A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), tem 51,9% de aprovação entre os moradores do DF, segundo a segunda rodada da pesquisa Correio/Opinião divulgada nesta quarta-feira (5/8). A desaprovação da gestão ficou em 33,7%, e o levantamento ouviu moradores das 31 regiões administrativas.
O resultado representa alta de 6,2 pontos percentuais em relação à rodada anterior, aplicada em 17 de junho, quando a aprovação estava em 45,7%. O crescimento supera a margem de erro do levantamento, de 3,3 pontos percentuais para mais ou para menos, o que indica movimento real e não oscilação estatística.
O que mudou entre junho e agosto
A desaprovação também subiu no período, de 31,9% para 33,7%, mas em ritmo bem menor. O avanço da governadora veio principalmente da fatia de eleitores que não sabia opinar: esse grupo caiu de 19,3% para 12,3% entre as duas rodadas. Ou seja, parte do eleitorado que estava indeciso passou a ter posição formada, e a maior parte dela foi para o lado positivo.
Os que preferiram não responder somam 2,1%, contra 3,1% em junho.
Avaliação da gestão em cinco faixas
Além da pergunta de aprovação, o instituto mede a avaliação do governo em escala. Os números da rodada de agosto são:
- Ótima: 8,2% (eram 6,5% em junho)
- Boa: 24% (eram 22,8%)
- Regular: 35% (eram 38%)
- Ruim: 7,3% (eram 6,6%)
- Péssima: 16,2% (eram 14,9%)
Somadas, as avaliações ótima e boa chegam a 32,2%, ante 29,3% na rodada de junho. A faixa regular, que costuma concentrar o eleitor que ainda não decidiu como avaliar o governo, encolheu três pontos. É essa migração que sustenta a alta da aprovação: quem estava no meio da escala se moveu para os dois extremos, com vantagem para o positivo.
Por que esse número pesa em ano eleitoral
A pesquisa foi a campo entre 30 de julho e 1º de agosto, período em que o calendário eleitoral já corria: as convenções partidárias do DF ocorreram na primeira semana de agosto, e o prazo para registro de candidaturas se aproxima. Aprovação de governo é um dos indicadores que partidos usam para calcular o peso do palanque local e definir composições.
No caso do Distrito Federal, a leitura ganha um componente extra. Celina Leão assumiu o Palácio do Buriti como vice e chegou ao cargo em definitivo, e a gestão vinha registrando avaliação abaixo da faixa de 50% nas medições anteriores. Cruzar a barreira dos 50% de aprovação muda a régua de comparação para o restante do ano.
Como a pesquisa foi feita
O levantamento foi contratado pelo Correio Braziliense e executado pelo instituto Opinião Inteligência Política. O campo cobriu as 31 regiões administrativas do Distrito Federal, entre 30 de julho e 1º de agosto de 2026, com margem de erro de 3,3 pontos percentuais.
A mesma rodada mediu outros recortes divulgados ao longo da semana pelo jornal. Entre eles, a corrida pelo Palácio do Buriti, em que a governadora aparece à frente e se descola do ex-governador José Roberto Arruda; a disputa pelas duas vagas do DF no Senado, liderada por Leila Barros e Michelle Bolsonaro; e a corrida por deputado federal, em que Rafael Prudente e Júlio César aparecem na frente. A pesquisa também mediu a percepção do eleitorado sobre a operação que apurou fraudes no BRB.
Séries de pesquisa contratadas pelo mesmo veículo e aplicadas pelo mesmo instituto têm uma vantagem analítica: como a metodologia e o recorte geográfico se repetem entre as rodadas, a variação entre elas fica mais confiável do que a comparação entre levantamentos de institutos diferentes, que podem usar perguntas, amostras e modelos de ponderação distintos. Por isso, a leitura mais útil aqui é a do movimento de junho para agosto, não a do número absoluto isolado.
Vale a distinção técnica: aprovação de gestão e intenção de voto são perguntas diferentes e nem sempre andam juntas. Um governo pode ter aprovação alta e transferência de voto baixa, ou o contrário. A pesquisa mede as duas coisas em blocos separados, e os resultados de intenção de voto foram publicados em reportagens próprias.
O que acompanhar daqui para frente
- A terceira rodada da série, que deve confirmar ou não a tendência de alta
- O efeito das convenções partidárias sobre a avaliação do governo
- O comportamento da faixa regular, que ainda concentra 35% do eleitorado
- O desempenho da gestão nas regiões administrativas de maior peso eleitoral, como Ceilândia, Taguatinga e Samambaia
Leia também: o que a mesma pesquisa mostrou sobre a apuração das fraudes no BRB.
Perguntas frequentes
Qual a aprovação da gestão de Celina Leão no DF?
A pesquisa Correio/Opinião divulgada em 5 de agosto de 2026 apontou 51,9% de aprovação e 33,7% de desaprovação da gestão da governadora.
Quando a pesquisa foi realizada?
O campo foi aplicado entre 30 de julho e 1º de agosto de 2026, nas 31 regiões administrativas do Distrito Federal.
Qual a margem de erro do levantamento?
A margem de erro é de 3,3 pontos percentuais, para mais ou para menos. A alta de 6,2 pontos na aprovação ficou acima dessa margem.








