Federação PT, PV e PCdoB lança Leandro Grass ao GDF com Dora Gomes

agosto 6, 2026
Fachada do edifício da Câmara Legislativa do Distrito Federal, em Brasília, sob céu azul

A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, oficializou nesta quarta-feira (5/8) a candidatura do ex-deputado federal Leandro Grass (PT) ao Governo do Distrito Federal, com a deputada distrital Dora Gomes (PV) como vice. A convenção foi realizada na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).

No mesmo ato, a deputada federal Erika Kokay (PT) foi confirmada candidata a uma das duas vagas do DF no Senado. O PDT anunciou apoio à chapa, ampliando a base que sustenta a candidatura do campo governista à sucessão no Buriti.

O que foi definido na convenção

Além dos nomes majoritários, a federação registrou a chapa proporcional que disputará as duas casas legislativas. Segundo o Correio Braziliense, são nove candidatos a deputado federal e 24 a deputado distrital, total de 33 nomes.

  • Governo do DF: Leandro Grass (PT).
  • Vice-governadora: Dora Gomes (PV).
  • Senado: Erika Kokay (PT).
  • Chapa proporcional: nove candidatos à Câmara dos Deputados e 24 à CLDF.
  • Partidos da federação: PT, PV e PCdoB.

Entre os candidatos a deputado federal estão o ex-governador Agnelo Queiroz, Marcia Abrahão, Rosilene Corrêa, Policarpo, Marivaldo, Ruth Venceremos e Vanessa É o Bicho, pelo PT, e Juliana Tigrados e Professor Reginaldo Veras, pelo PV.

O apoio do PDT e a conta do palanque

O anúncio do apoio do PDT foi feito pela senadora Leila Barros, que disputa a reeleição pelo partido. Com a adesão, o arco de sustentação da candidatura de Grass passa a reunir seis partidos, entre eles PT, PV, PCdoB, PDT e Rede, segundo o Metrópoles.

O tamanho da coligação importa por dois motivos concretos. O primeiro é o tempo de propaganda em rádio e televisão, distribuído conforme o desempenho dos partidos na eleição anterior para a Câmara dos Deputados. O segundo é o palanque: cada legenda leva ao ato eleitoral sua estrutura de campanha e seus candidatos proporcionais, que puxam voto para o topo da chapa.

Vai ser um desafio gigante, mas estou com sangue nos olhos.

A frase é de Leandro Grass, na convenção. Ele já disputou o GDF em 2022, quando ficou em segundo lugar com 26,25% dos votos válidos, atrás de Ibaneis Rocha (MDB), reeleito no primeiro turno com 50,30%.

O PSB ficou fora e Lula não compareceu

A convenção expôs a divisão que persiste no campo. O PSB mantém a candidatura própria de Ricardo Cappelli ao GDF e não aderiu à chapa. Grass afirmou que o partido seria bem-vindo caso decida se somar à aliança.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não participou do ato. Segundo o Poder360, a ausência foi calculada para não desagradar o PSB, que integra a base do governo federal e ainda negocia sua posição na disputa distrital.

A divisão tem efeito direto no cálculo eleitoral. Duas candidaturas que disputam o mesmo eleitorado repartem votos no primeiro turno, cenário que só se resolve em um eventual segundo turno, marcado para 25 de outubro. Nas contas de quem monta a chapa, o custo aparece antes disso, na negociação por tempo de televisão e por espaço nas agendas conjuntas de campanha.

Como fica o quadro no DF

A definição da chapa da federação fecha mais uma peça de um tabuleiro que já tem vários nomes postos. A governadora Celina Leão (PP), que assumiu o Buriti em 30 de março após a renúncia de Ibaneis Rocha, disputa a reeleição com Gustavo Rocha (Republicanos) como vice e lidera as pesquisas divulgadas até aqui. Também estão na corrida Paula Belmonte (PSDB), Kiko Caputo (Novo), Ricardo Cappelli (PSB), Rico Pinheiro (PRTB) e Elisson Ferreira (Agir), entre outros.

Do lado da federação, o desafio declarado é converter a soma de legendas em voto. Em 2022, o campo à esquerda chegou ao segundo lugar sem disputar segundo turno, e a fragmentação atual, com PSB em raia separada, divide palanque e tempo de propaganda em um eleitorado que já demonstrou preferência por candidaturas de centro-direita nas últimas duas eleições distritais.

O prazo das convenções partidárias se encerrou em 5 de agosto. O registro das candidaturas na Justiça Eleitoral vai até 15 de agosto, quando o quadro fica formalmente definido. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.

Leia também: a última pesquisa Correio/Opinião para o governo do DF.

Perguntas frequentes

Quem é o candidato da federação PT, PV e PCdoB ao GDF?

Leandro Grass (PT), oficializado em convenção realizada em 5 de agosto de 2026 na Câmara Legislativa do DF, com Dora Gomes (PV) como vice.

Quem a federação lançou ao Senado?

A deputada federal Erika Kokay (PT) foi confirmada candidata a uma das duas vagas do DF no Senado.

Quais partidos apoiam Leandro Grass?

PT, PV e PCdoB pela federação, além de PDT, Rede e PSOL, segundo o Metrópoles. O PSB mantém candidatura própria com Ricardo Cappelli.

Quando é o primeiro turno das eleições de 2026?

Em 4 de outubro de 2026. O registro de candidaturas na Justiça Eleitoral vai até 15 de agosto.

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