Pacientes da rede pública do Distrito Federal podem pedir cadeira de rodas, andador, bengala, colete ortopédico e prótese sem pagar nada. O atendimento é feito pelo Programa de Órteses, Próteses e Meios Auxiliares de Locomoção, o OPM, da Secretaria de Saúde.
O pedido começa com a comprovação da necessidade, feita por laudo ou relatório de profissional de saúde. Médico, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, enfermeiro e assistente social podem emitir o documento que abre a porta do programa.
Onde solicitar e o que levar
A solicitação é presencial, no Núcleo Ambulatorial de Órteses e Próteses, que fica na Estação do Metrô da 114 Sul. O paciente precisa comparecer com os documentos abaixo:
- documento de identidade (RG);
- CPF;
- cartão do SUS;
- comprovante de residência;
- pedido ou relatório de um profissional de saúde.
Depois do atendimento inicial, o paciente passa por avaliação com fisioterapeuta. É esse profissional que analisa as necessidades físicas, funcionais e motoras e indica o equipamento mais adequado ao caso. Não se trata de escolha do usuário: o item é definido a partir da avaliação técnica.
Quais equipamentos entram no programa
A lista cobre desde itens simples de apoio até próteses de membro. São atendidos adultos, crianças e idosos, com prioridade de entrega para pessoas com mais de 80 anos.
- cadeiras de rodas e cadeiras de banho;
- andadores e bengalas;
- palmilhas e calçados especiais;
- coletes ortopédicos e órteses;
- almofadas terapêuticas;
- próteses para amputação de membros superiores e inferiores.
Quando o caso exige, cadeira de rodas, órtese, prótese e palmilha podem ser confeccionadas sob medida, para garantir adaptação melhor ao corpo do paciente. O programa também oferece manutenção e ajustes durante o período de garantia contratual do equipamento.
Entrega, prazo e acompanhamento
Aprovado o pedido, a entrega da maioria dos equipamentos acontece no Núcleo de Produção de Prótese e Órtese, a Oficina Ortopédica de Brasília, no SIA. É lá que ficam concentradas a produção e a adaptação dos itens sob medida.
O prazo médio varia. Ele depende da disponibilidade do equipamento e do andamento dos processos de compra e contratação, o que significa que itens de linha saem mais rápido que os confeccionados sob medida. O acompanhamento da posição na fila de espera é feito pelo WhatsApp do serviço, no número (61) 98184-1960.
O objetivo declarado do programa é ampliar independência, mobilidade e qualidade de vida de pessoas com deficiência, com acesso a tecnologia assistiva pela rede pública. Sem ele, o custo de uma cadeira de rodas ou de uma prótese recai inteiro sobre a família.
Quem tem plano de saúde e teve pedido de órtese negado pode recorrer: o Judiciário do DF já obrigou operadora a fornecer órtese craniana a uma criança em agosto.
O caminho, em resumo, tem quatro etapas: conseguir o laudo com um profissional de saúde, comparecer ao núcleo da 114 Sul com os documentos, passar pela avaliação do fisioterapeuta e aguardar a convocação para retirada na oficina do SIA. O acompanhamento em cada fase sai pelo WhatsApp do serviço.
Antes de ir ao núcleo, confirme se o relatório do profissional de saúde descreve a limitação funcional e sugere o tipo de equipamento. Documento genérico atrasa a avaliação e pode empurrar o processo para uma nova consulta.








