sex, 9 out
Segurança

Incêndio atinge vegetação às margens da L4 Norte e mobiliza o CBMDF

Chamas atingiram área em frente à subestação da Caesb, na L4 Norte, nesta sexta (21/8). Na quinta, o CBMDF registrou 52 ocorrências de fogo em vegetação em um só dia.

Por Redação Sou Brasília 3 min de leitura
Brigadistas de uniforme amarelo combatem focos de incêndio em área de vegetação
Neste texto3 tópicos
  1. O fogo em vegetação virou rotina diária no DF
  2. O acumulado da seca explica o volume
  3. O que o morador pode fazer

Um incêndio em área de vegetação às margens da L4 Norte mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) na tarde desta sexta-feira (21/8). As chamas atingiram um trecho em frente à subestação de tratamento da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb).

A ocorrência foi registrada por volta das 12h por pessoas que passavam pela via e perceberam a fumaça. Depois de acionadas, as equipes se deslocaram até o local e iniciaram o combate. Segundo o CBMDF, as chamas foram controladas e a guarnição executou o procedimento adotado para evitar que focos remanescentes provoquem a reignição do incêndio.

A L4 Norte é uma das ligações mais usadas entre a Asa Norte, o Lago Norte e a Universidade de Brasília, e corre em paralelo a áreas de vegetação que secam por completo nesta época do ano. O trecho concentra equipamentos de saneamento e áreas verdes sem ocupação, o que aumenta o volume de material combustível disponível quando a umidade despenca.

O fogo em vegetação virou rotina diária no DF

A ocorrência desta sexta não é um caso isolado. Na quinta-feira (20/8), o CBMDF registrou 52 chamados de incêndio em vegetação em diferentes regiões do Distrito Federal até as 18h. O atendimento mobilizou 53 viaturas da corporação no mesmo dia.

A distribuição desses chamados ajuda a entender onde o risco se concentra e em que horário o problema aperta:

  • 52 ocorrências de incêndio em vegetação em um único dia, na quinta-feira (20/8), até as 18h
  • 53 viaturas empregadas no atendimento a esses chamados
  • Paranoá e Santa Maria concentraram o maior número de ocorrências
  • Entre 11h e 16h ficou o período de maior incidência, a faixa mais quente do dia
  • Aeronave Nimbus, o Air Tractor da corporação, entrou nas operações de combate

O padrão se repete: a maior parte dos focos surge no meio do dia, quando a temperatura chega ao pico e a umidade relativa do ar cai aos níveis mais baixos. Segundo a corporação, as condições ambientais seguem favoráveis à propagação rápida do fogo, especialmente em áreas de vegetação seca.

O acumulado da seca explica o volume

O número diário só faz sentido diante do acumulado. O SouBrasília mostrou nesta semana que o DF chegou a 54 dias sem chuva e agosto já somava 1.012 incêndios em vegetação. Em 16 de agosto, o acumulado do ano já passava de 2,8 mil ocorrências, com a capital entrando no período mais crítico da estiagem.

Nesse cenário, cada foco novo disputa as mesmas viaturas e as mesmas guarnições. Quando dezenas de chamados chegam na mesma faixa de horário, o tempo de resposta em um ponto depende do que está acontecendo nos outros. Foi para reduzir esse gargalo que a corporação passou a empregar a aeronave em incêndios de vegetação de maior extensão.

O que o morador pode fazer

Queimar lixo ou restos de poda é crime ambiental e responde por parte relevante dos focos registrados na estiagem. O fogo iniciado em um quintal ou em terreno baldio se espalha em minutos quando encontra capim seco e vento, e o custo de conter é muito maior do que o de evitar.

Ao identificar fumaça ou fogo em área de vegetação, o acionamento é pelo 193, número do Corpo de Bombeiros. Vale informar ponto de referência, extensão aparente do foco e se há residências, postos de combustível ou linhas de energia próximas, dados que definem a prioridade e o tipo de recurso enviado.

A previsão para o fim de semana mantém umidade relativa baixa no Distrito Federal, o que preserva as condições que vêm alimentando as ocorrências. Enquanto a chuva não retorna, o volume diário de chamados tende a acompanhar a curva da temperatura.

Mais em Segurança

Ver todas

Mais lidas da semana

últimos 7 dias
Enviar no WhatsApp