A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou duas portarias criando grupos de trabalho dedicados à segurança dos análogos de GLP-1, os medicamentos conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras. A medida foi anunciada neste mês, em paralelo à Instrução Normativa que será discutida pela diretoria no dia 29 de abril.
O GT 1, criado pela Portaria 488/2026, reúne o Conselho Federal de Farmácia (CFF), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Federal de Odontologia (CFO). Terá prazo de 45 dias para analisar evidências científicas, dados de farmacovigilância, aspectos regulatórios e lacunas de comunicação com profissionais da saúde e propor estratégias de orientação.
Já o GT 2, criado pela Portaria 489/2026, reúne representantes de todas as diretorias da agência. Terá duração de 90 dias, com reuniões quinzenais, e vai acompanhar a execução do plano de ação da Anvisa sobre o tema, avaliar resultados e preparar subsídios técnicos para as decisões da diretoria colegiada.
“A medida busca prevenir riscos à saúde decorrentes de produtos e práticas irregulares, ao mesmo tempo em que protege a saúde pública por meio de atuação conjunta baseada no compartilhamento de informações, alinhamento técnico e ações educativas”, informou a agência. A preocupação central é o avanço do mercado paralelo de canetas manipuladas sem registro.








