sáb, 17 out
Saúde

A cada 72 segundos, um brasileiro morre por doença cardiovascular, mostra Cardiômetro da SBC

Hub da SBC mostra 318.945 mortes por doença cardiovascular em 2026 e projeta 462.573 em 2030 se a tendência se mantiver.

Por Redação Sou Brasília 3 min de leitura
Estetoscópio amarelo ao lado de um coração vermelho de enfeite sobre fundo rosa, em imagem ilustrativa
Foto: Kaboompics/Pexels (imagem ilustrativa)
Neste texto4 tópicos
  1. O que é o novo Hub de Doenças Cardiovasculares?
  2. Os números estão melhorando?
  3. O que reduz o risco?
  4. Quando chamar o socorro?

Uma pessoa morre por doença cardiovascular no Brasil a cada 72 segundos, segundo o Cardiômetro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Até 16 de outubro, o contador somava 318.945 mortes em 2026, média de 1.194 por dia, ou cerca de 50 por hora.

O que é o novo Hub de Doenças Cardiovasculares?

O Cardiômetro agora integra o Hub de Doenças Cardiovasculares, plataforma que a SBC lançou com a World Heart Federation na abertura do 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, no Rio de Janeiro. A ferramenta usa dados de mortalidade do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, e estimativas do estudo Global Burden of Disease 2023.

O site permite consultar números absolutos, taxas e séries históricas de 2000 a 2024, com recortes por estado, sexo e faixa etária. A SBC não destacou dados do Distrito Federal na divulgação, mas a consulta por unidade da federação está disponível na plataforma, no portal da SBC.

Os números estão melhorando?

Em parte. A taxa de mortalidade cardiovascular caiu de 306,4 por 100 mil habitantes em 2000 para 195 por 100 mil em 2024, redução de 36%. Mesmo assim, o número de mortes cresce com o envelhecimento da população.

IndicadorValor
Mortes em 2026 até 16 de outubro318.945
Mortes em 2024417.550
Projeção para 2030, se a tendência se mantiver462.573 (alta de 10,8%)
Taxa de mortalidade em 2024195 por 100 mil habitantes
Estado com maior taxa na plataformaAlagoas, 245,5 por 100 mil

Depois de Alagoas aparecem o Amapá (225,1 por 100 mil) e Mato Grosso do Sul (220,4). O coordenador da plataforma, o cardiologista Antonio Luiz Pinho Ribeiro, faz uma ressalva: a projeção para 2030 é um cenário provável e não uma sentença. Ela muda se houver menos fatores de risco, mais acesso a diagnóstico e tratamento e políticas de prevenção.

O que reduz o risco?

A SBC aponta cinco frentes que derrubaram a taxa nas últimas duas décadas e que ainda têm espaço para avançar:

  • controle da hipertensão e do diabetes;
  • redução do tabagismo;
  • combate à obesidade e ao sedentarismo;
  • atendimento rápido de infarto;
  • atendimento rápido de acidente vascular cerebral (AVC).

Quando chamar o socorro?

Dor forte no peito, falta de ar repentina, fraqueza num lado do corpo, boca torta ou dificuldade para falar pedem socorro imediato. No DF, o telefone do Samu é 192. Quanto mais cedo o atendimento, maior a chance de evitar sequelas. Para quem quer entender como a rede pública se organiza, a matéria sobre o protocolo de urgência cardiovascular no SUS explica o que mudou na lei, e o texto sobre risco cardiovascular em mulheres traz outro dado da SBC.

O próximo passo é conferir a plataforma da SBC, que atualiza o Cardiômetro em tempo real, e levar os números ao consultório: pressão, glicemia e colesterol em dia são o ponto de partida.

Informações conferidas em 17/10/2026 na divulgação da SBC, publicada pela Agência Brasil.

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