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Economia

Focus eleva inflação de 2026 a 5,22% e vê Selic em 13,25% no fim do ano

O mercado elevou a projeção do IPCA de 2026 de 5,01% para 5,22%, acima do teto da meta. Veja Selic, PIB e dólar e o que muda para o bolso.

Por Redação Sou Brasília 3 min de leitura
Edifício-sede do Banco Central do Brasil em Brasília
Foto: Banco Central do Brasil/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
Neste texto4 tópicos
  1. O que o Focus mudou nesta semana
  2. Selic: quanto está hoje e para onde vai
  3. O que isso significa para o bolso no DF
  4. Como funciona a meta de inflação

O mercado financeiro passou a esperar inflação de 5,22% em 2026, acima dos 5,01% da semana anterior, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira (13). É a quarta alta seguida da projeção para o IPCA, a inflação oficial, e o número segue acima do teto da meta, de 4,5%.

O que o Focus mudou nesta semana

IndicadorSemana passadaFocus de 13/10
IPCA 20265,01%5,22%
IPCA 20274,30%4,30% (mantido)
PIB 20261,85%1,85% (mantido)
Selic no fim de 202613,50%13,25%
Dólar no fim de 2026R$ 5,20R$ 5,15

Para 2027, o mercado manteve a Selic em 12% ao ano e o PIB em 1,40%. Em 2028, a inflação recuou de 3,80% para 3,79% e o dólar ficou em R$ 5,30.

Selic: quanto está hoje e para onde vai

A taxa básica de juros está em 13,75% ao ano. Os economistas ouvidos pelo BC esperam que ela feche 2026 em 13,25%, meio ponto percentual abaixo do que previam uma semana antes. A leitura do mercado é de cortes que continuam, mas com a inflação mais alta como obstáculo. Na ata de 22 de setembro, o Copom avaliou que os efeitos dos juros elevados sobre crédito e demanda vão se acumulando, mas ressaltou que as expectativas de inflação seguem acima da meta.

Dois dias depois da ata, o Relatório de Política Monetária reduziu de 2% para 1,8% a projeção oficial de crescimento da economia em 2026 e reiterou que a inflação deve terminar o próximo ano acima da meta, apesar da desaceleração dos preços nos últimos meses.

O que isso significa para o bolso no DF

  • Financiamento e cartão: com Selic ainda acima de 13%, o crédito segue caro. A previsão de queda gradual não muda o custo do parcelamento de hoje.
  • Reajustes: contratos corrigidos pelo IPCA, como aluguéis em muitos casos, tendem a acompanhar a inflação de 12 meses, que o mercado vê perto de 5,2% no fim do ano.
  • Poupança e renda fixa: investimentos atrelados à Selic continuam rendendo bem acima da inflação projetada; a diferença entre os dois é o chamado juro real.
  • Dólar: a projeção de R$ 5,15 para dezembro é um pouco menor, o que alivia, em tese, preços de importados.

Como funciona a meta de inflação

A meta contínua definida pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O teto, portanto, é 4,5%. A projeção de 5,22% para este ano fica 0,72 ponto percentual acima dele. O Focus é uma pesquisa semanal do Banco Central com instituições financeiras e não é a inflação medida: o IPCA efetivo é calculado pelo IBGE.

Na semana anterior, o mesmo boletim já tinha registrado alta: veja a leitura do Focus de 5 de outubro. O BC publica o boletim e as atas do Copom no portal bcb.gov.br.

Fonte: Agência Brasil, 13/10/2026, com dados do Boletim Focus do Banco Central.

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