DF teve alta de 25% nos casos de síndrome respiratória aguda grave entre 2024 e 2025

abril 17, 2026
DF teve alta de 25% nos casos de síndrome respiratória aguda grave entre 2024 e 2025

O Distrito Federal registrou alta de 25% nos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) entre 2024 e 2025, passando de 6,5 mil para 8 mil notificações. O dado da Secretaria de Saúde reforça o alerta para crianças menores de 5 anos e idosos, faixas etárias mais suscetíveis a formas graves das infecções respiratórias virais que se intensificam entre março e julho.

Tosse, coriza, dor de garganta, congestão nasal, febre, dor de cabeça, dor no corpo e calafrio caracterizam a síndrome gripal (SG). Para diagnóstico, é preciso ter pelo menos dois desses sintomas com início nos últimos sete dias. Nos casos mais graves, há evolução para SRAG, com falta de ar, respiração rápida e baixa saturação de oxigênio.

Camila Damasceno, médica de família e comunidade da SES-DF, detalha quando procurar emergência: “Se tiver alguma dificuldade para respirar, se a respiração está acelerada ou com chiado; se a pessoa estiver muito prostrada, se sentindo muito fraca, com sensação de desmaio”. A especialista recomenda avaliação se a febre persistir por mais de 72 horas seguidas, ou se voltar 48 horas depois de ter passado.

“Em caso de sintomas leves, o ideal é que a pessoa procure a Unidade Básica de Saúde (UBS), para que o enfermeiro ou médico avalie e oriente direito como será o tratamento”, reforçou. Em sinais de gravidade, a recomendação é UPA ou pronto-socorro, especialmente nos horários em que a UBS está fechada.

O período entre março e julho concentra casos por causa do clima frio e seco, que facilita a circulação viral, resseca as vias respiratórias e mantém pessoas em ambientes fechados com pouca ventilação. A vacinação segue como principal estratégia de prevenção contra formas graves; higiene das mãos, ambientes ventilados e isolamento em casos suspeitos completam as medidas.