seg, 19 out

IBC-Br sobe 0,3% em agosto e prévia do PIB acumula 1,6% em 12 meses

Prévia do PIB do Banco Central sobe 0,3% em agosto, com indústria em alta de 0,9% e agropecuária em queda de 1,8%. No trimestre, o índice ainda cai 0,6%.

Por Redação Sou Brasília 3 min de leitura
Edifício-sede do Banco Central do Brasil, em Brasília, visto de cima
Foto: Banco Central do Brasil/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
Neste texto4 tópicos
  1. Quais setores puxaram o resultado de agosto?
  2. Por que o trimestre ainda aparece no vermelho?
  3. O que o dado diz sobre juros e crescimento em 2026?
  4. Quando sai o próximo número?

O IBC-Br, índice do Banco Central que funciona como prévia do PIB, subiu 0,3% em agosto na comparação com julho. O BC divulgou o dado na sexta-feira (16). Em 12 meses, a economia acumula alta de 1,6%, o mesmo resultado dos oito primeiros meses de 2026, segundo a Agência Brasil.

Sem arredondamento, a alta foi de 0,34%, segundo o Estadão e a Bloomberg Línea. O g1 registra que foi o primeiro avanço em três meses.

Quais setores puxaram o resultado de agosto?

A indústria foi o destaque do mês, com avanço de 0,9% sobre julho. Os serviços, setor de maior peso na economia, cresceram 0,2%, e os impostos sobre produtos, 0,1%. A agropecuária foi o único recuo: queda de 1,8%.

Sem a agropecuária, o indicador também ficou em 0,3%, o que mostra que o resultado do mês não dependeu do campo.

ComponenteAgosto ante julhoAgosto ante agosto de 2025
IBC-Br+0,3%+1,2%
Agropecuária-1,8%+5,8%
Indústria+0,9%+0,4%
Serviços+0,2%+1,3%
Impostos sobre produtos+0,1%+0,3%
IBC-Br sem agropecuária+0,3%+0,9%

Fonte: Banco Central, conforme a Agência Brasil.

Por que o trimestre ainda aparece no vermelho?

A alta de agosto não apagou o desempenho recente. No trimestre encerrado em agosto, o IBC-Br ficou 0,6% abaixo do trimestre terminado em maio, de acordo com os dados divulgados pelo BC. O mês foi bom, mas veio depois de dois meses sem alta.

O índice cobre indústria, serviços, agropecuária e impostos sobre produtos. Ele ajuda a acompanhar a atividade entre um PIB e outro, mas não substitui o cálculo oficial do IBGE, que usa outras pesquisas e pode divergir do indicador do BC.

O que o dado diz sobre juros e crescimento em 2026?

O Banco Central olha indicadores de atividade quando decide a taxa básica de juros. A Selic está em 13,75% ao ano, segundo a Agência Brasil, em trajetória de queda desde março, quando estava em 15%. Atividade mais fraca abre espaço para juro menor; atividade forte empurra no sentido contrário.

No mercado, o Boletim Focus de 13 de outubro manteve a projeção de PIB de 2026 em 1,85%, como mostramos na cobertura do Focus daquela semana. O acumulado de 1,6% do IBC-Br em 12 meses fica abaixo desse número, e o resultado de agosto ainda não basta para fechar a diferença.

Para comparar com meses anteriores, veja a matéria sobre o IBC-Br de maio, quando a prévia do PIB subiu 0,1% com a indústria em alta.

Quando sai o próximo número?

O próximo número da série é o IBC-Br de setembro; o Banco Central publica a data na agenda de divulgações do seu site. Até lá, o Focus de cada segunda-feira e a ata do Copom seguem como termômetros do que o mercado espera para juros e crescimento até o fim do ano.

Fontes: Agência Brasil, g1, Estadão, Bloomberg Línea e Banco Central do Brasil.

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