dom, 18 out
Economia

FMI projeta Brasil como 8ª maior economia em 2027, com PIB de US$ 2,8 tri

Relatório do FMI põe o Brasil em 8º no ranking de PIB em 2027, à frente de Itália e Rússia, mas reduz a projeção de crescimento para 2,2% em 2026 e 1,9% em 2027.

Por Redação Sou Brasília 3 min de leitura
Tráfego de carros no Eixo Monumental, em Brasília, ao anoitecer, com o Congresso Nacional ao fundo
Foto: Roberto Castro/MTur (domínio público)
Neste texto3 tópicos
  1. Como fica o ranking das maiores economias em 2027?
  2. Subir no ranking significa que a economia vai crescer mais?
  3. Como a projeção se compara à do governo e à do mercado?

O Brasil deve voltar ao posto de oitava maior economia do mundo em 2027, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). A projeção consta do relatório Perspectivas da Economia Mundial, divulgado na segunda-feira (12), e coloca o país à frente de Itália e Rússia, com PIB de cerca de US$ 2,8 trilhões, ou R$ 14,65 trilhões, de acordo com a Agência Brasil.

Em 2026, o país termina o ano na décima posição, com PIB de US$ 2,655 trilhões. A última vez que o Brasil ficou em oitavo lugar foi em 2017, e a estimativa do FMI mantém essa posição até 2031, último ano projetado.

Como fica o ranking das maiores economias em 2027?

Os Estados Unidos continuam na liderança, seguidos da China. A Índia sobe do sexto para o quarto lugar e deve tomar o terceiro posto da Alemanha em 2031, segundo a mesma projeção. A lista completa do FMI, repassada pela Agência Brasil:

PosiçãoPaísPIB projetado para 2027
1ºEstados UnidosUS$ 34,44 trilhões
2ºChinaUS$ 22,94 trilhões
3ºAlemanhaUS$ 5,66 trilhões
4ºÍndiaUS$ 4,52 trilhões
5ºReino UnidoUS$ 4,49 trilhões
6ºJapãoUS$ 4,47 trilhões
7ºFrançaUS$ 3,65 trilhões
8ºBrasilUS$ 2,80 trilhões
9ºItáliaUS$ 2,77 trilhões
10ºRússiaUS$ 2,68 trilhões

Alguns veículos, como Exame e IstoÉ Dinheiro, citam US$ 2,79 trilhões para o Brasil; a Agência Brasil informa US$ 2,80 trilhões. Em qualquer dos casos, a vantagem sobre a Itália é de cerca de US$ 30 bilhões, margem estreita para uma projeção de longo prazo.

Subir no ranking significa que a economia vai crescer mais?

Não necessariamente. O ranking mede o tamanho do PIB em dólares, e esse valor depende do câmbio. Mudança no real frente ao dólar pode alterar a posição do país sem que a produção cresça mais ou menos.

O próprio relatório do FMI traz uma revisão para baixo no ritmo de crescimento. A instituição projeta alta de 2,2% do PIB brasileiro em 2026, abaixo dos 2,4% do relatório de julho. Para 2027, a estimativa caiu de 2,2% para 1,9%. A Agência Brasil informa que os técnicos do Fundo atribuem a desaceleração aos juros ainda restritivos, à retirada de estímulos fiscais e às incertezas internacionais.

Como a projeção se compara à do governo e à do mercado?

O FMI está acima das demais estimativas citadas pela Agência Brasil. O Boletim Macrofiscal da Fazenda, de setembro, projeta 2,0% para 2026. O Focus, pesquisa do Banco Central com instituições financeiras, prevê 1,85% neste ano e 1,40% em 2027, como mostramos na cobertura do Focus de 13 de outubro.

Na inflação, o Fundo espera IPCA de 4,4% em 2026 e 4,1% em 2027. Já o mercado, no Focus, estima 5,22% para este ano, acima do teto da meta de 4,5%.

A Selic está em 13,75% ao ano, depois de ter partido de 15% em março. Em julho, o Fundo tinha elevado a projeção de PIB do país, como o SouBrasília noticiou em FMI eleva PIB brasileiro para 2,4% em 2026; a revisão de outubro corrige esse número para baixo.

A próxima edição completa do relatório do FMI sai em abril de 2027. Até lá, o Focus de cada segunda-feira mostra se o mercado se aproxima ou se afasta da previsão do Fundo.

Fontes: Agência Brasil, Exame, IstoÉ Dinheiro e Banco Central do Brasil.

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