,19 toneladas por hectare na estimativa, contra 5,90 no ano anterior (+4,9%), o que amorteceu a perda de área. Já o milho de primeira safra cai de 10,8 para 9,6 toneladas por hectare (-11,1%), e o trigo, de 4,35 para 3,76 (-13,6%). Os rendimentos são cálculo do SouBrasília a partir da produção e da área colhida do próprio IBGE.

O trigo, de área pequena, quase dobrou de superfície: de 4 mil para 7,92 mil hectares. Já o feijão, cultura que abastece a mesa do brasiliense, soma 51,3 mil toneladas nas três safras, com a primeira e a terceira em alta.
Qual o peso do DF na safra nacional?
A soja do DF equivale a cerca de 0,2% dos 175 milhões de toneladas estimados para o país. Na ordenação das unidades da federação pela produção de soja, o DF aparece na 15ª posição, atrás de 14 estados. Mato Grosso (50,7 milhões de toneladas), Paraná, Goiás, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul abrem a lista. A força do DF está na produtividade e na proximidade do consumo, não no volume.
No campo, o segmento conta com crédito local. O SouBrasília mostrou que produtores do DF terão R$ 50 milhões do Plano Safra pelo Sicredi. Para quem cria animais, vale conferir o prazo da declaração de rebanho na Secretaria de Agricultura.
Onde consultar os dados
- Série completa por estado e produto: tabela 6588 do SIDRA, no site do IBGE.
- Visão nacional: a Conab publica levantamento próprio, com metodologia diferente da do IBGE.





