Pedágio free flow: como consultar e pagar a tarifa pelo app da CNH

agosto 25, 2026
Vista aérea de trevo rodoviário com veículos em movimento

O free flow é o pedágio sem cancela. Pórticos instalados sobre a pista identificam o veículo pela placa ou por tag e registram a passagem sem que o motorista precise parar ou reduzir. A cobrança vem depois, e a tarifa precisa ser paga em até 30 dias contados do processamento do registro.

Desde segunda-feira, 24 de agosto de 2026, dá para conferir essas passagens no aplicativo CNH do Brasil. O Ministério dos Transportes informou que a consulta reúne a data do registro, a identificação da concessionária responsável, a situação da tarifa e o acesso ao canal indicado para pagamento.

É a resposta a um problema prático: até agora, quem passava por um pórtico não tinha um lugar único para conferir se havia cobrança pendente e onde pagar.

Passo a passo da consulta

O acesso é feito pelo aplicativo, com login na conta gov.br. O usuário localiza o veículo na lista, abre a área de pedágio eletrônico e vê os deslocamentos já processados, com o canal indicado para regularizar o que estiver em aberto.

  • Baixar o aplicativo CNH do Brasil
  • Entrar com a conta gov.br
  • Abrir a seção de veículos
  • Selecionar o veículo
  • Acessar a área de pedágio eletrônico
  • Identificar a concessionária e o canal de pagamento

Um ponto merece atenção: o pagamento não é feito dentro do aplicativo. O app concentra as informações e direciona o motorista ao canal disponibilizado pela concessionária responsável pelo trecho. Quem quiser dados mais detalhados encontra no Portal Senatran. Empresas consultam exclusivamente por lá.

O que acontece se a tarifa não for paga

Não pagar a passagem no free flow é infração de trânsito. O artigo 209-A do Código de Trânsito Brasileiro, incluído pela Lei 14.157/2021, trata do caso de forma direta.

“Evadir-se da cobrança pelo uso de rodovias e vias urbanas para não efetuar o seu pagamento, ou deixar de efetuá-lo na forma estabelecida: Infração grave; Penalidade multa”

Infração grave custa R$ 195,23 e vale cinco pontos no prontuário do condutor, conforme os artigos 258 e 259 do mesmo código. O valor da multa é várias vezes maior que o da tarifa que ficou em aberto.

A janela que fecha em 16 de novembro

Existe hoje um período excepcional de transição, aberto em 29 de abril e válido até 16 de novembro de 2026, definido pela Resolução Contran nº 1.028. Nessa janela não há lavratura de autos de infração, não há notificação de penalidade e não há atribuição de pontos ao prontuário do condutor. Os prazos processuais correspondentes ficam suspensos.

A partir de 17 de novembro, volta a valer integralmente a sistemática ordinária do free flow, e tarifas em aberto voltam a sujeitar o motorista às penalidades do CTB. Quem passou por um pórtico neste ano e não sabe se pagou tem, portanto, uma janela definida para regularizar sem multa.

O efeito da transição já aparece nos números do próprio ministério: 1.324.797 multas foram canceladas desde o início do período, após a regularização dos débitos correspondentes.

O alcance da mudança

O aplicativo CNH do Brasil reúne 81.448.022 usuários, segundo o Ministério dos Transportes. O país tem 89.739.864 carteiras de habilitação emitidas, das quais 62.319.766 estão em formato digital.

A consulta vale para passagens em pórticos de free flow integrados ao ambiente nacional da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), o que inclui rodovias federais e estaduais que já operam o sistema.

Para o motorista do Distrito Federal, a função importa principalmente em viagem. Os trechos com cobrança sem cancela estão em rodovias concedidas de outros estados, e a passagem por um pórtico durante uma viagem de fim de semana é justamente o tipo de cobrança que costuma passar despercebida até virar débito.

Quem ainda não usa a versão digital do documento encontra o caminho de emissão no passo a passo da CNH digital pelo Detran-DF. O mesmo aplicativo que guarda a habilitação agora concentra também o histórico de pedágio eletrônico.

Quem encontrar no extrato uma passagem que não reconhece deve tratar o caso diretamente com a concessionária identificada na tela, que é quem opera o pórtico e emite a cobrança. Placa clonada, veículo já vendido sem transferência concluída e erro de leitura são as hipóteses que costumam gerar registro indevido, e todas exigem contestação formal junto à empresa responsável pelo trecho.

Perguntas frequentes

O que é o pedágio free flow? É a cobrança eletrônica sem praça de pedágio e sem cancela. O pórtico sobre a pista lê a placa ou a tag do veículo em movimento e gera a tarifa, que o motorista paga depois pelo canal da concessionária.

Como pagar o pedágio free flow? Consultando a passagem no app CNH do Brasil ou no Portal Senatran e seguindo para o canal indicado pela concessionária responsável pelo trecho. O prazo é de 30 dias após o processamento do registro.

Preciso de tag para passar pelo free flow? Não. O pórtico identifica o veículo pela placa quando não há tag instalada, e a cobrança é gerada do mesmo jeito. A tag apenas antecipa o débito e costuma dar direito a desconto no valor da tarifa.

Dá para pagar dentro do aplicativo? Não. O CNH do Brasil mostra o registro e indica o canal da concessionária, onde o pagamento é efetivamente feito.

E se eu vendi o carro? A cobrança segue a placa. Se a transferência não foi concluída, o registro continua vinculado ao antigo proprietário, o que torna a regularização do documento parte da solução.

A recomendação prática é conferir o extrato antes de 16 de novembro. Depois dessa data, a cobrança em aberto deixa de ser apenas uma tarifa e passa a caminhar para auto de infração.

Faz parte da rede de portais NYX · Distrito News — noticias do Distrito Federal