seg, 12 out
Economia

Pix passa de 1 bilhão de chaves cadastradas, mas só 170 milhões de clientes usam o sistema

O Pix fechou setembro com 1,008 bilhão de chaves cadastradas, segundo o Banco Central. Com cerca de 170 milhões de clientes, são seis chaves por pessoa ou empresa, em média.

Por Redação Sou Brasília 3 min de leitura
Pagamento por aproximação do celular em balcão de loja
Foto: Tom Tillhub/Pexels
Neste texto4 tópicos
  1. Quantas chaves o Brasil tem e por que há mais chaves que clientes
  2. Quantas chaves Pix cada pessoa pode ter?
  3. O que o Pix movimentou em setembro
  4. Como se proteger de fraude ao usar a chave

O número de chaves Pix cadastradas no Brasil passou de 1 bilhão em setembro, segundo dados do Banco Central (BC). No dia 30, o sistema somava 1,008 bilhão de registros, contra 998 milhões em agosto. O sistema reúne cerca de 170 milhões de clientes, entre pessoas físicas e empresas.

Quantas chaves o Brasil tem e por que há mais chaves que clientes

O total representa um crescimento de aproximadamente 80 milhões de chaves desde o fim de 2025, quando havia 920 milhões. O número, porém, não equivale ao de usuários: uma mesma pessoa pode cadastrar mais de uma chave, o que dá uma média próxima de seis chaves por cliente, considerando os números aproximados.

Do total, 956,7 milhões de chaves estão vinculadas a pessoas físicas e 51,2 milhões a empresas. Mais da metade dos cadastros é de chaves aleatórias, que permitem receber transferências sem divulgar CPF, telefone ou e-mail.

Tipo de chaveChaves cadastradasParticipação
Aleatória526,8 milhões52,3%
Celular166,3 milhões16,5%
CPF153,9 milhões15,4%
E-mail144,6 milhões14,3%

Quantas chaves Pix cada pessoa pode ter?

Pessoas físicas podem cadastrar até cinco chaves por conta, e empresas podem registrar até 20. Cada chave só pode estar vinculada a uma conta por vez. O cadastro e o gerenciamento são feitos pelo aplicativo ou pelo internet banking da instituição financeira.

A chave não é obrigatória. Também é possível transferir usando os dados bancários do destinatário, ou pagar por QR Code. A chave é só um atalho que evita digitar agência e conta.

O que o Pix movimentou em setembro

O avanço no número de chaves acompanha o uso do Pix em transferências e pagamentos do dia a dia. Em setembro, o Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), do Banco Central, processou 7,1 bilhões de transações, movimentando cerca de R$ 3,2 trilhões. Transações entre clientes do mesmo banco podem ser liquidadas internamente, sem passar pelo SPI, então o uso real do Pix é maior do que esse número.

Como se proteger de fraude ao usar a chave

A chave aleatória permite receber valores sem expor dados pessoais, mas a Agência Brasil lembra que o usuário deve conferir a identidade do destinatário antes de confirmar qualquer transferência. O app mostra o nome do titular antes do envio, e é nessa tela que muita fraude é barrada.

Em novembro de 2025, o Banco Central informou que estudava mecanismos para permitir o bloqueio da criação de novas chaves não autorizadas, como medida adicional contra fraudes. Até a publicação da Agência Brasil, não havia novidade sobre esse mecanismo.

Para o morador do DF, vale revisar as chaves no aplicativo do banco e apagar as que não usa mais. Se cair em golpe, o SouBrasília explica como identificar o golpe do falso funcionário do banco, um dos mais usados com Pix. E, se o banco marcar uma transação como suspeita, o BC deu prazo para revisão, como o portal mostrou em Pix: BC dá 7 dias ao banco para revisar marcação de fraude.

Fonte: Agência Brasil, com dados do Banco Central.

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