O PL do Distrito Federal oficializou a deputada federal Bia Kicis como candidata ao Senado em convenção realizada no sábado, 1º de agosto, no estacionamento 11 do Parque da Cidade, em Brasília. No mesmo ato, a parlamentar anunciou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro disputará a segunda vaga de senadora pelo DF na chapa do partido.
Michelle não esteve presente no evento. Segundo o relato feito no palanque, ela passava por exames em um hospital no momento da convenção. A ex-primeira-dama publicou nas redes sociais um vídeo em homenagem a Bia Kicis, sem confirmar de forma explícita a própria candidatura.
O que foi dito no palanque
Bia Kicis conduziu o anúncio da dupla ao Senado e usou o discurso para tratar do peso da eleição.
É Bia Kicis e Michelle!, afirmou a deputada federal, ao anunciar a composição.
A parlamentar também recorreu à própria trajetória para sustentar a candidatura. “Minha vida pública não começou agora. Foram 24 anos como procuradora do Distrito Federal”, disse. Em outro trecho, defendeu o papel da Casa que pretende integrar: “O Senado é o único órgão que, neste momento, pode colocar de pé o sistema de freios”.
Ao tratar do calendário eleitoral, Kicis afirmou que “existem eleições em que escolhemos nomes e existem eleições que determinam o futuro das próximas gerações”.
Como fica a chapa no DF
O Distrito Federal elege duas vagas ao Senado em 2026, o que torna a composição anunciada pelo PL uma tentativa de ocupar as duas cadeiras em disputa. A governadora Celina Leão participou do evento e deve concorrer à reeleição.
A definição do PL se encaixa no arranjo que vinha sendo montado pela base governista local. Os pontos já conhecidos da configuração são:
- duas vagas ao Senado em disputa no DF nesta eleição;
- Bia Kicis homologada pela convenção do partido;
- Michelle Bolsonaro anunciada para a segunda vaga, sem confirmação pessoal até o momento;
- presença de Celina Leão no ato, em movimento de aproximação entre o PL e o governo local.
A confirmação formal da composição ficou para a convenção nacional do partido, marcada para este domingo, 2 de agosto, quando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem a pré-candidatura à Presidência na pauta.
O que ainda depende de registro
Convenção partidária não encerra o processo. A homologação define o nome que o partido apresenta, mas a candidatura só se torna efetiva com o pedido de registro na Justiça Eleitoral, etapa em que são analisadas as condições de elegibilidade de cada concorrente.
Enquanto o registro não é julgado, o nome segue como pré-candidato para efeitos legais. Isso vale tanto para Bia Kicis quanto para a composição anunciada no palanque.
O calendário até a votação
O período de convenções partidárias se encerra em 5 de agosto, prazo em que todos os partidos precisam ter definido suas chapas. Na sequência, abre-se a janela para o pedido de registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral.
A propaganda eleitoral em rádio, televisão e internet começa em 16 de agosto. A votação do primeiro turno está prevista para 4 de outubro. Veja também o que muda com o prazo das convenções e o registro de candidatura e como está a articulação da base aliada no DF.
Procurada por veículos que cobriram o ato, a assessoria de Michelle Bolsonaro não havia se manifestado sobre a confirmação da candidatura até a publicação desta reportagem.








