A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou no domingo (2) que o acordo firmado no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o Banco de Brasília (BRB) está encaminhado e depende apenas da assinatura final. A declaração foi dada durante a convenção da Federação União Progressista.
“O BRB está em fase de recuperação, só falta apenas a assinatura do acordo que firmamos no Supremo”, disse a governadora.
O acordo envolve um consórcio com participação do Banco do Brasil e de outros bancos. Segundo Celina, a conclusão depende de etapas a cargo do Banco do Brasil, responsável por reunir a documentação das instituições participantes. Nenhum valor foi citado na declaração.
O que está em jogo para o banco público do DF
O BRB é o banco público do Distrito Federal e concentra a folha de pagamento do funcionalismo distrital, além de operar programas de crédito e a movimentação de recursos do governo local. A instituição atravessa reestruturação depois da exposição ao caso do Banco Master.
Na convenção, a governadora associou a solução do caso à preservação da previdência dos servidores e dos programas sociais bancados pela instituição, e criticou adversários que, segundo ela, exploram o tema politicamente.
“Os meus adversários são tão irresponsáveis que eles fazem campanha contra a nossa cidade”, afirmou.
Assembleia marcada para 24 de agosto
A próxima etapa formal já tem data. O banco convocou assembleia de acionistas para 24 de agosto, com pauta que inclui medidas judiciais contra ex-dirigentes ligados às operações sob apuração.
O calendário do banco e o do acordo no Supremo correm em paralelo. A assinatura do consórcio destrava a etapa de aporte e capitalização; a assembleia trata da responsabilização de quem estava à frente da instituição no período das operações questionadas.
- Acordo no STF: aguarda assinatura, com documentação sob responsabilidade do Banco do Brasil.
- Assembleia de acionistas: 24 de agosto, com medidas judiciais contra ex-dirigentes na pauta.
- Folha do funcionalismo do DF e programas sociais seguem operados pelo banco.
Por que o caso chegou ao Supremo
Disputas que envolvem instituição financeira controlada por ente federativo costumam reunir União, autarquia reguladora e governo local no mesmo processo, o que desloca a discussão para o Supremo. A saída negociada, em vez da decisão judicial imposta, permite desenhar o cronograma de aportes e a divisão de responsabilidades entre os participantes do consórcio.
É esse desenho que a governadora descreve como concluído no mérito e pendente na forma. Enquanto a assinatura não ocorre, o acordo não produz efeito prático sobre o balanço da instituição.
O peso do banco na máquina do DF
O BRB é o principal canal financeiro do governo distrital. Pela instituição passam a folha do funcionalismo, a arrecadação de tributos locais, linhas de crédito consignado para servidores e o financiamento habitacional operado no DF.
A capilaridade também pesa. A rede de agências atende regiões administrativas onde a presença de bancos privados é menor, e o banco opera como agente de programas do governo local. Uma eventual descontinuidade atingiria serviços que não têm substituto imediato na cidade.
Contexto eleitoral
A declaração foi feita em convenção partidária, no período em que as legendas homologam candidaturas para a eleição de outubro. Celina Leão teve o nome homologado para a disputa do Palácio do Buriti pela federação.
O tema do BRB atravessa a campanha distrital porque o banco responde por parte relevante da estrutura financeira do governo local. Adversários têm cobrado esclarecimentos sobre a exposição da instituição, enquanto o Executivo local sustenta que a solução negociada no Supremo preserva a operação do banco.
A Câmara Legislativa do Distrito Federal retomou as sessões nesta terça-feira (4), com o orçamento e a situação do BRB entre os assuntos previstos para o segundo semestre.
Perguntas frequentes
O que Celina Leão disse sobre o BRB?
Que o banco está em fase de recuperação e que falta apenas a assinatura do acordo firmado no Supremo Tribunal Federal.
Quem participa do acordo?
Um consórcio com participação do Banco do Brasil e de outros bancos. A conclusão depende da documentação reunida pelo Banco do Brasil.
Quando é a assembleia de acionistas do BRB?
Em 24 de agosto de 2026, com medidas judiciais contra ex-dirigentes na pauta.








