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Economia

GDF arrecadou 72% da receita corrente prevista até agosto e empenhou R$ 31 bilhões

Técnicos do governo mostraram à CLDF que o GDF alcançou 71,85% da receita corrente prevista e empenhou R$ 31 bi de R$ 47,6 bi autorizados.

Por Redação Sou Brasília 3 min de leitura
Vista aérea noturna do edifício-sede da Câmara Legislativa do Distrito Federal, com iluminação colorida na fachada
Foto: Agência Câmara Legislativa do DF/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
Neste texto4 tópicos
  1. Quanto o GDF arrecadou e gastou até agosto?
  2. O que o governo diz sobre o déficit herdado de 2025?
  3. Pessoal e educação estão dentro dos limites?
  4. O que falta para fechar o ano?

O GDF arrecadou R$ 28 bilhões em receitas correntes até agosto, 71,85% da meta de R$ 39 bilhões para 2026, e empenhou R$ 31 bilhões dos R$ 47,6 bilhões autorizados. Técnicos do governo apresentaram os números à Câmara Legislativa nesta quinta-feira (15).

A audiência pública foi da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) e comparou a execução dos dois primeiros quadrimestres com o que as leis orçamentárias previam, segundo a Agência CLDF.

Quanto o GDF arrecadou e gastou até agosto?

A tabela reúne os números apresentados à comissão. Os percentuais são os informados na audiência.

IndicadorPrevisão para 2026Até agostoAlcance
Receitas correntesR$ 39 bilhõesR$ 28 bilhões71,85%
Receitas tributáriasR$ 25,4 bilhõesR$ 20,1 bilhões79,29%
Receitas de capitalR$ 726 milhõesR$ 1,1 bilhão163,16%
Despesa empenhadaR$ 47,6 bilhões (dotação)R$ 31 bilhões65,3%

Empenho é a etapa em que o governo reserva o dinheiro para uma despesa, antes de pagar. Os R$ 31 bilhões, portanto, mostram o que já foi comprometido, e não necessariamente o que saiu do caixa. Receitas correntes são as do dia a dia, como impostos, taxas e repasses. As de capital vêm de operações pontuais, como venda de bens e operações de crédito.

O ICMS sozinho responde por 46,2% de toda a arrecadação com impostos e taxas do GDF. É o mesmo tributo que muda o preço do etanol no DF em outubro.

As receitas de capital passaram da meta do ano inteiro. O presidente da CEOF, deputado Eduardo Pedrosa (União Brasil), atribuiu parte disso à venda de bens: de maio a agosto, a alienação de patrimônio rendeu cerca de R$ 1 bilhão a mais.

O que o governo diz sobre o déficit herdado de 2025?

O assessor especial de política fiscal da Secretaria de Economia, Luiz Barreto, afirmou que 2026 sofreu o peso dos resultados anteriores. "O DF, nos últimos dois anos, apresentou déficit. E esse déficit teve impacto em 2026", disse. Segundo ele, o governo entrou no ano com quase R$ 3 bilhões de déficit.

Por isso, a execução do orçamento precisa priorizar o que é relevante, como saúde e educação, de acordo com Barreto. Ele citou dois resultados primários, medidos por leis diferentes: superávit de R$ 1,8 bilhão pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e déficit de R$ 1,5 bilhão pela Lei Orçamentária Anual (LOA).

Pessoal e educação estão dentro dos limites?

  • Gasto com pessoal: 40,54% do orçamento até agosto, índice que Barreto classificou como dentro do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal.
  • Educação: a lei exige aplicar 25% ao fim do exercício, e o GDF está em 23%, conforme o assessor.
  • Investimentos: Pedrosa disse que o governo está perto de 50% do saldo de R$ 3,5 bilhões previsto para o ano.

Pedrosa avaliou que os números são positivos e que a arrecadação deve ter excesso no último quadrimestre. A previsão é do deputado, não do governo, e depende de como a receita se comportar de setembro a dezembro.

O que falta para fechar o ano?

Com base nos números apresentados, restam cerca de R$ 11 bilhões para o GDF alcançar a meta de receita corrente e R$ 16,6 bilhões de dotação ainda não empenhados. Essa conta é nossa, feita por subtração, e não consta do relatório.

Quem acompanha o orçamento do DF pode ver a íntegra da audiência no canal da TV Câmara Distrital no YouTube. O tema do orçamento já voltou à pauta da Casa em agosto, como mostra CLDF retoma sessões com orçamento e BRB na pauta. O fechamento do terceiro quadrimestre, com os números de dezembro, mostrará se a previsão de sobra de arrecadação se confirma.

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