Júri de Samambaia condena a 26 anos e 10 meses quem matou vizinho em briga por estacionamento
Francisco Evaldo de Moura Silva foi condenado pela morte de Adriano e pela tentativa de matar Gabriel. O MPDFT vai recorrer para aumentar a pena.

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O Tribunal do Júri de Samambaia condenou, na sexta-feira, 16 de outubro, Francisco Evaldo de Moura Silva a 26 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela morte do vizinho Adriano e pela tentativa de matar o filho dele, Gabriel. A briga que levou ao crime começou por causa de estacionamento de veículos, na QR 408, em 6 de fevereiro de 2025. A informação é do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT).
Por que o júri chegou a 26 anos e 10 meses?
A pena é a soma de três crimes, cada um com a própria dosimetria:
- homicídio qualificado de Adriano: 17 anos, 10 meses e 15 dias;
- tentativa de homicídio qualificado contra Gabriel: 5 anos, 11 meses e 15 dias;
- porte ilegal de arma de fogo de uso restrito: 3 anos.
Os jurados aceitaram as qualificadoras de motivo fútil, perigo comum, recurso que dificultou a defesa das vítimas e uso de arma de uso restrito. O juiz ainda aplicou a agravante de perigo comum na fixação da pena. O réu continua preso e a sentença manda cumprir a pena de imediato.
Como o crime aconteceu em Samambaia?
Segundo a denúncia do MPDFT, o réu atirou contra pai e filho depois de um desentendimento sobre onde estacionar. Adriano foi perseguido e baleado na garagem da própria casa, onde morreu. Gabriel conseguiu fugir e não foi atingido. O caso tramitou no processo 0701969-39.2025.8.07.0009, no fórum da cidade.
O que o Ministério Público vai fazer agora?
A acusação, conduzida pelos promotores Marcelo Leite e Tiago Maia, vai recorrer ao Tribunal de Justiça do DF, mas só para aumentar a pena. "Os jurados de Samambaia acataram plenamente as nossas teses e deram uma resposta firme", disse Maia. Para o promotor, "a pena fixada na sentença ainda não reflete toda a severidade que a gravidade do caso exige".
A nota do MPDFT não traz a posição da defesa, e a reportagem não localizou manifestação dos advogados do condenado. Como a decisão é de primeira instância, cabe recurso das duas partes.
Júri pode terminar em prisão imediata?
Pode. Quando o júri aplica pena de 15 anos ou mais, o juiz determina a execução provisória da condenação, sem esperar o recurso. Foi o que ocorreu em Samambaia, onde o réu já estava preso. Para ler outros casos do DF que passaram pelo plenário, veja o do júri da mãe em Planaltina e o do feminicídio em Samambaia.
Informações conferidas em 18/10/2026 na nota do MPDFT de 16/10/2026.





