Eleitor do DF vota em seis cargos: a ordem na urna e quantos dígitos tem cada um
A urna do DF pede deputado federal, distrital, dois senadores, governador e presidente, nessa ordem. Veja os dígitos de cada voto e o que levar à seção.

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O eleitor do Distrito Federal vai digitar seis números na urna em 4 de outubro: deputado federal, deputado distrital, primeiro senador, segundo senador, governador e presidente da República, nessa ordem. Cada cargo pede uma quantidade fixa de dígitos.
A ordem é a mesma em todo o país, mas o DF tem duas particularidades. A segunda tela pede deputado distrital, cargo que só existe aqui, e duas cadeiras de senador estão em disputa nesta eleição, o que obriga o eleitor a votar duas vezes para o Senado.
Qual é a ordem dos votos na urna
A urna abre uma tela por cargo e não deixa voltar depois da confirmação. A sequência divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral para 4 de outubro é esta:
- Deputado federal, quatro dígitos
- Deputado distrital, cinco dígitos
- Primeiro senador, três dígitos
- Segundo senador, três dígitos
- Governador, dois dígitos
- Presidente da República, dois dígitos

A Justiça Eleitoral recomenda anotar os seis números em um papel antes de sair de casa. A recomendação tem motivo prático: quem hesita na cabine trava a fila da seção inteira.
"São seis cargos, muitos dígitos, ou seja, muito para se decorar. Essa demora ou dúvida gera um efeito dominó nas filas. Nosso recado é direto: anote tudo em um papelzinho e leve-o com você, já que o celular não pode entrar na cabine", disse a coordenadora de Mídias e Web do TSE, Rakell Dimanski, em entrevista à Agência Brasil.
Por que o DF vota em deputado distrital e não em estadual
O Distrito Federal não se divide em municípios e acumula as competências de estado e de município, pelo artigo 32 da Constituição. O parágrafo 3º manda aplicar aos deputados distritais a mesma regra do artigo 27, que fixa o tamanho das assembleias em o triplo da bancada federal.
Os dados abertos da Câmara dos Deputados, consultados em 26 de setembro, mostram oito deputados federais do DF em exercício. Daí saem as 24 cadeiras da Câmara Legislativa em jogo no domingo. Na urna o efeito aparece no nome do cargo: a segunda tela pede deputado distrital, e não estadual, com os mesmos cinco dígitos. O DF também não elege prefeito nem vereador, cargos que a Lei Orgânica não prevê.
Quais duas cadeiras de senador estão em disputa
O Senado renova dois terços das cadeiras nesta eleição, e por isso o eleitor vota em dois nomes. No DF, os dados abertos do Senado mostram quais mandatos vencem: Izalci Lucas (PL) e Leila Barros (PDT) têm mandato até 31 de janeiro de 2027. Damares Alves (Republicanos) segue até 31 de janeiro de 2031 e não está na disputa.

Na prática, quem vencer as duas vagas toma posse em fevereiro de 2027 para oito anos de mandato. O eleitor digita três dígitos, confirma, e a urna abre a segunda tela de senador em seguida.
O que levar e o que não pode entrar na cabine
A Lei 9.504/1997, no artigo 91-A, exige documento de identificação com fotografia no momento da votação. O título de papel não é mais cobrado: basta o documento com foto. Valem, entre outros:
- carteira de identidade e Carteira de Identidade Nacional (CIN)
- identidade social
- passaporte
- Carteira Nacional de Habilitação (CNH)
- carteira de trabalho física
- carteira profissional emitida por conselho de classe
Documento vencido vale, desde que permita identificar o eleitor. Versões digitais também servem, como a CNH Digital, o RG Digital e o e-Título, este último desde que mostre a foto.
O parágrafo único do mesmo artigo 91-A proíbe portar telefone celular, máquinas fotográficas e filmadoras dentro da cabine. A restrição alcança o aparelho desligado, que fica com os mesários enquanto o eleitor vota. É a lei, e não uma orientação da seção: quem insiste atrasa a fila e pode ter o voto tomado em separado. Vale a pena entender antes como a urna eletrônica registra e protege o voto.
Que horas abre e fecha a votação
O artigo 144 do Código Eleitoral marca o início da votação às 8h e o encerramento às 17h. O horário do DF é o horário de Brasília, então não há conversão a fazer.
Quem chega em cima da hora não perde o voto. O artigo 153 determina que, às 17h, o presidente da mesa entregue senhas a todos os eleitores presentes e os convide a votar na ordem numérica das senhas. A seção fecha a porta, mas termina de atender quem já estava lá dentro.
Faltar sem justificar custa multa e trava serviços como passaporte e matrícula em universidade pública. Quem estiver fora do domicílio eleitoral no domingo precisa saber como justificar a ausência no DF, e o prazo do aplicativo vale só no próprio dia da eleição.
O que fazer antes de domingo
Três providências resolvem quase todo problema de fila no dia. Confira o local de votação pelo e-Título ou pelo site da Justiça Eleitoral, porque seções mudam de escola entre uma eleição e outra. Separe o documento com foto na véspera. Anote os seis números em papel, na ordem em que a urna vai pedir.
No dia, a campanha só pode continuar em forma de manifestação individual e silenciosa. Distribuir material, usar carro de som ou fazer boca de urna dá prisão em flagrante, e vale conferir o que é proibido dentro e fora da seção em 4 de outubro.






