sáb, 26 set
Política

431 candidatos para 24 vagas na CLDF: homem, casado, empresário e com curso superior

São quase 18 candidatos por cadeira. Veja idade, profissão, escolaridade e cor dos 431 que disputam a Câmara Legislativa, e a série desde 2014.

Por Redação Sou Brasília 5 min de leitura
Urna eletrônica modelo UE2020 com teclado numérico e as teclas branco, corrige e confirma
Foto: TSE/Wikimedia Commons (domínio público)
Neste texto5 tópicos
  1. Quantos candidatos disputam cada cadeira da CLDF
  2. Quem é o candidato mais comum a deputado distrital
  3. Quais profissões mais aparecem na urna
  4. Como ficam cor, orientação sexual e deficiência
  5. Quanto pesa esse voto no 4 de outubro

No DF, o eleitor escolhe 24 deputados distritais entre 431 candidatos em 4 de outubro. Levantamento da Câmara Legislativa com dados do TSE mostra quem está na urna: maioria de homens, casados, com curso superior e entre 45 e 49 anos.

São quase 18 candidatos por cadeira, e o menor número de concorrentes em quase três décadas, segundo a própria Câmara Legislativa. O resumo do levantamento publicado pela casa diz que os "perfis com maior número de postulantes à cadeira de parlamentar incluem homens, empresários, casados e idade entre 44 e 49 anos". A casa abriu o recorte por gênero, idade, escolaridade, profissão, cor e deficiência declarados no registro de candidatura. O levantamento está publicado no site do Legislativo distrital.

Quantos candidatos disputam cada cadeira da CLDF

Dividindo 431 candidaturas pelas 24 vagas, a disputa fica em 17,96 concorrentes por cadeira. É a menor concorrência desde 2014, quando 1.027 pessoas se inscreveram e cada vaga teve quase 43 candidatos.

A queda vem em série. Foram 981 candidatos em 2018 e 610 em 2022. De 2022 para 2026 a redução é de 28,3%, conta da própria Câmara Legislativa. Contra 2014, a retração chega a 58%.

Tabela da série histórica de candidaturas a deputado distrital: 1.027 em 2014, 981 em 2018, 610 em 2022 e 431 em 2026
A concorrência caiu de quase 43 candidatos por cadeira em 2014 para 18 em 2026.Arte: SouBrasília sobre dados da Câmara Legislativa do DF

Vinte e quatro partidos registraram nomes no Distrito Federal. Onze deles se organizaram em cinco federações partidárias, o formato que faz duas ou mais legendas disputarem como se fossem uma só na divisão proporcional das cadeiras.

Quem é o candidato mais comum a deputado distrital

Os homens são 65% das candidaturas e as mulheres, 35%. A Lei 9.504/1997 obriga cada partido ou federação a reservar no mínimo 30% das candidaturas para cada sexo. No agregado do DF, a fatia feminina ficou cinco pontos acima desse piso.

Entre os estados civis, os casados formam o maior grupo, com 38%, seguidos de solteiros (35%), divorciados (14%) e separados judicialmente (1%).

A concentração etária está na meia-idade. A faixa de 45 a 49 anos reúne 86 postulantes, a maior de todas. Logo atrás vêm os de 50 a 54 anos, com 77. Nos extremos, há apenas duas candidaturas entre 21 e 24 anos e uma única acima dos 85.

Tabela com o perfil dos candidatos a distrital no DF: 65% homens, 35% mulheres, 38% casados, 68,94% com superior completo
O recorte de quem se inscreveu: a faixa de 45 a 49 anos concentra 86 das 431 candidaturas.Arte: SouBrasília sobre dados da Câmara Legislativa do DF

Vale um reparo na leitura: o resumo publicado pela Câmara Legislativa cita a faixa de 44 a 49 anos, enquanto o corpo do levantamento trabalha com o recorte de 45 a 49. O dado numerado, com os 86 candidatos, é o da segunda faixa.

Quais profissões mais aparecem na urna

O empresariado lidera as profissões declaradas à Justiça Eleitoral. A lista dos sete grupos mais numerosos:

  • Empresários: 54 candidatos, 12,53% do total.
  • Advogados: 35 candidatos, 8,12%.
  • Servidores públicos distritais: 5,1%.
  • Policiais militares: 3,48%.
  • Jornalistas e redatores: 3,25%.
  • Servidores públicos federais: 3,02%.
  • Administradores: 2,78%.

A escolaridade acompanha esse perfil. São 301 candidatos com ensino superior completo, ou 68,94% do total. O segundo grupo é o dos que concluíram o ensino médio, com 14,85%. Na outra ponta, 11 pessoas declararam não ter terminado o ensino fundamental.

Como ficam cor, orientação sexual e deficiência

Brancos e pardos somam mais de 84% das candidaturas: 184 brancos (42,69%) e 180 pardos (41,76%). Os negros representam 13,69%. Amarelos e indígenas ficam com 0,93% cada. Entre os indígenas estão representadas três etnias, cada uma com um candidato: Kayapó, Kiriri e Kokama.

Na orientação sexual, 272 candidatos se declararam heterossexuais (93,79%), sete se declararam gays (2,41%), seis bissexuais (2,07%) e cinco lésbicas (1,72%). Dois se declararam transgêneros. Esses percentuais não saem das 431 candidaturas: 32,4% preferiram não informar, e a base de cálculo é o grupo de 290 que respondeu.

A eleição tem 16 candidatos que declararam algum tipo de deficiência, o mesmo número de 2022. A deficiência física aparece em sete casos (41,18%), o transtorno do espectro autista em cinco (29,41%), outros tipos em 17,65% e as deficiências auditiva e visual com um registro cada (5,88%). As porcentagens fecham sobre 17 registros, um a mais que o total de candidatos, o que indica declaração de mais de um tipo por uma mesma pessoa.

Quanto pesa esse voto no 4 de outubro

As 24 cadeiras da Câmara Legislativa são distribuídas pelo sistema proporcional, com mandato de quatro anos. É o voto em que a legenda conta: parte das vagas é definida pelo total de votos do partido ou da federação, não só pelo desempenho individual do candidato.

Quem quiser conferir o candidato antes de votar pode consultar o registro, os bens declarados e a prestação de contas no sistema DivulgaCandContas, do TSE. Vale checar também o tamanho do colégio eleitoral que vai decidir a disputa, detalhado em DF tem 2,25 milhões de eleitores aptos a votar em outubro, e o recorte por perfil em Eleitorado do DF chega a 2,25 milhões e é maioria feminina em 2026.

Mais em Política

Ver todas

Mais lidas da semana

últimos 7 dias
Enviar no WhatsApp