DF recebe 100 doses da vacina contra mpox; só vive com HIV e CD4 baixo toma
SES-DF recebeu 100 doses de vacina contra mpox do Ministério da Saúde. Quem tem HIV e CD4 abaixo de 100 será chamado; agendamento é no HUB.

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A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) recebeu na manhã deste sábado (7) 100 doses da vacina contra a mpox, enviadas pelo Ministério da Saúde. O imunizante será aplicado só em pessoas vivendo com HIV/aids, com 18 anos ou mais e contagem de linfócitos CD4 abaixo de 100 células/mm³.
A informação foi divulgada pela própria pasta e publicada pelo Metrópoles. A entrega encerra, ao menos em parte, um período sem estoque: em 3 de novembro um memorando circular da secretaria avisou que a vacinação estava suspensa por falta de doses.
Quem recebe a vacina e como agendar
A SES-DF afirma que a população elegível será procurada pelos serviços de saúde, que farão a busca ativa. Quem se enquadra nos critérios pode também ligar por conta própria para a Sala de Vacinação do Hospital Universitário de Brasília (HUB), que organiza os agendamentos. Segundo a secretaria, o mesmo contato vale para quem tomou a primeira dose e precisa completar o esquema.
O esquema tem duas doses, com 28 dias de intervalo entre elas. A triagem feita pela SES-DF encontrou 150 pessoas no DF dentro dos critérios clínicos, e uma parte delas já havia sido vacinada no início do ano. A pasta não informou quantas dessas pessoas ainda aguardam a primeira dose.
- Público: pessoas vivendo com HIV/aids, a partir de 18 anos, com CD4 abaixo de 100 células/mm³
- Onde: Sala de Vacinação do HUB, por busca ativa da SES-DF ou por contato direto
- Esquema: duas doses, com intervalo de 28 dias
A nota não cita oferta em unidades básicas de saúde nem fixa data para o início das aplicações.
Por que a vacina estava em falta
A falta de doses foi confirmada pela SES-DF no memorando de 3 de novembro, segundo o Brasil de Fato. No dia seguinte, o Centro Brasiliense de Defesa dos Direitos Humanos (CentroDH) e o Estruturação, grupo LGBT+ de Brasília, acionaram a secretaria, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e o Ministério Público de Contas. As entidades pediram explicações sobre quando o estoque acabou e se a SES-DF solicitou reposição ao Ministério da Saúde.
A preocupação das organizações é com pessoas com imunossupressão avançada, grupo em que a doença pode evoluir para quadros graves. A representação cita um estudo publicado em 2023 na revista The Lancet: entre 382 pessoas com HIV que contraíram mpox, a mortalidade chegou a cerca de 27% no grupo com CD4 abaixo de 100.
Casos no DF e sinais de alerta
O DF confirmou 23 casos de mpox em 2026, oito deles só em outubro. Os números constam da reportagem do Brasil de Fato e foram detalhados na cobertura do SouBrasília sobre os 23 casos e a cepa ainda não identificada. Em fevereiro, a SES-DF tinha apenas 80 doses em estoque, como mostrou a matéria sobre quem pode receber o imunizante.
A orientação da secretaria, dada pela diretora de Vigilância Epidemiológica, Juliane Maria Malta, é procurar uma unidade de saúde diante do aparecimento súbito de lesões nas mucosas ou de erupções na pele, como bolhas e pústulas. A mpox causa ainda febre, dor de cabeça, dores no corpo e ínguas, e se transmite sobretudo pelo contato direto com lesões, em situações de convivência próxima e prolongada.
Quem se enquadra nos critérios e não for procurado nos próximos dias deve ligar para a Sala de Vacinação do HUB. A SES-DF não informou se haverá novas remessas além das 100 doses deste sábado.






