dom, 1 nov

Retinopatia diabética atinge até 39% de quem tem diabetes; exame de fundo de olho previne cegueira

CBO lança campanha sobre retinopatia diabética: de 24% a 39% dos diabéticos têm a doença, e o diagnóstico precoce reduz o risco de cegueira a menos de 5%.

Por Redação Sou Brasília 2 min de leitura
Oftalmologista ajusta armação de teste no rosto de paciente durante exame de vista, em foto de arquivo
Foto: Pexels (arquivo)
Neste texto4 tópicos
  1. O que é a retinopatia diabética
  2. Qual o risco de quem tem diabetes
  3. Como é feito o exame
  4. O que reduz o risco no dia a dia

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) começou neste domingo (1º) a campanha 24 Dias pelo Diabetes, que alerta para a retinopatia diabética, uma das principais causas de perda de visão evitável entre adultos em idade produtiva. Segundo a entidade, uma em cada três pessoas com diabetes no Brasil vai desenvolver o problema em algum momento da vida.

O que é a retinopatia diabética

A doença aparece quando o excesso de açúcar no sangue danifica os vasos pequenos da retina, a camada no fundo do olho que capta a luz e envia as imagens ao cérebro. Nos primeiros estágios, a pessoa pode continuar enxergando normalmente, e é por isso que o CBO insiste em consulta antes de qualquer sintoma.

Qual o risco de quem tem diabetes

Os dados da entidade indicam que a retinopatia atinge de 24% a 39% das pessoas com diabetes no país. O risco cresce com o tempo de doença:

Tipo de diabetesApós 20 anos de doença
Tipo 190% terão algum grau de retinopatia
Tipo 260% terão algum grau de retinopatia

Com diagnóstico e tratamento precoces, o CBO afirma que o risco de cegueira pode cair para menos de 5%.

Como é feito o exame

O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Retinopatia Diabética, do Ministério da Saúde, prevê a fundoscopia, conhecida como exame de fundo de olho, como um dos principais recursos para identificar a doença. O oftalmologista observa a retina e os vasos sanguíneos e pode dilatar as pupilas para enxergar melhor as estruturas internas. O exame detecta alterações mesmo quando o paciente ainda não percebe perda de visão.

O que reduz o risco no dia a dia

O CBO lembra que boa parte da prevenção acontece fora do consultório. Manter glicemia e pressão arterial controladas reduz de forma considerável o risco de a doença surgir e retarda a progressão. A lista de hábitos da entidade inclui:

  • comer mais fibras, como aveia, feijão, lentilha e arroz integral, além de verduras e legumes;
  • reduzir açúcar, sal, embutidos e ultraprocessados;
  • evitar cigarro e exagero de álcool;
  • manter peso saudável e dormir bem;
  • reservar momentos de lazer e descanso.

No DF, quem tem diabetes e ainda não fez o exame de fundo de olho pode pedir encaminhamento na Unidade Básica de Saúde (UBS) onde faz acompanhamento. Sobre a rotina de cuidado, veja a campanha da SES-DF de prevenção ao diabetes e teste de glicemia nas UBSs. Novembro também é mês de alerta para a saúde do homem, tema da matéria sobre o câncer de próstata no DF. Fonte: Agência Brasil, com dados do CBO.

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