O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu aviso de ciclone bomba para o Rio Grande do Sul e para a faixa costeira de Santa Catarina, com validade desta quinta-feira (6) até sábado (8). A previsão é de rajadas de vento superiores a 60 km/h em terra e acima de 100 km/h sobre o Oceano Atlântico.
O fenômeno recebe esse nome quando a pressão atmosférica no centro do sistema cai 24 hectopascais ou mais em 24 horas. A queda rápida é o que diferencia o ciclone bomba de um ciclone extratropical comum, frequente no Sul do país durante o inverno.
Por que a pressão despenca tão rápido
A formação depende do encontro de duas massas de ar com temperaturas muito diferentes. O ar frio, mais denso, avança por baixo do ar quente e força a massa mais leve a subir, o que acelera a rotação do sistema e derruba a pressão no centro.
A explicação é do astrônomo Micael Cecchini, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP), em entrevista à Agência Brasil. Quanto maior o contraste térmico, mais intensa tende a ser a intensificação do ciclone.
A intensidade de um ciclone bomba não está no volume de chuva, e sim na velocidade com que o sistema se organiza. O vento é o principal risco.
Onde o aviso vale
O alerta do Inmet cobre o Rio Grande do Sul e a faixa litorânea catarinense. Em alto-mar, a navegação de pequeno porte é a mais exposta, porque o mar agitado se forma antes da chegada dos ventos mais fortes ao continente.
- Janela do aviso: de quinta-feira (6) a sábado (8) de agosto de 2026.
- Estados citados: Rio Grande do Sul e faixa costeira de Santa Catarina.
- Vento no oceano: acima de 100 km/h.
- Vento em terra: rajadas acima de 60 km/h.
- Órgão responsável: Instituto Nacional de Meteorologia.
O que fazer durante o alerta
Rajadas nessa faixa derrubam galhos, placas, telhas e postes, e são a principal causa de interrupção no fornecimento de energia. A orientação padrão da Defesa Civil é evitar abrigo debaixo de árvores e estruturas metálicas, desligar aparelhos elétricos da tomada e não estacionar veículos sob árvores ou próximo a fachadas com revestimento solto.
Em caso de ocorrência, o telefone da Defesa Civil é o 199 e o do Corpo de Bombeiros, o 193. Quem estiver no litoral deve evitar a orla e a prática de esportes náuticos enquanto o aviso estiver vigente.
O DF fica fora da faixa de risco
O aviso não alcança o Distrito Federal nem o Centro-Oeste. Agosto costuma ser o mês mais seco do calendário de Brasília, com umidade relativa do ar em níveis baixos e sem previsão de chuva significativa associada a esse sistema.
Ainda assim, ciclones que se formam no Sul influenciam a circulação atmosférica em boa parte do país e podem alterar a temperatura no Sudeste e no Centro-Oeste nos dias seguintes, com entrada de ar mais frio pela retaguarda do sistema.
Como acompanhar a evolução
O Inmet publica os avisos meteorológicos em seu portal, com classificação por cor conforme o grau de risco, e atualiza a previsão ao longo do dia. Os alertas indicam a área coberta, a validade e os riscos potenciais de cada evento.
A Defesa Civil de cada estado também emite comunicados próprios e envia mensagens de alerta por SMS para quem faz o cadastro pelo número 40199, informando o CEP da residência.
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Perguntas frequentes
O que é um ciclone bomba?
É um ciclone cuja pressão atmosférica central cai 24 hectopascais ou mais em 24 horas. A queda rápida intensifica os ventos e diferencia o fenômeno de um ciclone extratropical comum.
Quais estados estão sob aviso?
O aviso do Inmet vale para o Rio Grande do Sul e para a faixa costeira de Santa Catarina, entre 6 e 8 de agosto de 2026.
Qual a velocidade de vento prevista?
Rajadas superiores a 60 km/h em terra e ventos acima de 100 km/h sobre o Oceano Atlântico, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia.
O ciclone bomba atinge o Distrito Federal?
Não. O aviso cobre apenas o Sul do país. O DF pode sentir apenas variação de temperatura nos dias seguintes, com a entrada de ar mais frio.








