dom, 25 out

Desenrola 3.0: bancos têm 5 dias úteis para ofertar dívidas; leilão é em novembro

O edital do Desenrola 3.0 deu cinco dias úteis para bancos e fundos ofertarem dívidas. O consumidor ainda não precisa procurar o banco.

Por Redação Sou Brasília 3 min de leitura
Casal confere contas e papéis à mesa da cozinha, com notebook e calculadora; imagem ilustrativa
Foto: Mikhail Nilov/Pexels (ilustrativa)
Neste texto4 tópicos
  1. O que acontece nos cinco dias úteis?
  2. Quanto o governo pode gastar?
  3. Que dívidas entram no Desenrola 3.0?
  4. E o consumidor, o que faz agora?

Bancos e fundos têm cinco dias úteis para dizer ao governo quais dívidas querem vender no Desenrola 3.0. O consumidor ainda não precisa procurar o banco, e o leilão está previsto para novembro.

O edital que abre a primeira etapa do programa saiu no Diário Oficial da União, em edição extraordinária, na quinta-feira (22). O leilão pode ser adiado para o início de dezembro, segundo a Agência Brasil. O guia sobre quem entra no programa está na reportagem Desenrola 3.0: o que o consumidor precisa saber antes do edital e do leilão. Aqui está o que o edital muda.

O que acontece nos cinco dias úteis?

O chamamento é voltado a bancos, instituições financeiras e fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs). Nessa fase, os credores informam o volume de débitos elegíveis que pretendem oferecer. O governo usa os números para medir o interesse do mercado e separar as dívidas por faixa de renda. Não é uma convocação para o devedor renegociar.

EtapaO que ocorrePrazo informado
ChamamentoPublicação do edital para os credores manifestarem interessePortaria de 22/10
CarteirasBancos e fundos informam as dívidas que querem oferecer5 dias úteis
Definição do leilãoGoverno analisa o volume e separa por faixa de rendaSem data divulgada
LeilãoUnião compra as carteirasNovembro, podendo ir ao início de dezembro
RenegociaçãoDevedor negocia a dívida com o desconto obtidoRegras ainda dependem do CMN

Quanto o governo pode gastar?

Na quarta-feira (21), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, estimou em R$ 90 bilhões o volume de dívidas antigas que podem ser apresentadas. O programa exige desconto mínimo de 90% sobre o valor da dívida. Se a União comprasse tudo, pagaria no máximo 10%: R$ 9 bilhões.

O governo não é obrigado a comprar todas as carteiras. A ideia é fixar um orçamento para o leilão e fazer os credores concorrerem entre si, o que pode elevar o desconto. Conforme as carteiras recebidas, a pasta pode pedir 93% a 95%. No lançamento do programa, a estimativa era de até R$ 150 bilhões em dívidas elegíveis, com gasto de cerca de R$ 15 bilhões.

Que dívidas entram no Desenrola 3.0?

  • dívidas de até R$ 10 mil, pelo valor original;
  • atrasos de 720 a 1.645 dias, de uns dois anos a quatro anos e meio;
  • cartão de crédito, rotativo ou parcelado, e crédito pessoal sem consignação em folha;
  • pessoas físicas e microempreendedores individuais (MEIs), conforme as regras do programa.

O programa nasceu de medida provisória assinada em setembro. Para saber qual dívida parada entra, leia também Desenrola 3.0: entra a dívida parada entre março de 2022 e outubro de 2024, e não há inscrição.

E o consumidor, o que faz agora?

Nada, por enquanto. O governo ainda vai divulgar as regras e o caminho para acessar as renegociações. Depois do leilão, o devedor poderá quitar a dívida à vista ou parcelar, e o parcelamento terá juros. Prazos, taxas e condições dependem de definições do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Segundo o ministro, o governo quer montar o leilão de modo a favorecer devedores de menor renda e MEIs. Se o volume de dívidas de baixa renda for menor que o previsto, a União poderá comprar mais dívidas de renda alta.

Desconfie de mensagem que prometa "liberar" o Desenrola mediante pagamento ou envio de dados: não há inscrição nessa etapa, e o golpe com o nome do programa já circula nas redes. O acompanhamento oficial é feito pelo Ministério da Fazenda e pelo Diário Oficial da União, e a próxima definição esperada é a data do leilão, que o governo disse estar prevista para novembro e que pode ficar para o início de dezembro. Quando houver regra para o consumidor, o SouBrasília atualiza este guia.

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