ter, 22 set
Brasil

Racha perto de escola e hospital: Câmara avança com penas mais duras

Comissão de Viação e Transportes aprova multa 15 vezes maior e prisão de até 12 anos para corridas ilegais perto de escolas e hospitais.

Por Redação Sou Brasília 2 min de leitura
Velocímetro de carro em km/h marcando alta velocidade no escuro
Neste texto3 tópicos
  1. Como a lei trata o racha hoje
  2. No DF, Detran mira corridas ilegais
  3. Próximos passos

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou na sexta-feira (17) projeto de lei que endurece as punições para quem participa de racha, com multa 15 vezes maior e prisão quando a corrida ilegal acontece perto de escolas, hospitais e estações de passageiros.

O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), ao Projeto de Lei 7235/25, do deputado Amom Mandel (Republicanos-AM). O relator optou por inserir as novas regras diretamente no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Veja o que muda se o projeto virar lei:

  • Multa: sobe para 15 vezes o valor básico nos rachas realizados perto de escolas, hospitais, estações e locais com concentração de pessoas;
  • Lesão corporal grave: reclusão de 4 a 8 anos, contra 3 a 6 anos na regra atual;
  • Morte: pena de prisão que pode chegar a 12 anos;
  • Organizadores e financiadores das corridas ilegais também passam a responder;
  • Suspensão do direito de dirigir e apreensão do veículo continuam valendo.

“O aumento do valor da multa e das penas de prisão amplia o efeito educativo e punitivo da norma”, afirmou o relator, Hugo Leal.

Como a lei trata o racha hoje

O CTB já classifica como crime a participação em disputa de velocidade não autorizada em via pública. Quando há vítima com lesão grave, a pena atual é de 3 a 6 anos de reclusão. Se a corrida termina em morte, a punição vai de 5 a 10 anos.

No DF, Detran mira corridas ilegais

Em Brasília, as corridas e manobras irregulares são alvo de fiscalização recorrente. Na Operação Corta Giro mais recente, o Detran-DF removeu 17 veículos e aplicou 68 multas no Riacho Fundo, como mostrou o SouBrasília.

Próximos passos

O projeto segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e depois pelos senadores, antes de ir à sanção presidencial.

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