Ibeu do Entorno: Formosa lidera com 0,85 e Águas Lindas tem o pior índice, 0,42
IPEDF divulga o primeiro Índice de Bem-Estar Urbano de 12 municípios goianos vizinhos ao DF: Formosa tem 0,85; Águas Lindas, 0,42.

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Formosa lidera o primeiro Índice de Bem-Estar Urbano (Ibeu) da Periferia Metropolitana de Brasília, com nota 0,85. Águas Lindas de Goiás tem o menor resultado entre os 12 municípios goianos avaliados, 0,42. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF).
É a primeira vez que o índice alcança o Entorno. A medição só foi possível porque os 12 municípios goianos vizinhos ao DF entraram na base da nova Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios Ampliada (PDAD-A).
A PDAD tradicional cobre as regiões administrativas do DF. Na versão ampliada, a PDAD-A, o instituto passou a ouvir também moradores dos 12 municípios goianos que fazem divisa com a capital, e é essa base que permite comparar, pela primeira vez, as cidades do Entorno entre si com a mesma régua usada no DF.
Quem ficou no topo e no fim
Depois de Formosa vêm Alexânia, com 0,67, e Cocalzinho de Goiás, com 0,62. Na outra ponta, Águas Lindas de Goiás (0,42) é seguida por Luziânia e Novo Gama, ambas com 0,47, e por Santo Antônio do Descoberto, com 0,48. A distância entre o primeiro e o último colocado é de 0,43 ponto, e Formosa fica 0,18 ponto à frente da segunda, Alexânia. A nota do IPEDF não traz os índices dos demais municípios, e esta reportagem não reproduz o que a fonte não informa.
O que o índice mede
O Ibeu segue a proposta do Observatório das Metrópoles e reúne cinco dimensões: mobilidade, condições ambientais, condições habitacionais, infraestrutura e serviços coletivos urbanos. O instituto explica que a avaliação parte da percepção da população entrevistada. Os resultados divulgados ficam entre 0,42 e 0,85.
As prioridades apontadas
O diagnóstico do IPEDF diz que as ações de cooperação entre o DF e o Entorno devem se concentrar, primeiro, na drenagem urbana. Em seguida, na ampliação e otimização do transporte público intermunicipal, para reduzir o tempo de deslocamento, e no combate ao déficit de habitação e de saneamento básico nos municípios mais vulneráveis das faixas oeste e sul do Entorno.
O instituto afirma que o índice pode servir de base técnica para orientar investimentos, alinhar políticas públicas e viabilizar parcerias consorciadas na região. Não há, na nota, meta ou prazo para nenhuma dessas ações.
Os 12 municípios avaliados fazem divisa com o Distrito Federal. Para outros levantamentos do instituto, veja a projeção populacional do IPEDF e da Codeplan até 2030 e o estudo sobre a merenda escolar no DF.






