A cesta básica de alimentos em Brasília custa R$ 747,10, valor do levantamento mais recente do Dieese, referente a julho de 2026 e divulgado em 10 de agosto. O preço caiu 6,71% em relação a junho e consome 49,83% do salário mínimo líquido de quem ganha o piso nacional, de R$ 1.621.
- Valor em Brasília: R$ 747,10
- Mês de referência: julho de 2026, divulgado em 10 de agosto
- Variação no mês: queda de 6,71%
- Variação no ano: alta de 4,61%
- Variação em 12 meses: queda de 1,46%
- Peso no salário mínimo líquido: 49,83%
- Tempo de trabalho necessário: 101 horas e 24 minutos
O que ficou mais barato na cesta de Brasília
Dez dos 13 produtos que compõem a cesta pesquisada na capital ficaram mais baratos entre junho e julho. As quedas foram puxadas pelo tomate, com recuo de 38,94%, e pela batata, com 31,12%. Também caíram o açúcar cristal (3,29%), o café em pó (2,58%), o arroz agulhinha (1,77%), o feijão carioca (1,30%), a manteiga (0,98%), o pão francês (0,69%), a banana (0,35%) e a carne bovina de primeira (0,09%).
Três itens subiram no mês: leite integral (4,52%), óleo de soja (2,58%) e farinha de trigo (1,08%).
Na conta de 12 meses o quadro muda. O feijão carioca acumula alta de 57,74% em Brasília e a batata, de 37,35%. No mesmo período, o tomate caiu 34,68%, o açúcar cristal 22,83% e o café em pó 22,35%.
Quanto tempo de trabalho a cesta consome
Com o salário mínimo de R$ 1.621, o trabalhador de Brasília precisou de 101 horas e 24 minutos de trabalho em julho para comprar os itens da cesta. Em junho, eram 108 horas e 41 minutos. Em julho de 2025, quando o mínimo era de R$ 1.518, o esforço chegava a 109 horas e 53 minutos.
Como Brasília se compara às outras capitais
Brasília tem a 12ª cesta mais cara entre as 27 capitais pesquisadas. São Paulo lidera, com R$ 915,01, seguida por Cuiabá (R$ 881,27), Florianópolis (R$ 860,73) e Rio de Janeiro (R$ 855,37). Os menores valores aparecem em Aracaju (R$ 594,07), Maceió (R$ 618,60), Natal (R$ 631,51) e João Pessoa (R$ 644,04).
O preço recuou em 26 das 27 capitais em julho. As maiores quedas ficaram com Natal (7,95%), Maceió (7,87%), Belo Horizonte (7,44%), Palmas (7,38%) e Rio de Janeiro (7,12%), com Brasília logo em seguida. A única alta foi registrada em São Luís, de 0,30%.
Na comparação de 12 meses, Brasília é uma das cinco capitais em que a cesta ficou mais barata, com queda de 1,46%. No acumulado de janeiro a julho, todas as 27 capitais registram alta, e a do DF, de 4,61%, é a segunda menor do país, atrás apenas de Campo Grande, com 4,28%.
O salário mínimo necessário calculado pelo Dieese
A pesquisa também estima, a partir da cesta mais cara do país, qual deveria ser o salário mínimo capaz de cobrir as despesas de uma família de quatro pessoas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, como determina a Constituição.
Em julho de 2026, esse valor foi calculado em R$ 7.687,01, o equivalente a 4,74 vezes o mínimo em vigor. Em junho, a estimativa era de R$ 8.110,92, ou 5 vezes o piso. Em julho de 2025, com o mínimo de R$ 1.518, o cálculo apontava R$ 7.274,43.
Com o mínimo de R$ 1.621,00, o trabalhador brasileiro precisou de 98 horas e 16 minutos de trabalho, em média, para comprar a cesta básica em julho, contra 103 horas e 04 minutos em junho.
Como a pesquisa é feita e quando sai o próximo dado
A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos acompanha mensalmente os preços de 13 produtos básicos nas 27 capitais. É realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), acordo firmado em 2024 que ampliou a coleta de 17 para 27 cidades.
A divulgação é mensal e sai no mês seguinte ao da coleta. O boletim com os preços de julho foi publicado em 10 de agosto de 2026. O próximo, com os dados de agosto, sai em setembro.
Quem depende do orçamento apertado no DF encontra alternativas de alimentação subsidiada no Cartão Prato Cheio e no cardápio dos Restaurantes Comunitários. Veja também os dados sobre a inflação acumulada no Distrito Federal.
Perguntas frequentes
Quanto custa a cesta básica em Brasília?
A cesta básica de alimentos em Brasília custa R$ 747,10, segundo o levantamento mais recente do Dieese, referente a julho de 2026 e divulgado em 10 de agosto.
Quantas horas de trabalho a cesta básica consome no DF?
São 101 horas e 24 minutos de trabalho para quem recebe o salário mínimo de R$ 1.621, o equivalente a 49,83% do piso líquido.
O que entra na cesta básica do Dieese?
A pesquisa acompanha 13 produtos: carne bovina de primeira, leite integral, feijão carioca, arroz agulhinha, farinha de trigo, tomate, pão francês, café em pó, banana, açúcar cristal, óleo de soja, manteiga e batata, este último pesquisado nas capitais do Centro-Sul.
Qual é a capital com a cesta básica mais cara?
São Paulo, com R$ 915,01 em julho de 2026. A mais barata é Aracaju, com R$ 594,07. Brasília aparece na 12ª posição entre as 27 capitais.
Quando sai o próximo valor da cesta básica?
O Dieese divulga o levantamento mensalmente, no mês seguinte ao da coleta. Os dados de agosto de 2026 saem em setembro.








