Cadeira de rodas e prótese de graça no DF: veja como solicitar

setembro 10, 2026
Cadeira de rodas manual vazia parada sobre faixa de pedestre, em imagem ilustrativa

Pacientes da rede pública do Distrito Federal podem pedir cadeira de rodas, andador, bengala, colete ortopédico e prótese sem pagar nada. O atendimento é feito pelo Programa de Órteses, Próteses e Meios Auxiliares de Locomoção, o OPM, da Secretaria de Saúde.

O pedido começa com a comprovação da necessidade, feita por laudo ou relatório de profissional de saúde. Médico, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, enfermeiro e assistente social podem emitir o documento que abre a porta do programa.

Onde solicitar e o que levar

A solicitação é presencial, no Núcleo Ambulatorial de Órteses e Próteses, que fica na Estação do Metrô da 114 Sul. O paciente precisa comparecer com os documentos abaixo:

  • documento de identidade (RG);
  • CPF;
  • cartão do SUS;
  • comprovante de residência;
  • pedido ou relatório de um profissional de saúde.

Depois do atendimento inicial, o paciente passa por avaliação com fisioterapeuta. É esse profissional que analisa as necessidades físicas, funcionais e motoras e indica o equipamento mais adequado ao caso. Não se trata de escolha do usuário: o item é definido a partir da avaliação técnica.

Quais equipamentos entram no programa

A lista cobre desde itens simples de apoio até próteses de membro. São atendidos adultos, crianças e idosos, com prioridade de entrega para pessoas com mais de 80 anos.

  • cadeiras de rodas e cadeiras de banho;
  • andadores e bengalas;
  • palmilhas e calçados especiais;
  • coletes ortopédicos e órteses;
  • almofadas terapêuticas;
  • próteses para amputação de membros superiores e inferiores.

Quando o caso exige, cadeira de rodas, órtese, prótese e palmilha podem ser confeccionadas sob medida, para garantir adaptação melhor ao corpo do paciente. O programa também oferece manutenção e ajustes durante o período de garantia contratual do equipamento.

Entrega, prazo e acompanhamento

Aprovado o pedido, a entrega da maioria dos equipamentos acontece no Núcleo de Produção de Prótese e Órtese, a Oficina Ortopédica de Brasília, no SIA. É lá que ficam concentradas a produção e a adaptação dos itens sob medida.

O prazo médio varia. Ele depende da disponibilidade do equipamento e do andamento dos processos de compra e contratação, o que significa que itens de linha saem mais rápido que os confeccionados sob medida. O acompanhamento da posição na fila de espera é feito pelo WhatsApp do serviço, no número (61) 98184-1960.

O objetivo declarado do programa é ampliar independência, mobilidade e qualidade de vida de pessoas com deficiência, com acesso a tecnologia assistiva pela rede pública. Sem ele, o custo de uma cadeira de rodas ou de uma prótese recai inteiro sobre a família.

Quem tem plano de saúde e teve pedido de órtese negado pode recorrer: o Judiciário do DF já obrigou operadora a fornecer órtese craniana a uma criança em agosto.

O caminho, em resumo, tem quatro etapas: conseguir o laudo com um profissional de saúde, comparecer ao núcleo da 114 Sul com os documentos, passar pela avaliação do fisioterapeuta e aguardar a convocação para retirada na oficina do SIA. O acompanhamento em cada fase sai pelo WhatsApp do serviço.

Antes de ir ao núcleo, confirme se o relatório do profissional de saúde descreve a limitação funcional e sugere o tipo de equipamento. Documento genérico atrasa a avaliação e pode empurrar o processo para uma nova consulta.

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