Mpox no DF: Saúde confirma 23 casos em 2026 e ainda não identificou a cepa
SES-DF atualizou o balanço: 23 casos confirmados no DF até 4 de novembro. A cepa segue sem identificação. Veja sintomas, quando procurar a UBS e quem pode se vacinar.

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A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) confirmou 23 casos de mpox no DF em 2026, segundo levantamento fechado em 4 de novembro e divulgado em nota nesta quarta-feira. O número supera o que a própria pasta havia informado dias antes: o caso de um morador do Guará, confirmado na segunda-feira (2), era tratado como o 13º do ano.
Segundo o Metrópoles, que divulgou a nota, a secretaria explicou a diferença com o fato de que os dados são dinâmicos e mudam conforme o sistema é alimentado. A pasta diz que trabalha com as Regiões de Saúde para qualificar o banco de dados e consolidar o quadro epidemiológico do DF.
Cepa ainda não foi identificada
A SES-DF informou que ainda não há identificação conclusiva da cepa predominante entre os casos recentes na capital. A análise do tipo viral está a cargo do Laboratório Central de Saúde Pública do DF (Lacen-DF).
No país, o painel do Ministério da Saúde registra 633 casos confirmados, 37 prováveis, 239 suspeitos e um óbito. Em fevereiro, o SB noticiou a confirmação de um caso de mpox na capital.
Sintomas e quando procurar atendimento
O Ministério da Saúde descreve a mpox como doença infecciosa causada pelo vírus MPXV, com evolução leve a moderada na maioria dos casos. O período de incubação vai de 3 a 16 dias e pode chegar a 21. Os sinais mais comuns são:
- lesões na pele, planas ou elevadas, com líquido claro ou amarelado, que viram crostas e caem;
- febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio e fraqueza;
- ínguas (linfonodos inchados).
As lesões podem surgir no rosto, nas mãos, nos pés, na boca, nos genitais, no ânus e em outras partes do corpo. O ministério orienta procurar uma unidade de saúde quem apresentar lesões de pele associadas a febre ou ínguas, quem teve contato próximo com caso suspeito ou confirmado e quem está em grupo de maior risco de complicações: pessoas vivendo com HIV/aids, gestantes, transplantados, pacientes oncológicos, crianças e idosos. Se possível, a orientação é evitar contato próximo com outras pessoas até a avaliação.
Como se transmite e como se prevenir
A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões de pele ou secreções de quem está infectado (pus, sangue das lesões, saliva) e com objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis. O contato próximo e prolongado com secreções respiratórias também pode transmitir o vírus. A pessoa infectada transmite desde o início dos sintomas até a cicatrização completa das lesões e a formação de uma nova camada de pele.
Entre as medidas listadas pelo Ministério da Saúde estão não compartilhar objetos pessoais, lavar as mãos com água e sabão ou usar álcool em gel, lavar roupas, toalhas e lençóis com água e detergente e desinfetar superfícies. Quem tem diagnóstico deve cumprir isolamento até o fim do período de transmissão.
Diagnóstico, tratamento e vacina
A confirmação é feita por exame laboratorial molecular, de preferência com amostra da secreção das lesões; quando elas já estão secas, podem ser enviadas crostas. A notificação de casos suspeitos é obrigatória e deve ser feita em até 24 horas no sistema e-SUS Sinan.
Não existe medicamento específico aprovado para a doença. O tratamento é de suporte: alívio dos sintomas e prevenção ou tratamento de complicações. A maioria dos casos melhora entre 2 e 4 semanas.
A vacina não é aberta a toda a população. O ministério a indica, conforme a disponibilidade de doses, para profissionais de laboratório que trabalham com ortopoxvírus e pessoas vivendo com HIV/aids com imunossupressão (pré-exposição) e para quem teve contato direto de médio ou alto risco com caso suspeito ou confirmado, após avaliação da vigilância em saúde (pós-exposição). Em fevereiro, o SB detalhou quantas doses o DF tinha e quem podia receber.
A SES-DF ainda não divulgou a data da próxima atualização do balanço nem o resultado do Lacen-DF sobre a cepa. Dúvidas sobre o SUS podem ser tiradas na Ouvidoria-Geral do SUS, que atende por teleatendimento de segunda a sexta, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 18h.






