Orçamento do DF para 2027 é de R$ 80,1 bilhões; saúde recebe R$ 16,84 bi e educação R$ 17,78 bi
PLOA 2027 prevê R$ 80,1 bilhões, alta de 7,7% no Tesouro e FCDF, e investimentos 38% maiores. Projeto segue para emendas na CEOF.

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O Governo do Distrito Federal projeta um orçamento de R$ 80,1 bilhões para 2027, com R$ 16,84 bilhões para a saúde e R$ 17,78 bilhões para a educação. Os números constam do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PL nº 2.487/2026), apresentado na quarta-feira, 4, à Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) da Câmara Legislativa, segundo a Agência CLDF.
“Conseguimos partir para o ano que vem, pelo menos em nível de projeto de lei, com déficit zerado na Previdência”, disse o subsecretário de Orçamento Público da Secretaria de Economia, João Felipe Barros, na audiência pública.
Como se divide o orçamento de 2027
Do total de R$ 80,1 bilhões, R$ 78,1 bilhões vêm do Tesouro Distrital e do Fundo Constitucional do DF (FCDF) somados. A diferença corresponde aos investimentos das estatais não dependentes, cerca de R$ 1,9 bilhão. A apresentação traz valores arredondados, por isso as parcelas não fecham exatamente com o total.
| Item | Valor previsto para 2027 |
|---|---|
| Orçamento total do DF | R$ 80,1 bilhões |
| Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social | R$ 48 bilhões |
| Fundo Constitucional do DF (FCDF) | R$ 30,3 bilhões |
| Estatais não dependentes (investimentos) | cerca de R$ 1,9 bilhão |
| Saúde | R$ 16,84 bilhões |
| Educação | R$ 17,78 bilhões |
| Investimentos do Tesouro Distrital | R$ 2,67 bilhões |
| Investimentos com recursos do FCDF incluídos | R$ 3,03 bilhões |
O conjunto de Tesouro e FCDF cresce 7,7% sobre a Lei Orçamentária de 2026, um acréscimo de R$ 5,57 bilhões, informou a Secretaria de Economia.
Dois cálculos do SouBrasília a partir desses números: o FCDF, que a União repassa ao DF, representa cerca de 39% do conjunto de Tesouro e FCDF (R$ 30,3 bilhões de R$ 78,1 bilhões). E o crescimento de 7,7%, equivalente a R$ 5,57 bilhões, indica uma base de aproximadamente R$ 72,5 bilhões na Lei Orçamentária de 2026. Os dois valores aparecem arredondados na origem.
Quanto vai para saúde, educação e obras
Somadas, saúde e educação ficam com cerca de R$ 34,6 bilhões, o equivalente a 43% do orçamento total, pelo cálculo do SouBrasília sobre os valores apresentados. A Secretaria de Economia afirmou que as duas áreas crescem em relação a 2026 e que a proposta cumpre os percentuais mínimos exigidos pela Constituição e pela legislação.
Os investimentos pagos pelo Tesouro chegam a R$ 2,67 bilhões, alta de 38% sobre o orçamento aprovado para 2026. Com o FCDF, o volume sobe a R$ 3,03 bilhões, crescimento de 41,4%. De acordo com a apresentação, o reforço atende saúde, educação, segurança pública, mobilidade urbana e infraestrutura, com mais recursos para obras e compra de equipamentos.
Barros também descreveu a diretriz que recebeu da gestão: “fazer um orçamento mais equilibrado, mais ajustado”. O presidente da CEOF, deputado Eduardo Pedrosa (União Brasil), avaliou que a explicação “foi boa” e deu “uma noção geral” do orçamento de 2027. Ele lembrou que a comissão recebe muitos pedidos de investimento e de nomeação de servidores.
O que acontece com o projeto agora
O PLOA segue para análise da CEOF, etapa em que os deputados distritais podem apresentar emendas antes da votação em plenário. A própria Câmara Legislativa já definiu a sua parte: a Mesa Diretora aprovou o orçamento do Legislativo para 2027, de R$ 1,2 bilhão, e o ato autoriza minutas de emenda ao mesmo PLOA.
A legislatura que começa em 2027 terá os 24 deputados distritais eleitos em outubro. A íntegra da audiência está no canal da TV Câmara Distrital no YouTube, e a cobertura fotográfica, no Flickr da Agência CLDF. As emendas ao projeto podem ser acompanhadas na página de projetos da CLDF, pelo número 2.487/2026.






