Retinopatia diabética atinge até 39% de quem tem diabetes; exame de fundo de olho previne cegueira
CBO lança campanha sobre retinopatia diabética: de 24% a 39% dos diabéticos têm a doença, e o diagnóstico precoce reduz o risco de cegueira a menos de 5%.

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O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) começou neste domingo (1º) a campanha 24 Dias pelo Diabetes, que alerta para a retinopatia diabética, uma das principais causas de perda de visão evitável entre adultos em idade produtiva. Segundo a entidade, uma em cada três pessoas com diabetes no Brasil vai desenvolver o problema em algum momento da vida.
O que é a retinopatia diabética
A doença aparece quando o excesso de açúcar no sangue danifica os vasos pequenos da retina, a camada no fundo do olho que capta a luz e envia as imagens ao cérebro. Nos primeiros estágios, a pessoa pode continuar enxergando normalmente, e é por isso que o CBO insiste em consulta antes de qualquer sintoma.
Qual o risco de quem tem diabetes
Os dados da entidade indicam que a retinopatia atinge de 24% a 39% das pessoas com diabetes no país. O risco cresce com o tempo de doença:
| Tipo de diabetes | Após 20 anos de doença |
|---|---|
| Tipo 1 | 90% terão algum grau de retinopatia |
| Tipo 2 | 60% terão algum grau de retinopatia |
Com diagnóstico e tratamento precoces, o CBO afirma que o risco de cegueira pode cair para menos de 5%.
Como é feito o exame
O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Retinopatia Diabética, do Ministério da Saúde, prevê a fundoscopia, conhecida como exame de fundo de olho, como um dos principais recursos para identificar a doença. O oftalmologista observa a retina e os vasos sanguíneos e pode dilatar as pupilas para enxergar melhor as estruturas internas. O exame detecta alterações mesmo quando o paciente ainda não percebe perda de visão.
O que reduz o risco no dia a dia
O CBO lembra que boa parte da prevenção acontece fora do consultório. Manter glicemia e pressão arterial controladas reduz de forma considerável o risco de a doença surgir e retarda a progressão. A lista de hábitos da entidade inclui:
- comer mais fibras, como aveia, feijão, lentilha e arroz integral, além de verduras e legumes;
- reduzir açúcar, sal, embutidos e ultraprocessados;
- evitar cigarro e exagero de álcool;
- manter peso saudável e dormir bem;
- reservar momentos de lazer e descanso.
No DF, quem tem diabetes e ainda não fez o exame de fundo de olho pode pedir encaminhamento na Unidade Básica de Saúde (UBS) onde faz acompanhamento. Sobre a rotina de cuidado, veja a campanha da SES-DF de prevenção ao diabetes e teste de glicemia nas UBSs. Novembro também é mês de alerta para a saúde do homem, tema da matéria sobre o câncer de próstata no DF. Fonte: Agência Brasil, com dados do CBO.






