GDF arrecadou 72% da receita corrente prevista até agosto e empenhou R$ 31 bilhões
Técnicos do governo mostraram à CLDF que o GDF alcançou 71,85% da receita corrente prevista e empenhou R$ 31 bi de R$ 47,6 bi autorizados.

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O GDF arrecadou R$ 28 bilhões em receitas correntes até agosto, 71,85% da meta de R$ 39 bilhões para 2026, e empenhou R$ 31 bilhões dos R$ 47,6 bilhões autorizados. Técnicos do governo apresentaram os números à Câmara Legislativa nesta quinta-feira (15).
A audiência pública foi da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) e comparou a execução dos dois primeiros quadrimestres com o que as leis orçamentárias previam, segundo a Agência CLDF.
Quanto o GDF arrecadou e gastou até agosto?
A tabela reúne os números apresentados à comissão. Os percentuais são os informados na audiência.
| Indicador | Previsão para 2026 | Até agosto | Alcance |
|---|---|---|---|
| Receitas correntes | R$ 39 bilhões | R$ 28 bilhões | 71,85% |
| Receitas tributárias | R$ 25,4 bilhões | R$ 20,1 bilhões | 79,29% |
| Receitas de capital | R$ 726 milhões | R$ 1,1 bilhão | 163,16% |
| Despesa empenhada | R$ 47,6 bilhões (dotação) | R$ 31 bilhões | 65,3% |
Empenho é a etapa em que o governo reserva o dinheiro para uma despesa, antes de pagar. Os R$ 31 bilhões, portanto, mostram o que já foi comprometido, e não necessariamente o que saiu do caixa. Receitas correntes são as do dia a dia, como impostos, taxas e repasses. As de capital vêm de operações pontuais, como venda de bens e operações de crédito.
O ICMS sozinho responde por 46,2% de toda a arrecadação com impostos e taxas do GDF. É o mesmo tributo que muda o preço do etanol no DF em outubro.
As receitas de capital passaram da meta do ano inteiro. O presidente da CEOF, deputado Eduardo Pedrosa (União Brasil), atribuiu parte disso à venda de bens: de maio a agosto, a alienação de patrimônio rendeu cerca de R$ 1 bilhão a mais.
O que o governo diz sobre o déficit herdado de 2025?
O assessor especial de política fiscal da Secretaria de Economia, Luiz Barreto, afirmou que 2026 sofreu o peso dos resultados anteriores. "O DF, nos últimos dois anos, apresentou déficit. E esse déficit teve impacto em 2026", disse. Segundo ele, o governo entrou no ano com quase R$ 3 bilhões de déficit.
Por isso, a execução do orçamento precisa priorizar o que é relevante, como saúde e educação, de acordo com Barreto. Ele citou dois resultados primários, medidos por leis diferentes: superávit de R$ 1,8 bilhão pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e déficit de R$ 1,5 bilhão pela Lei Orçamentária Anual (LOA).
Pessoal e educação estão dentro dos limites?
- Gasto com pessoal: 40,54% do orçamento até agosto, índice que Barreto classificou como dentro do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal.
- Educação: a lei exige aplicar 25% ao fim do exercício, e o GDF está em 23%, conforme o assessor.
- Investimentos: Pedrosa disse que o governo está perto de 50% do saldo de R$ 3,5 bilhões previsto para o ano.
Pedrosa avaliou que os números são positivos e que a arrecadação deve ter excesso no último quadrimestre. A previsão é do deputado, não do governo, e depende de como a receita se comportar de setembro a dezembro.
O que falta para fechar o ano?
Com base nos números apresentados, restam cerca de R$ 11 bilhões para o GDF alcançar a meta de receita corrente e R$ 16,6 bilhões de dotação ainda não empenhados. Essa conta é nossa, feita por subtração, e não consta do relatório.
Quem acompanha o orçamento do DF pode ver a íntegra da audiência no canal da TV Câmara Distrital no YouTube. O tema do orçamento já voltou à pauta da Casa em agosto, como mostra CLDF retoma sessões com orçamento e BRB na pauta. O fechamento do terceiro quadrimestre, com os números de dezembro, mostrará se a previsão de sobra de arrecadação se confirma.





