sex, 30 out

Auxílio Reconstrução de R$ 1.680 é golpe, alerta o governo federal

O MIDR desmente a mensagem que promete R$ 1.680 de Auxílio Reconstrução por link. O benefício real é de R$ 7.300 e só sai por cadastro na prefeitura.

Por Redação Sou Brasília 3 min de leitura
Mãos seguram um celular com a tela clara, em foto de apoio sobre alerta de golpe por mensagem
Foto: Pexels (licença Pexels)
Neste texto3 tópicos
  1. O que o ministério diz sobre o golpe
  2. Como é o auxílio verdadeiro
  3. Como não cair

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) alertou nesta sexta-feira, 30, para uma mensagem falsa que circula em aplicativos de conversa e redes sociais e promete um "Auxílio Reconstrução 2026" de R$ 1.680. Segundo a pasta, o benefício não existe e o aviso não vem do governo federal.

A mensagem diz que o cidadão pode conferir se tem direito ao dinheiro por meio de um link e, em seguida, receber o valor. O ministério orienta a não abrir o endereço nem informar dados pessoais em páginas fora do canal oficial do auxílio, o Portal do Cidadão do benefício, mantido com a Dataprev.

O que o ministério diz sobre o golpe

A nota do MIDR afirma que não há um novo Auxílio Reconstrução no valor de R$ 1.680 e que as informações oficiais estão apenas no site do próprio benefício. A pasta pede que a população desconfie de qualquer mensagem que prometa pagamento mediante clique em link ou fornecimento de informações pessoais em páginas não oficiais.

A Agência Brasil, que divulgou o alerta na tarde desta sexta, descreve o Auxílio Reconstrução como um benefício financeiro pago em parcela única a famílias que perderam bens ou ficaram desabrigadas por desastres naturais reconhecidos pelo governo.

Como é o auxílio verdadeiro

O benefício que existe hoje é o Auxílio Reconstrução de Minas Gerais, instituído pela Medida Provisória nº 1.338, de 6 de março de 2026. O valor é de R$ 7.300, pago em parcela única, e não de R$ 1.680. Ele se destina a famílias que moram em áreas atingidas pelas enxurradas e deslizamentos de fevereiro de 2026 em Juiz de Fora e Ubá e que sofreram danos materiais ou perda de bens, conforme a página do serviço no portal gov.br.

O caminho oficial não passa por mensagem recebida no celular:

  1. A família faz o cadastro na prefeitura do município atingido.
  2. O responsável familiar entra no sistema do auxílio com a conta gov.br e confirma os dados.
  3. Depois da confirmação, o cadastro entra no próximo lote de pagamento. Os lotes seguem para a Caixa às terças e sextas-feiras, e o banco paga em até dois dias úteis.
  4. O dinheiro é creditado em conta ativa do responsável na Caixa. Quem não tem conta recebe uma conta digital aberta automaticamente no Caixa Tem.

Se houver erro no cadastro, o responsável deve cancelar a solicitação e procurar a prefeitura para refazê-lo. Dúvidas sobre o serviço podem ser tiradas no Disque Social, pelo 121, ou no chat do gov.br, opção 12 ("Auxílio Reconstrução MG").

Como não cair

O pagamento verdadeiro depende de cadastro feito pela prefeitura, não de consulta por link. Quem mora fora de Juiz de Fora e de Ubá e recebe a mensagem de R$ 1.680 está diante de uma promessa sem base legal. Quem a recebeu deve apagar a mensagem, não encaminhar a outros contatos e, se chegou a digitar CPF, senha ou dados bancários, trocar as senhas e avisar o banco.

No Distrito Federal, o golpe se soma a outros alertas recentes sobre benefícios falsos. O SouBrasília mostrou como o aviso falso de perdão de dívida do MEI chega pelo WhatsApp e como o INSS desmentiu o bloqueio por falta de biometria.

Fontes: nota do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, página do serviço no portal gov.br e Agência Brasil, consultadas em 30/10/2026.

Mais em Brasil

Ver todas

Mais lidas da semana

últimos 7 dias
Enviar no WhatsApp