dom, 8 nov

MPDFT e Seagri monitoram agrotóxicos em frutas e hortaliças do DF: 210 amostras em 12 meses

Projeto já coletou mais de 30 amostras de alface, tomate, morango e outros alimentos; resultados finais saem em relatório da Seagri-DF ao fim de um ano.

Por Redação Sou Brasília 2 min de leitura
Bancas cobertas com caixas de hortaliças na Feira do Produtor de Ceilândia (foto de arquivo)
Foto: EuF/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
Neste texto3 tópicos
  1. Quais alimentos entram na análise
  2. De onde vem o dinheiro
  3. O que acontece com os resultados

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e a Secretaria de Agricultura (Seagri-DF) começaram a medir resíduos de agrotóxicos em frutas e hortaliças produzidas e vendidas no DF. O projeto já coletou mais de 30 das 210 amostras previstas para 12 meses. A informação consta de nota do próprio MPDFT.

Quais alimentos entram na análise

Das 210 amostras, 120 saem direto de propriedades rurais do DF. Nessas coletas entram alface, brócolis, couve, goiaba, morango, pimentão e tomate, cultivados a céu aberto e em ambiente protegido. As outras 90 vêm de pontos de venda: as Centrais de Abastecimento (Ceasa-DF) e a Feira do Produtor de Ceilândia. Ali o material é de banana, batata, cenoura, laranja, maçã e uva.

Todo o material segue para um laboratório acreditado. Em todas as amostras, o exame procura multirresíduos e ditiocarbamatos. Banana e uva passam por um teste a mais, para detectar etefom, produto usado em certos sistemas de produção.

De onde vem o dinheiro

O MPDFT investiu mais de R$ 500 mil em equipamentos, serviços e exames. O valor vem de multas e de recursos de recomposição coletiva previstos em um termo de ajustamento de conduta (TAC) firmado com uma grande rede de supermercados. A nota não cita o nome da rede. O trabalho faz parte do Acordo de Cooperação Técnica nº 32/2024 entre o Ministério Público e a Seagri. O monitoramento começou em setembro de 2026.

O que acontece com os resultados

O foco declarado é educativo, e não de fiscalização. Os produtores respondem a um questionário sobre conhecimento e práticas agrícolas, e as respostas serão comparadas com os laudos. A ideia é verificar se quem adota boas práticas tem amostras dentro da regra e mapear riscos por região produtora.

A nota ressalva, porém, que a descoberta de substância proibida no Brasil pode levar às medidas previstas em lei. O projeto se apoia na Lei distrital 6.914/2021 e no Decreto 44.689/2023, que dão à Seagri as competências sobre agrotóxicos de uso agrícola.

O promotor de Justiça Paulo Binicheski, coordenador do projeto, afirmou que a iniciativa reforça o compromisso do MPDFT com "uma produção e comercialização de alimentos mais segura, sustentável e confiável".

Ao fim dos 12 meses, a Seagri-DF deve publicar um relatório com os resíduos encontrados. Até lá, os laudos vão sendo repassados ao MPDFT. Os resultados individuais das primeiras 30 amostras ainda não foram divulgados.

A íntegra está na nota do MPDFT. O SouBrasília também noticiou a operação da PMDF contra contrabando de agrotóxicos e a reforma da Ceasa.

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